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Economia

04 de Junho de 2017 as 05:06:54



IMPOSTOS - Royalties do petróleo puxam crescimento da arrecadação em 2017



O petróleo valoriza-se 68% no mercado internacional, suas exportações se elevam 9,2%  e a estimativa dos royalties do petróleo sobe a R$ 37,9 Bilhões
 
 
A equipe econômica está contando com uma ajuda do subsolo para cumprir a meta fiscal deste ano. É que a alta na produção e no preço internacional do petróleo está puxando o crescimento da arrecadação federal em 2017 por meio do aumento no pagamento de royalties.
 
De janeiro a abril, segundo os dados mais recentes da Receita, a arrecadação federal acumula alta de 0,65% acima da inflação oficial pelo IPCA Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.
 
No entanto, o detalhamento dos números mostra que a expansão não está relacionada à recuperação da atividade econômica, mas a fatores externos.
 
A arrecadação das receitas não administradas pela Receita Federal praticamente dobrou, passando de R$ 7,1 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, passado para R$ 14,4 bilhões no mesmo período deste ano. Em valores corrigidos pelo IPCA, o crescimento chega a 93,3%. O desempenho não se repete com as receitas diretamente administradas pelo Fisco, como impostos e contribuições.
 
Se considerados apenas os recursos recolhidos pela Receita Federal, a arrecadação cresceu 3,74% em valores nominais, de R$ 416,8 bilhões para R$ 432,4 bilhões. Ao descontar o IPCA, no entanto, houve queda de 0,93% em relação ao primeiro quadrimestre de 2016.
 
Previsão aumenta
 
De acordo com a Receita Federal, a alta nas receitas não administradas está quase totalmente relacionada ao aumento do pagamento de royalties de petróleo.
 
“A arrecadação dos royalties de petróleo, que está crescendo desde o início do ano, veio bastante expressiva em abril”,
 
diz o chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias. Nem a Receita nem o Tesouro Nacional divulgam números separados da arrecadação de royalties.
 
Em relação às receitas administradas, o técnico admitiu que o desempenho não se repete.
 
“O cenário ainda apresenta fortes sinais de deterioração da atividade econômica e isso ainda está afetando a arrecadação”,
 
destacou Malaquias. Segundo ele, tradicionalmente, a recuperação da economia demora um pouco a se refletir no pagamento de impostos e contribuições.
 
O bom desempenho do setor petroleiro fez o Ministério do Planejamento elevar a projeção, para este ano, das receitas de cota parte de compensações financeiras, rubrica que engloba o pagamento de royalties.
 
Segundo a versão mais recente do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento com estimativas para o Orçamento divulgado no fim de maio, a previsão para 2017 passou de R$ 35,9 bilhões para R$ 37,9 bilhões.
 
O bom desempenho do pagamento de royalties é resultado da combinação de preços favoráveis e aumento da produção. Segundo os dados mais recentes da ANP Agência Nacional do Petróleo, a produção atingiu 2,5 milhões de barris diários em abril.
 
Apesar da redução de 0,4% em relação a março, o volume é 10,9% maior que o registrado em abril do ano passado. Parte da retomada tem a ver com a reativação de poços de petróleo parados para manutenção nos últimos anos.
 
 
Valorização do Petróleo: 68%
 
Os preços internacionais também têm ajudado. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, de janeiro a maio os preços do petróleo bruto acumulam alta de 68% em relação aos cinco primeiros meses do ano passado  
 
 
Exportações em Expansão
 
Beneficiadas pelo cenário atual, as exportações de petróleo e derivados totalizaram US$ 9,2 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, mais que o dobro dos US$ 4,3 bilhões embarcados no mesmo período de 2016.
 


Fonte: AGENCIA BRASIL





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