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Investimentos

09 de Maio de 2018 as 15:05:37



AMBEV Resultado no 1º Trimestre/2018 Lucro Líquido de R$ 2,5 BI



AMBEV - Resultado no 1º Trimestre de 2018

Ajuste de Preço Sustenta Margens;

Resultado em linha com nossas estimativas

 
A Ambev divulgou resultados neutros no 1T18. Como esperado, o aumento de preços implementado pela empresa ao longo do 2S17 continuou a sustentar os resultados no trimestre. 
 
Nesse contexto, o crescimento de 10% a/a na receita/hl contrabalançou a queda de 6% a/a em volume. Como resultado, a receita aumentou 4% a/a, atingindo R$ 11,6 bl (2% abaixo de nossas estimativas e 1% abaixo do consenso). Além disso, os preços mais altos compensaram o aumento de 5% a/a no CPV / hl, beneficiando também as margens operacionais. 
 
Lucro Líquido de R$ 2,5 BI
 
Assim, o EBITDA foi de R$ 4,6 bl, em linha com nossas expectativas e 10% abaixo do consenso. Nesse sentido, a margem EBITDA passou de 38,7% no 1T17 para 39,9%. No trimestre, as menores despesas com juros e ganhos associados a instrumentos derivativos contribuíram para um aumento significativo de 14% a/a no Lucro Líquido que totalizou R$ 2,5 Bilhões, também em linha com nossas estimativas.
 
Brasil: De fato, o carnaval antecipado no Brasil e o clima desfavorável impactaram negativamente os volumes de Cerveja que caíram significativamente 8% a/a (muito acima da nossa expectativa de -3%). 
 
No entanto, o reajuste de preços ocorrido durante o 2S17 beneficiou a unidade compensando parcialmente o desempenho de vendas mais fraco. Assim, a receita apresentou uma redução moderada de 1% a/a, totalizando R$ 5,3 bl. 
 
Neste momento, um câmbio favorável contribuiu para uma queda de 5% a/a no CPV / hl, que impulsionou fortemente o EBITDA para R$ 1,9 bilhão (+ 7% a/a), elevando a margem EBITDA para 43,8% contra 41,2% no 1T17. Para o 2T18, esperamos que os volumes se recuperem gradualmente, principalmente devido à Copa do Mundo em junho, o que deve incentivar o consumo de cerveja.
 
Não alcoólicos
 
Em relação aos Não alcoólicos, o ambiente ainda fraco para o consumo no Brasil continuou a pressionar os volumes para baixo e apresentou uma queda brusca de 19% a/a, compensando totalmente os preços mais altos. Portanto, a receita caiu 6% a/a para R$ 5,6 bl.
 
Por outro lado, o aumento significativo de 16% a/a na receita/hl mais que compensou o aumento de 5% a/a do CPV / hl, aumentando o EBITDA para R$ 255 ml (+ 6% a/a) e margem EBITDA para 39,5%, superior em 350 pb a/a. Assim, apesar da redução de custos na Cerveja, a melhora na margem no 1T18 resultou principalmente dos aumentos de preços, uma vez que a receita consolidada / hl no Brasil aumentou 10% a/a, levando a margem EBITDA para 41,8% contra 39% no 1T17.
 
Unidades internacionais.
 
CAC reportou outro desempenho positivo impulsionado pelos maiores volumes na República Dominicana e no Panamá. Assim, um aumento de 4% a/a em ambos, volumes e preços, levou a receita a R$ 1,2 bilhão, um incremento de 9% a/a.
 
Também em decorrência dos fortes resultados operacionais na região, o EBITDA foi de R$ 445 milhões (+ 18% a/a), enquanto a margem EBITDA subiu 310 pb a/a para 38,7%. LAS foi mais uma vez beneficiada pela contínua tendência ascendente na Argentina, que mostrou crescimento de volume em dígitos altos, de acordo com a empresa. 
 
Como resultado, os volumes na região cresceram 6% a/a, o que, somado ao aumento de preço de 6% a/a, induziu a receita a um aumento significativo de 12% a/a, atingindo R$ 3,1 bl.
 
Por outro lado, os maiores custos e despesas com vendas e marketing impactaram negativamente a margem EBITDA que caiu ligeiramente 40 pb a/a para 43,1%. 
 
Canadá, por sua vez, continuou apresentando dificuldades de recuperação de margem devido à indústria enfraquecida que limitou os maiores aumentos de volume e trouxe custos mais altos (+36% a/a). Assim, a margem EBITDA caiu substancialmente 590 pb a/a para 22,6%.
 
Outperform
 
Mantivemos o nosso preço alvo em R$ 24/ação e reiteramos a recomendação Outperform. Seguindo a mesma trajetória do último trimestre, a estratégia de preços da empresa vem se mostrando assertiva. 
 
Apesar do ambiente macroeconômico ainda desafiador no Brasil em relação à renda disponível - ainda em níveis baixos - e à alta taxa de desemprego, que afeta diretamente o consumo e o volume de vendas, os preços mais altos vêm compensando isso e sustentando as margens. 
 
Certamente, essa queda de volume não é o que esperamos da empresa, portanto, podemos ver um efeito negativo no papel no curto prazo. No entanto, a nosso ver, uma recuperação gradual no volume deve ser esperada para o 2T18, devido à Copa do Mundo, como mencionado acima, e seu respectivo apelo para festas. 
 
Além disso, maior receita/hl pode continuar a impactar positivamente os resultados no próximo trimestre. Em suma, continuamos otimistas em relação à tese de crescimento da empresa, esperando uma recuperação gradual de volumes e incrementos maiores vindos também do segmento premium. 
 
Assim, reiteramos a recomendação Outperfom para ABEV3, com um TP (target Price, Preço Meta) de YE18 de R$ 24 / ação.
 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do desempenho da AMBEV no 1º trimestre/2018, elaborado por LUCIANA CARVALHO, CNPI, Analista do BB Investimentos.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: LUCIANA CARVALHO, CNPI, Analista do BB Investimentos.





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