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Economia

22 de Dezembro de 2017 as 06:12:26



BOEING e EMBRAER anunciam fusão: Boeing de olho no KC-390 e no Super Tucano



 
 
Nesta 5ª feira, 21.12, o mercado financeiro permaneceu agitado por conta dos boatos sobre a compra da EMBRAER pela BOEING. Na bolsa brasileira, as ações da EMBRAER subiram 22,5%, só nesta 5ª feira, ultrapassando R$ 20.00 por ação.
 
Noticiário do jornal norte americano Wall Street Journal deu origem à agitação do mercado ao revelar a informação, na tarde desta 5ª feira, de fusão entre as duas empresas. Por volta das 17h, as duas empresas publicaram um comunicado conjunto confirmando a notícia.
 
Contudo, para que a fusão aconteça o governo brasileiro deve aprovar, pois ele detem a Golden Share, instrumento que lhe atribui poder de veto sobre negócios da EMBRAER que não atendam aos interesses do Estado Brasileiro. 
 
A esse respeito, o  Comando da Aeronáutica brasileira já foi taxativo ao afirmar em nota que a EMBRAER é “estratégica e fundamental para a soberania nacional”.
 
A despeito desse posicionamento da Aeronáutica, segundo noticiário de o Globo, parece haver apoio dentro do governo federal a essa fusão: em setembro último, o ministro Meirelles teria solicitado informações ao TCU Tribunal de Contas da União sobre como “livrar-se da golden share em ex-estatais como Embraer e Vale”.
 
 
O Mercado Mundial
 
No mercado mundial de aviões está passando por uma temporada de fusões. A AIRBUS, grande concorrente europeia da BOEING, assumiu o controle da empresa canadense BOMBARDIER.
 
É importante para a BOEING, assumir o controle da EMBRAER para incluir em seu portfólio de produtos os jatos regionais com que se tornaram o nicho de atuação da EMBRAER, disputado com a BOMBARDIER.  A fusão entre BOING e EMBRAER permitirá à primeira melhores condições de concorrência.
 
A fusão entre a BOEING e a EMBRAER irá permitir à BOEING oferecer ao mercado jatos regionais de até 140 lugares, o mesmo que obteve a AIRBUS ao incorporar a BOMBARDIER canadense.
 
 
O Super Tucano
 
Contudo, é na aviação militar que se encontra o grande benefício à BOEING pois, neste momento, o Super Tucano, pequeno avião militar de bombardeio produzido pela EMBRAER, participa de uma concorrência criada pelo governo norte-americano, da qual poderá a aquisição de milhares de exemplares desse produto brasileiro para oferta aos aliados dos EUA.
 
Nessa concorrência, restaram apenas os dois últimos concorrentes, o próprio Super Tucano, o grande favorito, e outra aeronave, o AT-6 Wolverine, que é reconhecidamente uma cópia mal feita do Super Tucano.
 
O Super Tucano é uma aeronave relativamente barata (cerca de US$15 milhões) e com baixíssimo custo de manutenção, cerca de US$ 700/hora de vôo), tecnicamente muito elogiada por pilotos norte-americanos que a operam no Afeganistão e no Iraque. 
 
O SuperTucano, avião de combate leve, produzido pela EMBRAER
 
 
O Super Tucano tem os sistemas mais modernos de vôo e controle de mísseis, é um avião fortíssimo candidato a substituir o grandes bombardeiros A-10 Tunderbold, contra o qual o SuperTucano tem a seu favor a capacidade de apoio a tropas em terra por até 8 horas, direto, como capacidade de carga de 1,5 toneladas de bombas e ampla variedade de mísseis, ao custo de apenas US$ 700/hora, enquanto para o Tunderbold esse custo supera US$ 15.000/hora e apresenta curta capacidade de apoio a tropas em solo, apenas pontual de bombardeio, em razão de seu elevado consumo de combustível (2 turbinas).
 
O oferecimento do Super Tucano pelo Pentágono às nações aliadas aos EUA, centenas e até milhares de unidades, é o grande atrativo da EMBRAER para a BOEING.
 
 
KC-390
 
Também o KC-390 atrai a atenção da BOEING, pois é um avião moderno de transporte de cargas militares e civis, de tropas, de socorro a vítimas de calamidades, de transporte de água para combate a incêndios, de abastecimento aéreo de aviões, enfim de múltiplas aplicações.
 
O cargueiro KC-390, produzido pela EMBRAER
 
O cargueiro da EMBRAER apresenta diversas vantagens em relação aos concorrentes, inclusive o preço mais barato e o custo de manutenção menor que o dos concorrentes. 
 
O modelo está em fase final de testes para credenciamento oficial internacional e, além da FAB, diversos países já manfestaram interesse pela aquisição de unidades.


Fonte: da REDAÇÃO DO JORNAL FRANQUIA





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