Home   |   Expediente   |   Publicidade   |   Cadastre-se   |   Fale Conosco             

Investimentos

05 de Agosto de 2018 as 23:08:06



KLABIN Resultado no 2º Trimestre/2018 favorecido pelo Câmbio e Melhores Preços



KLABIN  -  Resultado no 2º Trimestre/2018
 
Maiores preços e câmbio seguram os resultados
 
Em 30.07, a Klabin apresentou os resultados do 2T18, os quais vieram fortemente impactados por maiores custos devido à greve dos caminhoneiros no período e, do lado positivo, por maiores preços de celulose e papel, especialmente kraftliner, bem como por um câmbio mais favorável. 
 
Apesar do impacto nos custos durante o trimestre, em junho, a situação já havia sido controlada, contribuindo para um EBITDA no período de R$ 884 milhões, 16,4% acima do 1T18 (+48,7% ano/ano) e 4,3% maior que as nossas estimativas. 
 
A margem EBITDA também foi um destaque, chegando a 39,6%, uma melhora de 4,9 p.p. trimestre/trimestre e 9,6 p.p. ano/ano, e 5,1 p.p. acima do BB-BI.
 
Como mencionamos em nosso relatório de prévias, esperávamos maiores volumes vendidos no período; entretanto, os volumes trazidos foram um pouco decepcionantes.
 
Temos que concordar, contudo, que os preços realizados vieram acima das nossas projeções, o que, em tempo, parcialmente compensou a diferença nas receitas. Os custos, apesar de mais altos, vieram abaixo das nossas estimativas, contribuindo para melhores resultados operacionais.
 
É fato que a greve desacelerou a retomada da economia brasileira. A indústria de
alimentos e bens de consumo não-duráveis também foi prejudicada. Após ajustes pelos efeitos da greve, a ABPO (Associação Brasileira de caixas de papelão) reduziu sua estimativa de vendas de 2018 para +2,4% ano/ano (ante +3,8%, anteriormente). 
 
Mesmo assim, a produção de papel somou 4.216 kton em 2018 (até maio), melhorando 2,2% ano/ano, ao passo que as vendas subiram 3,7% no mesmo período, de acordo com os dados do Ibá.
 
Os preços internacionais também tiveram papel fundamental no segmento. O preço médio da celulose BHKP na Europa ficou em US$ 1.046/trimestre no trimestre, ante US$ 1.014/trimestre no 1T18 (+3,1%). Na China, o preço médio ficou em US$ 770/trimestre, alta de 1,3% trimestre/trimestre.
 
Já para NBSK na Europa, o aumento foi de 9,6% trimestre/trimestre para US$ 1.167/t. Em relação aos preços de kraftliner, a melhora foi de 31% ano/ano no trimestre (estável trimestre/trimestre), para US$ 879/trimestre.
 
Como mencionado no relatório de prévias, devido às mudanças no cenário doméstico e aos melhores preços esperados para celulose, atualizamos nossos preços de celulose no LP e revisamos o preço-alvo da Klabin para 2018.
 
Dados os resultados apresentados e considerando as estimativas positivas para a empresa nos próximos períodos, decidimos manter nosso preço-alvo 2018 para KLBN11 em R$ 26,00, com a recomendação Outperform. Os riscos se mantêm, em 
 
(i) maiores pressões sobre o preço da celulose que poderiam limitar a geração de caixa da empresa e, consequentemente, sua capacidade de desalavancar e 
 
(ii) retomada mais lenta que o esperado da economia brasileira.
 
 
Resultados consolidados. 
 
O volume vendido caiu 6,4% trimestre/trimestre e 8,3% ano/ano para 713 kton (BB-BI estimava 826 kton). As receitas totais somaram R$ 2.235 milhões melhora de 2,1% ante o 1T18 e 13% acima do 2T17, apesar de 9,3% abaixo das nossas estimativas.
 
Embora os COGS tenham sido impactados pelas paradas no período, estes somaram R$ 1.451 milhões, -6,8% t/t e -16,5% a/a. Despesas VG&A subiram a/a, mas vieram menor trimestre/trimestre. O resultado operacional, assim, ficou em R$ 547 milhões (7,9% acima das estimativas do BB-BI).
 
 
Desempenho de celulose: resultados afetados por paradas não-programadas no período. 
 
No 2T18, houve o impacto da greve, mas também efeitos da parada para manutenção trazida do 1T18. A produção, assim, somou 344 kton, +23% t/t e -5% ano/ano.
 
