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Investimentos

10 de Junho de 2017 as 04:06:28



INVESTIMENTOS O Mercado na 6ª feira: Bolsa cai 0,87%; Dólar sobe 0,86% a R$ 3,291



Diário do Mercado na 6ª feira, 09.06.2017
 
Em véspera de final de semana, mau humor externo e não definição ainda do TSE derrubaram o mercado. 
 
Resumo.
 
A não definição do julgamento da chapa Dilma-Temer ao longo do dia manteve as incertezas domésticas, que foram somadas a um pregão de realizações nos mercados externos.
 
A divulgação da inflação ao consumidor (IPCA) baixa e sob controle foi um alento no dia, mas, não suficiente para segurar a queda.
 
Também, não se sabe se partidos da base poderão deixar ou não o governo e os agentes estão temerosos que haja uma denúncia para breve da PGR (Procuradoria Geral da República) no caso da delação da JBS. Enfim, a incerteza leva ao comedimento nos negócios e o mercado acionário recuou.
 
 
Ibovespa.
 
A trajetória do índice foi errática no pregão – abriu em alta, depois caiu, chegou a reagir, mas, na parte final, aprofundou as perdas. O índice doméstico terminou aos 62.210 pts (-0,87%).
 
 
Capitais Externos na Bolsa - No último dado disponível, o capital estrangeiro registrou ingresso de R$ 41,693 milhões no dia 7 de maio, somando R$ 77,769 milhões no mês. O saldo acumulado está em R$ 5,737 bilhões em 2017.
 
 
Agenda Econômica.
 
No Brasil, o IPCA registrou variação de +0,31% em maio (sendo a taxa mais baixa para meses de maio desde 2007, em +0,28%)., versus +0,24% em abril, abaixo do consenso dos analistas, em +0,47%. O indicador passou a acumular +1,42% no ano (+4,05% nos cinco primeiros meses de 2016) e +3,60% em 12 meses. 
 
Reiteradamente... A nosso ver, existe um paradoxo por parte da autoridade monetária. Se a não aprovação das reformas poderá influenciar um crescimento menor e estando a inflação em trajetória cadente, devendo se aproximar de 3,0% (limite inferior do intervalo estipulado para este ano) até julho próximo, a política monetária deveria ser mais contundente.
 
Ademais, tem-se que levar em consideração que a queda da taxa básica de juros demora cerca de seis a nove meses para fazer efeito sobre a economia e que a política fiscal está “travada” neste momento por conta da debelação do déficit.
 
Portanto, qualquer nova redução da taxa Selic somente poderá ter efetividade quiçá a partir do início do próximo ano.
 
Já a questão de uma maior desvalorização cambial frente ao dólar norte-americano, induzida pela elevação da aversão ao risco (medida avaliada pelo CDS 5 anos do Brasil, por exemplo), que poderia  contaminar em algum grau a inflação futura, mesmo que ocorra, parece ser um problema secundário neste momento, dado que o Banco Central possui espaço para colocar contratos de swap cambial (venda futura) para retirar a volatilidade da moeda, como já atuou recentemente quando a cotação se aproximou de R$3,50. 
 
 
Câmbio e CDS.
 
O dólar comercial (interbancário), devido ao mau humor no exterior, acabou denotando tendência ascendente tanto na parte da manhã, como na parte da tarde. Também, a questão polística interna trouxe cautela na véspera do final de semana.
 
 
A divisa encerrou cotada a R$ 3,2910 (+0,86%), acumulando +1,17% na semana, +1,86% no mês, +1,20% no ano e -3,12% em 12 meses.
 
Risco País - O CDS brasileiro de 5 anos encontra-se neste momento em 239 pts, ante 237 pts da véspera.
 
 
Juros.
 
A baixa inflação oficial (IPCA) divuldada suplantou o mau humor externo e derrubou as taxas de juros futuros (DIs). Assim, a curva da estrutura a termo da taxa de juros recuou como um todo, em uma semana bem volátil dia após dia.
 
 
Neste momento, os agentes passaram a apostar mais que o Banco Central poderá manter o corte de 100 pts-base na taxa Selic em sua decisão em 26 de julho próximo.
 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do comportamento do mercado na 6ª feira, 09.06.2017, elaborado por HAMILTON MOREIRA ALVES, CNPI-T, Analista Senior , e RAFAEL REIS, CNPI-P, Analista, ambos do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: HAMILTON MOREIRA ALVES, CNPI-T, Analista Senior , e RAFAEL REIS, CNPI-P, Analista, ambos do BB Investimentos





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