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Investimentos

03 de Agosto de 2018 as 20:08:23



PETROBRAS Resultado no 2ºTrimestre/2018 Positivo, Margens mais Fortes



PETROBRAS 
Resultados no 2º Trimestre/2018
 
Positivo. Margens mais fortes e no caminho para a desalavancagem
 
6ª feira, 03.08.2018
 
A Petrobras divulgou nesta 6ª feira, sólidos resultados do 2T18, marcados por uma robusta geração de caixa, melhorias tanto no EBITDA quanto nas margens brutas, e maior fator de utilização das refinarias.
 
Por outro lado, os segmentos de Gás e Energia (G & P) e Distribuição apresentaram contribuições ruins para os resultados, conforme descrito abaixo. Destacamos como positivo o contínuo processo de desalavancagem, a recuperação da participação de mercado no mercado interno e a distribuição de lucros através de juros sobre capital próprio.
 
Destaques operacionais.
 
Produção de petróleo brutoEm E&P, a produção de petróleo bruto e LGN diminuiu 4% aa no 1S18, que é atribuída a paradas e desinvestimentos para manutenção nos campos da Lapa e Roncador, mas compensada por impactos financeiros positivos devido ao aumento dos preços do tipo “brent” e maior influência do câmbio.
 
O custo de elevação subiu 30,6% no 2T18, para US$ 24,43 por barril, com a participação do governo (associada ao aumento dos preços internacionais do petróleo).
 
Refino. No negócio de refino, a empresa foi importadora líquida de derivados (importações: +97% trimestre/trimestre e exportações: -14% trimestre/trimestre), devido ao aumento das vendas no mercado interno, principalmente diesel e gasolina.
 
Portanto, o fator de utilização das usinas de refino subiu para 81% no período, ante o patamar muito baixo de 72% apresentado no 1T18. No segmento de Gás e Energia, a companhia também aumentou as importações (de gás natural boliviano e GNL), devido à maior demanda do segmento termoelétrico.
 
Distribuição. No negócio de distribuição, houve quedas tanto no volume de vendas quanto no lucro bruto, uma vez que o segmento foi fortemente impactado pela greve dos caminhoneiros ocorrida em maio (veja nosso relatório no BRDT3, publicado ontem).
 
Vale ressaltar que, neste trimestre, o primeiro sistema de produção da área de Transferência de Direitos passou a operar no campo de Búzios (com FPSOs P-74), bem como um novo sistema de produção na Bacia de Campos, no campo de Tartaruga Verde.
 
 
Destaques Financeiros.
 
Os preços mais altos e um câmbio mais forte favoreceram o aumento de 25% trimestre/trimestreno lucro bruto de E & P, enquanto margens mais fortes e a realização de estoques formados a preços mais baixos proporcionaram alta de 49% trimestre/trimestre no lucro bruto de refino.
 
O lado negativo foi a queda do lucro bruto de 18% trimestre/trimestre no G&P (maiores custos de importação de GNL, devido ao aumento na demanda do segmento termelétrico) e a queda de 13% no lucro bruto da Distribuição (impacto de greve dos caminhoneiros).
 
As despesas operacionais consolidadas dispararam 67% no trimestre, principalmente devido a:
 
(i)   maiores despesas com vendas,
(ii)  resultado negativo com hedge de petróleo,
(iii) menor ganho com desinvestimentos e
(iv) efeitos da variação cambial sobre a provisão para ação coletiva nos EUA.
 
O aumento de 15% nas despesas de vendas está relacionado ao aumento das perdas de crédito esperadas no setor elétrico (R$ 559 milhões) e ao maior volume de vendas de derivados de petróleo no mercado interno.
 
O resultado financeiro líquido atingiu um resultado negativo de R$ 2,7 bilhões, uma queda de 63% em relação ao trimestre anterior, um dos destaques do P & L, que favoreceu o aumento de 29% no lucro antes dos impostos.
 
 
Opinião do analista.
 
O 2T18 foi um trimestre muito forte para a Petrobras. A margem bruta consolidada de 37% é a maior nos últimos anos e o fluxo de caixa operacional totalizou R$ 25,6 bilhões, 30% a/a, impulsionado pelos recebimentos dos desinvestimentos (R$ 9,4 bilhões) e pelo forte resultado operacional.
 
A Dívida Líquida/EBITDA reduziu-se para 3,2x (-0,3x trimestre/trimestre), em função do maior EBITDA (+17% trimestre/trimestre). No curto prazo, vemos preocupações quanto ao resultado da ação trabalhista de R$ 17 bilhões no TST Tribunal Superior do Trabalho e a decisão do STF Supremo Tribunal Federal sobre a venda de TAG e refinarias.
 
A Empresa anunciou o pagamento antecipado de juros sobre o capital próprio de R$ 652,2 milhões, o mesmo valor distribuído no primeiro trimestre. Portanto, os pagamentos antecipados de juros totalizaram R$ 1,3 bilhão no 1S18. O valor equivale a R$ 0,05 por ação e será pago no dia 23 de agosto. A partir de 14 de agosto, as ações serão negociadas "ex-interest".
 
 
Market Perform
 
Mantemos a recomendação de Market Perform e o Preço-Alvo de 2016, no valor de R$ 23,50.
 
 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do desempenho da PETROBRAS no 2º trimestre/2018, elaborado por DANIEL COBUCCI, CNPI, Analista senior, do BB Investimentos
Tradução: Redação JF

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: DANIEL COBUCCI, CNPI, Analista senior, do BB Investimentos. Tradução: Redação JF





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