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Editorial

01 de Junho de 2016 as 17:06:01



EDITORIAL - Carta Aberta à FIESP



FIESP 

Sr. PAULO SKAFF
 
Ilmo Sr.
 
 
Devemos informá-lo, prezado Sr., que sua estratégia de dissimulação não camufla o boicote aos investimentos conduzido por V.Sª e a organização que comanda.
 
Sabemos e acompanhamos a atuação do governo federal em abrir as burras ao longo de muitos anos para que o empresariado cumprisse seu papel social, o de investir em tecnologias modernas, em processos aprimorados de trabalho, desenvolvimento de novos produtos e ampliação do mercado externo para produtos brasileiros.
 
Muito mais do que isso, o governo federal conduziu hercúleo trabalho de busca da convivência harmônica entre as diversas classes sociais, em um pacto e legado ora estultamente atirados à lata de lixo pela elite brasileira da qual V.Sª é inequívoco representante.
 
E é com grande amargor que assistimos o desperdício desta grande oportunidade de reconstrução da Nação Brasileira em bases democráticas, em bases de tolerância e convívio harmônico entre seus vários segmentos sociais.
 
Abominável o descaso dos capitães da indústria com o emprego da população e a melhoria da renda aos segmentos menos favorecidos, expresso em indicadores como o nível de utilização da capacidade instalada situado em apenas cerca de 60%.
 
Provoca asco a mobilização, inclusive financeira, que promove V.Sª e a FIESP dos segmentos menos esclarecidos da população brasileira, e também dos setores mais abjetos da classe política do País, em favor, uma vez mais em nossa história, da quebra das bases democráticas de alternância do poder político, de seu apoio e da Organização que V.Sª comanda ao processo de desnacionalização da economia do País que se antevê no governo Temer, de desconstrução da estrutura de apoio e segurança sócio previdenciária, o que se dá, sabemos, em prol dos interesses do mercado financeiro, mas também da repartição desigual da renda nacional, da manutenção de subsídios e benefícios fiscais ao empresariado industrial e comercial, no  que se convencionou denominar Bolsa Empresário.
 
Jamais pretenderia com minhas palavras convencê-lo em contrário de seu habitual procedimento. Fique aqui apenas registrado que V.Sª não nos engana com a lamúria de não querer "Pagar o Pato": o "pato" lastimado de hoje resulta da Bolsa Empresário que ontem foi lhes foi paga, mas sem resultados, em razão de um boicote político deliberado e consciente. E o empresariado, que ora capitaneia um golpe de estado, têm que devolver ao País o que lhe deve: subsídios e benefícios via BNDES de que desfrutaram por décadas, sem apresentarem à sociedade a contrapartida em desenvolvimento de produtos, aplicação de tecnologias avançadas, ampliação do mercado dos produtos industriais brasileiros e, também, na elevação da renda e emprego, o que seria próprio para o grande sonho de um Brasil como nação efetivamente industrializada.
 
Sejam bem vindos a CPMF e o Imposto sobre Fortunas.
 
assinado: Wilson R Correa


Fonte: da REDAÇÃO.





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