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Internacional

05 de Agosto de 2017 as 20:08:26



EMBARGO CONTRA A RÚSSIA - Ganhos e Perdas em três anos



A Gazeta Russa avalia efeitos do embargo alimentício russo contra EUA e países europeus após sanções financeiras desses
 
 
Substituição de importações e subsídios foram algumas das saídas encontradas, mas alta da inflação ainda atrapalha.
 
 
Há três anos, Moscou iniciava um embargo sobre a importação de produtos alimentícios da União Europeia, EUA, Austrália e vários outros países em resposta às sanções que esses impuseram contra ela.
 
Os fornecimentos de carnes, peixes, queijos, leite, frutas e verduras desses países à Rússia foram impedidos.
 
A primeira consequência dessa medida foi uma alta dos preços dos alimentos no mercado russo, com subsequente aumento da inflação.
 
Segundo economistas, a principal razão para a última foi a desvalorização do rublo, ocorrida em dezembro de 2014.
 
Mas os preços dos produtos produzidos no mercado interno também influenciaram a alta da inflação, de acordo com estudo realizado pelo escritório russo da BBC.
 
O estudo mostra que, em dezembro de 2014, a cesta básica do moscovita encareceu 69%, em comparação com agosto de 2014. 
 
No entanto, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Econômico da Rússia, a média de preços subiu apenas 32% nesse período.
 
"O efeito negativo do embargo é a redução do volume de negócios na economia russa. Com a maior parte da renda do cidadão dedicada à alimentação, os gastos em outros tipos de bens e serviços caíram significativamente",
 
explica Daniil Kirikov, sócio da consultoria financeira Kirikov Group.
 
 
Escolha limitada
 
Como se previa, o embargo restringiu a escolha de produtos no mercado interno. Frutas e verduras europeias foram substituídos, principalmente, por produtos da Turquia, Egito, Marrocos e outros países do Oriente Médio.
 
Produtos europeus de alta qualidade, como o queijo parmesão ou o presunto foram substituídos por similares fabricados localmente ou na Bielorrússia, com qualidade inferior.
 
"O embargo de alimentos contribuiu para o crescimento da popularidade dos produtos russos, mas a queda dos rendimentos da população desacelerou esse processo",
 
diz o analista da agência financeira Amarkets, Artiôm Deiev
 
 
Renascimento dos pequenos produtores
 
O governo russo usou o embargo como uma medida protecionista para pequenos agricultores locais, que receberam novos subsídios de até US$ 250 mil.
 
De acordo com o banco Rosselkhozbank, que trabalha juntamente com o Ministério da Agricultura da Rússia, empresas agrícolas pequenas e médias receberam mais de 9.200 empréstimos, totalizando um valor de US$ 3,1 bilhões em 2016.
 
"Agora, os produtores precisam de tempo para pagar os empréstimos, receber os lucros e produzir mais, sem se arriscar a perder participação no mercado local. Mas o prazo do embargo deve ser limitado e determinado pela política de preços, dados financeiros e situação econômica",
 
diz o analista-chefe do concultoria financeira TeleTrade, Piotr Puchkariov.


Fonte: GAZETA RUSSA, Reporter KIRA KALININA





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