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Economia

30 de Maio de 2018 as 15:05:11



PRECARIZAÇÃO do TRABALHO 27,7 Milhões de Trabalhadores Subutiilizados, diz IBGE



27,7 milhões de Pessoas estão subutilizadas na força de trabalho do País. Alem disso, o Desalento atinge outros 4,6 Milhões de Trabalhadores, totalizando 32,3 milhões de pessoas
 
 
A subutilização da força de trabalho chegou a 24,7% da PEA População Economicamente Ativa, no 1º trimestre de 2018, atingindo 27,7 milhões de pessoas. Esta é a taxa mais alta da série iniciada em 2012.
 
Os dados da Pnad Contínua Trimestral, divulgados em 17.05 pelo IBGE, mostram ainda que o desalento também atingiu os maiores níveis da série, com um contingente de 4,6 milhões de pessoas e uma taxa de 4,1%.
 
 
Trabalhadores Subutilizados
 
A taxa composta de subutilização da força de trabalho agrega os desempregados, os subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial.
 
 
Desalentados: 4,6 milhões de trabalhadores
 
Já o desalento, que faz parte da força de trabalho potencial, engloba as pessoas que estavam fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguiam trabalho, ou não tinham experiência, ou eram muito jovens ou idosas, ou não encontraram trabalho na localidade – e que, se tivessem conseguido trabalho, estariam disponíveis para assumir a vaga. 
 
O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, explica que apesar de o número de desempregados ter caído 3,4% em relação ao 1º trimestre de 2017, a população subocupada cresceu 17,8%, e a força potencial, 10%.
 
“Mas o que puxou, principalmente, a taxa de subutilização da força de trabalho foi a população desalentada, que passou de 4,1 milhões para 4,6 milhões, um aumento de 12,4%”,
 
declarou.
 
Segundo Cimar, apesar da redução do desemprego observada em relação ao 1º trimestre de 2017, o cenário é preocupante, pois
 
“essa redução do desemprego se dá em função do aumento das outras formas de subutilização. Isso mostra o quão importante é levantar essas medidas, ainda mais quando sabemos que o perfil das pessoas desalentadas está focado entre a população de baixa renda, jovens, pretos e pardos”,
 
comenta.
 
Na Bahia,  subutilizados são 40,5% da população em condições de trabalho
 
Entre os estados, a Bahia apresentou a maior taxa de subutilização (40,5%) e Santa Catarina, a menor (10,8%), no primeiro trimestre. Alagoas registrou a maior taxa de desalento (17,0%), e Santa Catarina e Rio de Janeiro, as menores (0,8% ambos).
 
Cimar destacou, ainda, que a população subutilizada chegou a crescer, em um ano, 21% em Rondônia, 14% no Distrito Federal e 10% em Pernambuco.
 
“No Distrito Federal, o desalento cresceu 123%”,
 
ressaltou.
 
 
No trimestre, taxa de desocupação cresce em todas as grandes regiões
 
A taxa de desocupação no Brasil, divulgada em 27/04, foi de 13,1%. Em relação ao 4º trimestre de 2017, a taxa de desocupação subiu em todas as regiões: Norte (de 11,3% para 12,7%), Nordeste (de 13,8% para 15,9%, as maiores entre as cinco regiões), Sudeste (de 12,6% para 13,8%), Sul (de 7,7% para 8,4%) e Centro-Oeste (de 9,4% para 10,5%). Na comparação anual, a taxa recuou em todas as regiões. Amapá (21,5) e Bahia (17,9%) foram os estados com a maior taxa de desocupação. As menores foram registradas em Santa Catarina (6,5%) e Mato Grosso do Sul (8,4%).
 
População Ocupada
 
Já a população ocupada no 1º trimestre de 2018 foi estimada em 90,6 milhões de pessoas, e era composta por 67,4% de empregados, 4,8% de empregadores, 25,3% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,5% de trabalhadores familiares auxiliares.
 
 
Precarização do Mercado de trabalho
 
Cimar destacou ainda que, em relação ao 1º trimestre de 2017, o número de pessoas que trabalharam por conta própria aumentou significativamente em dez unidades da federação.
 
“Isso denota uma precarização do mercado. Entre essas regiões, estão São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, estados economicamente fortes”,
 
conclui. As outras unidades da federação que tiveram aumento foram Acre, Rondônia, Mato Grosso, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Amazonas.
 


Fonte: IBGE





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