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Investimentos

13 de Junho de 2017 as 11:06:30



INVESTIMENTOS - RENDA FIXA Análise Semanal do Mercado-12.06.2017



Inflação acentuadamente enfraquecida associa-se a PIB menor pelo Focus, retraindo yields domésticos
 
RENATO ODO, CNPI-P, e 
JOSÉ ROBERTO DOS ANJOS, CNPI-P
 
 
Enquanto o cenário externo se ajusta às expectativas de alta do juro básico dos EUA, o ambiente interno assimila um acentuado recuo da inflação oficial, com a divulgação do IPCA abaixo do esperado, e repercute sucessivas reduções da inflação implícita, especialmente nos horizontes de 1 e 2 anos.
 
Neste contexto, o Relatório Focus, que já vinha registrando enfraquecimento das estimativas para o PIB de 2017, passou a compilar também um menor crescimento para a economia em 2018, em sua publicação de hoje.
 
Como desdobramento, os agentes vêm recalibrando suas posições entre os contratos DI curtos e médios, embutindo pelo menos 0,75 p.p. de recuo para a Selic no próximo encontro do Copom.
 
 
Com este movimento, nota-se um expressivo aumento do desequilíbrio da paridade descoberta das taxas de juros, retornando aos níveis observados entre mar-abr/2016.
 
 
A propósito, cabe destacar que a análise gráfica do CDS Brasil de 5 anos oscila com relativa estabilidade, mas o seu perfil acumula força de alta, podendo retomar os níveis de resistência anteriores.
 
De qualquer forma, a valorização do dólar e a sua sustentação em campo de alta reforçam a pressão sobre a paridade das taxas, juntamente com a atual tendência de queda dos yields da renda fixa doméstica.
 
 
Derivativos de juros – DI Futuro (% a.a.)
 
A estrutura do DI futuro recuou em toda a extensão, com maior intensidade entre os vencimentos curtos e médios (de dez/2017 a jul/2022), com relativa estabilidade da inclinação positiva e elevada liquidez (em média diária de 1.537,4 mil transações)
 
O movimento acompanhou a divulgação dos índices de inflação enfraquecidos (IGP-DI em 0,51% e IPCA em 0,31%, em maio) e a publicação da Ata do Copom, interpretada de modo mais dovish pelo mercado
 
O Relatório Focus confirma a sinalização da curva DI, compilando mais uma queda para o IPCA (3,71% em 2017 e 4,37% em 2018), estabilidade da Selic em 8,50% (nos dois anos) e recuo para o PIB (0,41% em 2017 e 2,30% em 2018); câmbio estável em R$ 3,30 (2017) e R$ 3,40 (2018)
 
Juro Real pela NTN-B (IPCA + cupom % a.a.)
 
No contexto de um quadro inflacionário ainda mais brando, os yields da NTN-B apresentaram diminuição em todos os vencimentos, com maior intensidade até 08/2022
 
O rendimento médio dos papéis reduziu-se de 5,62% para 5,60% (considerando o yield médio da curva em todos os vencimentos), com o maior em 5,84% e o menor em 5,04%
 
Em linha com dados oficiais mais fracos da inflação, também a expectativa implícita medida pelo desconto DI/NTN-B recuou nos horizontes de 1 e 2 anos
 
 
FRA Cambial (% a.a.)
 
Diferentemente da estrutura do DI, a curva do FRA Cambial se elevou em todos os vencimentos, especialmente influenciados pela alta do dólar spot
 
No cenário externo, destacam-se os ajustes promovidos na curva dos US Treasuries e a confirmação da tendência de queda do yield do T-bond de 10 anos, apontada na análise anterior, em direção ao suporte em 1,99% (vide gráfico ao lado)
 
 
Dólar Comercial (BM&F)
 
O movimento de alta identificado no último estudo (em forma de cunha) se confirmou na semana, cumprindo o objetivo calculado em R$ 3,30 e permanecendo acima da linha divisória de R$ 3,26
 
A tendência continua em alta, mas ainda em cenário de elevada volatilidade, com alvos em R$ 3,30 e R$ 3,21
 
O extenso gap de abertura no dia 18 abre espaço para um possível movimento de queda no curtíssimo prazo, a fim de tocar o nível de R$ 3,13, mas retornando à atual tendência de alta.
 
 
Confira no anexo a integra do relatório de ANÁLISE SEMANAL DO MERCADO DE RENDA FIXA, divulgado em 12.06.2017 pelo BB Investimentos, elaborado por RENATO ODO, CNPI-P, Analista Sênior, e JOSÉ ROBERTO DOS ANJOS, CNPI-P, Analista Sênior, ambos da equipe do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: RENATO ODO, CNPI-P, Analista Sênior, e JOSÉ ROBERTO DOS ANJOS, CNPI-P, Analista Sênior, ambos do BB Investimentos





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