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Economia

27 de Julho de 2018 as 03:07:36



TURBULÊNCIA FINANCEIRA - Pior fase já passou, diz Ministro da Fazenda



Pior fase da turbulência financeira já passou, diz Guardia
 
 
A pior fase da turbulência financeira brasileira já passou, disse na 5ª feira, 26.07, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que está em viagem à África do Sul.
 
Em áudio divulgado pela assessoria da pasta, ele declarou que os mercados internacionais se ajustaram depois de várias semanas de instabilidade e ressaltou que o governo deixou de intervir no câmbio.
 
“Vivemos um momento de alta volatilidade no câmbio e nos juros. Nas últimas quatro semanas, não teve nenhuma intervenção no mercado de juros e de câmbio [oferta de novos contratos de venda de dólares no mercado futuro, swap cambial] e voltamos à normalidade. O CDS [risco país] está em baixa, os juros futuros caíram, o câmbio se estabilizou”,
 
declarou o ministro, que participa da reunião de cúpula do Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – em Joanesburgo.
 
Segundo Guardia, a atuação da equipe econômica teve caráter excepcional, e o governo não pretende fixar um valor para o câmbio nem para os juros. “O Banco Central e o Ministério da Fazenda não definem nível de preço. A atuação só ocorre quando alguma disfuncionalidade no mercado”, acrescentou. Para o ministro, o caminho para manter a estabilidade no mercado consiste em prosseguir com as reformas estruturais.
 
O ministro da Fazenda ressaltou que o comunicado final do encontro representa um comprometimento com o equilíbrio fiscal para diminuir a vulnerabilidade das economias emergentes em meio a um cenário externo mais adverso.
 
“No momento em que o mundo está indo para uma situação mais difícil, é muito importante reforçar as linhas de defesa. É fundamental que os países avancem nas reformas para ampliarem a capacidade de resistir a um cenário mais adverso. A gente conserta o telhado enquanto ainda está fazendo sol”,
 
disse.
 
Para Guardia, no caso do Brasil, o principal problema da economia é o desequilíbrio fiscal, num país com os juros nos níveis mais baixos da história, inflação baixa e elevadas reservas internacionais.
 
“Ninguém está falando em estímulo fiscal para crescimento econômico. Você precisa ter a situação fiscal sólida, arrumada para que possa enfrentar momentos de maior adversidade. Há momentos em que o mundo vai crescer mais, em que o mundo vai crescer menos. O Brasil precisa estar preparado para qualquer cenário”,
 
ressaltou.
 
 
Leilão
 
O ministro classificou como bem sucedido o leilão de privatização da Cepisa, distribuidora da Eletrobras no Piauí. Segundo ele, o processo foi bem sucedido ao garantir a menor tarifa possível para o consumidor com compromisso de investimento.
 
O que eu quero chamar a atenção é: compromisso de investimento de mais de R$ 700 milhões numa empresa que precisa de investimento e o consumidor, na largada, vai pagar 8,5% a menos de preço de energia. Não é pouca coisa. Isso é extremamente importante”,
 
ressaltou.
 
Em relação à privatização das outras cinco distribuidoras, Guardia disse que está aguardando o desbloqueio da liminar que impede o leilão da Ceal, distribuidora de energia da Eletrobras em Alagoas, para definir uma data para a venda. Ele disse que a data do leilão das outras quatro distribuidoras da estatal – que atendem Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia – só será definida depois que o Senado aprovar projeto de lei que saneia financeiramente essas empresas.
 
 
Eleições
 
Guardia confirmou que tem conversado com assessores econômicos dos candidatos e pré-candidatos à Presidência da República. Ele não quis revelar o conteúdo das conversas, mas disse que o governo está repassando dados e explicando as ações desenvolvidas nos últimos dois anos.
 
“Queremos estar abertos para dialogar com os economistas para que eles possam ter o melhor debate possível. A gente acha que, quanto mais informação, melhor a qualidade do debate. Depois das eleições, teremos trabalho de transição que faremos da melhor maneira possível”,
 
concluiu.


Fonte: AGENCIA BRASIL





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