Home   |   Expediente   |   Publicidade   |   Cadastre-se   |   Fale Conosco             

Economia

04 de Fevereiro de 2018 as 00:50:21



Cenário Econômico ItaúBBA Produção industrial avança em dezembro



Produção industrial avança em dezembro
e fecha 2017 com o maior ritmo de crescimento anual
 
 
Resultado acima do esperado em dezembro.
 
 
• A produção industrial subiu 2,8% em dezembro ante novembro, acima da mediana das expectativas (2,0%) e levemente acima da nossa projeção (2,4%). Em 2017 houve alta de 2,5%, o maior ritmo de crescimento desde 2010.
 
• O resultado acima do esperado no mês deve ser lido com cautela. A recessão recente mudou a composição da indústria, reduzindo a importância de setores cíclicos (que sazonalmente tendem a contrair mais em dezembro). Dessa forma, o filtro estatístico que corrige a série por fatores sazonais provavelmente ajustou o nível de produção (para cima) mais do que seria consistente com a nova composição da indústria.   
 
• Os indicadores ligados à formação bruta de capital fixo seguem consistentes com crescimento desse componente da demanda. Apesar de a produção de bens de capital ter ficado estável na margem (após sete altas consecutivas) a produção de insumos da construção civil subiu 5,0% e acumula alta de 7,2% na comparação anual.
 
• A projeção preliminar para janeiro é de queda dessazonalizada de 2,1%, ainda consistente com uma tendência de alta.
 
 
Produção industrial acima das expectativas, com alta disseminada
 
A produção industrial subiu 2,8% em dezembro na comparação mensal dessazonalizada. O resultado veio acima da mediana das expectativas (2,0%) e levemente acima da nossa projeção (2,4%). Em relação ao mesmo mês de 2016, houve alta de 4,3%.
 
O resultado acima do esperado no mês deve ser lido com cautela. A recessão recente mudou a composição da indústria, reduzindo a importância de setores cíclicos (que sazonalmente tendem a contrair mais em dezembro). Dessa forma, o filtro estatístico que corrige a série por fatores sazonais provavelmente ajustou o nível de produção (para cima) mais do que seria consistente com a nova composição da indústria.   
 
 
Apesar dessa ressalva com o crescimento de dezembro, a produção industrial mostrou crescimento de 2,5% em 2017, o melhor resultado anual desde 2010. Nos últimos o ritmo de crescimento foi: 2010 (10,2%), 2011 (0,4%), 2012 (-2,3%), 2013 (2,1%), 2014 (-3,0%), 2015: (-8,2%), 2016 (-6,4%).
 
A abertura por categoria econômica mostra altas em bens de consumo duráveis (5,9%), bens intermediários (1,7%) e bens de consumo semi duráveis e não duráveis (3,0%). A produção de bens de capital ficou estável na margem, após sete meses consecutivos de alta.
 
Pela ótica da atividade econômica, houve recuo de 1,5% na indústria extrativa e alta de 3,1% na indústria de transformação. Uma desagregação maior (em 24 atividades) mostra um quadro consistente com o resultado agregado, com alta no mês em 83% das atividades.
 
 
Os setores ligados ao investimento seguem crescendo de forma consistente com a recuperação gradual da atividade econômica. A produção de insumos típicos da construção civil avançou 5,0% em dezembro e acumula alta de 7,2% na comparação anual, apesar de a produção de bens de capital ter ficado estável (após sete meses consecutivos de alta).
 
 
Indicadores coincidentes sinalizam recuo em janeiro
 
Os primeiros indicadores coincidentes (confiança da indústria, utilização da capacidade instalada, dados semanais de comércio exterior e consumo de energia, prévias do setor de automóveis, entre outros) sinalizam recuo de 2,1% da produção industrial em janeiro (alta de 5,9% na comparação anual). Cabe notar que a tendência de alta (avaliada pela média móvel de três meses) continuaria mesmo se essa queda for confirmada.
 
 
Mapa de calor: produção industrial continua acelerando
 
Nosso mapa de calor também sinaliza uma aceleração mais disseminada da indústria em dezembro. Olhando para as principais categorias de produção, apenas mineração e bens de consumo não duráveis ficaram em território neutro. Na abertura por segmento, quinze setores estão aquecendo, seis em território neutro e dois estão esfriando.
 
 
 
Para a metodologia completa, veja o relatório Novo mapa de calor da indústria.
 
 
 
Artur Manoel Passos
Alexandre Cunha
economistas do ITAÚ BBA
 


Fonte: Artur Manoel Passos Alexandre Cunha economistas do ITAÚ BBA





Indique a um amigo     Imprimir    Comentar notícia

>> Últimos comentários

NOTÍCIAS DA FRANQUEADORA E EMPRESAS DO SEGMENTO


 Outras notícias.
ENERGIA EÓLICA - Brasil é o oitavo país do mundo em produção 15/02/2018
ENERGIA EÓLICA - Brasil é o oitavo país do mundo em produção
 
RECEITA FEDERAL - R$ 205 BI captados em Autuações em 2017 15/02/2018
RECEITA FEDERAL - R$ 205 BI captados em Autuações em 2017
 
RECEITA FEDERAL paga hoje R$ 210 MI para 102.361 contribuintes referentes ao IR 2008 a 2017 15/02/2018
RECEITA FEDERAL paga hoje R$ 210 MI para 102.361 contribuintes referentes ao IR 2008 a 2017
 
COPOM reduz SELIC a 6,75% ano 07/02/2018
COPOM reduz SELIC a 6,75% ano
 
SELIC - Inflação no Brasil e piora no cenário internacional interrompe corte na Selic 15/02/2018
SELIC - Inflação no Brasil e piora no cenário internacional interrompe corte na Selic
 
INDÚSTRIA precisa dar Salto Tecnológico, defende a CNI 06/02/2018
INDÚSTRIA precisa dar Salto Tecnológico, defende a CNI
 
CNI quer políticas e recursos públicos para implantar programa de modernização 10/02/2018
CNI quer políticas e recursos públicos para implantar programa de modernização
 
DÓLAR fecha a R$ 3,30 em novo dia de turbulências no mercado externo 09/02/2018
DÓLAR fecha a R$ 3,30 em novo dia de turbulências no mercado externo
 
ELETROBRAS  assume Dívida de R$ 20 BI de 6 Distribuidoras para viabilizar Privatização 09/02/2018
ELETROBRAS assume Dívida de R$ 20 BI de 6 Distribuidoras para viabilizar Privatização
 
DÓLAR fecha no maior valor desde dezembro com turbulências nos EUA 08/02/2018
DÓLAR fecha no maior valor desde dezembro com turbulências nos EUA
 
JORNAL FRANQUIA - Todos os direitos reservados 2009