As vendas, por outro lado, foram mais fortemente impactadas e caíram 6% ante o 1T18 e 13% comparada ao 2T17, somando 294 kton. As receitas somaram R$ 753 milhões, alta de 10% t/t e 29% ano/ano, já que os preços de celulose continuaram a subir no ano e a taxa de câmbio favoreceu. O custo caixa ficou em R$ 743/trimestre no trimestre, em razão de 
 
(i)   menor diluição de custos fixos devido às paradas, 
(ii)  maior consumo de químicos e 
(iii) maior suprimento de madeira de terceiros. Mesmo assim, o custo caixa em junho já havia sido normalizado em R$ 651/t.
 
 
Desempenho de papel: desempenho de kraftliner segurando os resultados. 
 
As receitas de kraftliner e papel cartão melhoram 10% ano/ano para R$ 694 mm (apesar de 5% menor trimestre/trimestre). Com os preços de kraftliner no mercado internacional ainda fortes, a companhia optou por manter as vendas estáveis no período visando a beneficiar-se do momento favorável. Os volumes de papel cartão também caíram devido à greve. 
 
Entretanto, na comparação as receitas anual subiram 2%, em razão de melhores preços.
 
 
Endividamento e Resultado líquido. 
 
A dívida bruta chegou a R$ 19,496 milhões, aumento de 10% trimestre/trimestre em razão da variação cambial no período. A dívida líquida, então, ficou em R$ 12.597 milhões, 13,4% acima do trimestre anterior. A dívida líquida/EBITDA ficou estável em 3,9x, ante 3,8x no 1T18.
 
As despesas financeiras somaram R$ 326 milhões, ao passo que as receitas somaram R$ 157 milhões. A variação cambial líquida teve um forte impacto no trimestre e somou negativos R$ 1.843 milhões. No fim, o resultado financeiro fechou negativo em R$ 2.012 milhões, com a última linha fechando negativa em R$ 954,6 milhões.
 
 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do desempenho da KLABIN no 2º trimestre/2018, elaborado por GABRIELA E. CORTEZ, analista senior do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: Gabriela E Cortez Senior Analyst do BB Investimentos





Indique a um amigo     Imprimir     Comentar notícia

>> Últimos comentários

NOTÍCIAS DA FRANQUEADORA E EMPRESAS DO SEGMENTO


  Outras notícias.
GUIA DE AÇÕES  Conheça aqui as cotações de 19.10. Programe seu Investimento 20/10/2018
GUIA DE AÇÕES Conheça aqui as cotações de 19.10. Programe seu Investimento
 
O MERCADO na 6ª feira: Ibovespa sobe 0,44%. Dólar cai a R$3,715 19/10/2018
O MERCADO na 6ª feira: Ibovespa sobe 0,44%. Dólar cai a R$3,715
 
O MERCADO na 5ª feira: Azedou o Cenário Externo e também o Doméstico 18/10/2018
O MERCADO na 5ª feira: Azedou o Cenário Externo e também o Doméstico
 
O MERCADO na 3ª feira: Ibovespa sobe 2,83%. Dólar cai a R$ 3,722 17/10/2018
O MERCADO na 3ª feira: Ibovespa sobe 2,83%. Dólar cai a R$ 3,722
 
GUIA DE AÇÕES  Conheça aqui as cotações de 15.10 Programe seu Investimento 15/10/2018
GUIA DE AÇÕES Conheça aqui as cotações de 15.10 Programe seu Investimento
 
O MERCADO 2ª feira: Ibovespa sobe 0,53%. Dólar cai a R$ 3,738 15/10/2018
O MERCADO 2ª feira: Ibovespa sobe 0,53%. Dólar cai a R$ 3,738
 
LOJAS  RENNER  Investor Day 2018 e Revisão de Preço 13/10/2018
LOJAS RENNER Investor Day 2018 e Revisão de Preço
 
GUIA DE AÇÕES  Conheça aqui as cotações de 11.10. Programe seu Investimento 12/10/2018
GUIA DE AÇÕES Conheça aqui as cotações de 11.10. Programe seu Investimento
 
O MERCADO na 5ª feira: Ibovespa cai 0,95%. Dólar sobe a R$ 3,776 12/10/2018
O MERCADO na 5ª feira: Ibovespa cai 0,95%. Dólar sobe a R$ 3,776
 
O MERCADO 4ª feira: Mau humor externo faz Ibovespa cair 2,8% e Dólar subir a R$ 3,763 10/10/2018
O MERCADO 4ª feira: Mau humor externo faz Ibovespa cair 2,8% e Dólar subir a R$ 3,763
 
Escolha do Editor
Curtas & Palpites
JORNAL FRANQUIA - Todos os direitos reservados 2009