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Investimentos

07 de Agosto de 2018 as 02:08:56



SIDERURGIA E MINERAÇÃO Relatório Setorial-Julho/2018



SIDERURGIA E MINERAÇÃO
 
Julho: Protecionismo crescendo ao redor do mundo
 
Em julho, deu-se início à temporada de resultados do 2T18 com Vale e Usiminas divulgando seus resultados no fim do mês. Além disso, julho também foi marcado pelos desdobramentos da guerra comercial entre EUA e seus aliados.
 
Com a intensificação das medidas antidumping, vemos uma onda de protecionismo ganhando força ao redor do mundo e, como consequência, a Europa decidiu tarifar alguns produtos de aço importados.
 
O resultado para o comércio global ainda é incerto, mas já podemos observar algumas mudanças de cenário que podem fazer surgir alguns pontos de atenção para nossas projeções.
 
No setor de mineração, de acordo com o Beijing CuSteel, o MF 62% fechou julho em uma média de US$ 60,9/t ante US$ 61,2/t em junho. O spread entre o MF62% eo MF65% aumentou, uma vez mais, para US$ 34/t no mês, contra uma média de US$ 20/t no início do ano e US$ 13/t em 2016.
 
A demanda por produtos de alta qualidade na China tem crescido desde o início da reforma endereçada no país. 
 
Ainda, o aumento da preocupação com a poluição tem também intensificado as inspeções ambientais no país, fechando plantas poluentes e ineficientes. Com os desentendimentos entre EUA e China ganhando força, as pressões sobre o governo chinês se intensificam, o que poderia impulsionar o cenário de incertezas que vemos hoje.
 
Contudo, um ponto de atenção surge com as exportações de aço na China crescendo novamente desde o começo do ano. Apesar de ainda abaixo dos volumes de 2017, vemos um maior nível de aço deixando o país (veja gráfico na página 3). 
 
Os estoques totais de MF nos portos chineses apresentaram leve queda no mês, para 136,6 Mt, abaixo da média de 142,3 Mt em 2018. O frete de Tubarão (BR) a Qingdao (CH) chegou a US$ 22,9/t em junho, maior nível desde out/14.
 
De acordo com a WSA¹, a produção bruta de aço mundial somou 151 Mt em julho, queda de 2% m/m, porém +5,8% a/a. A produção chinesa somou 80,2 Mt, 1,1% menor m/m e 7,5% maior a/a, enquanto no Brasil, a produção caiu 3,3% m/m e 2,2% a/a, para 2,6 Mt.
 
O PMI chinês veio em 51,2 pts em julho, queda de 0,3 pts m/m, mas ainda acima dos 50 pts. Em relação aos EUA, o governo anunciou a criação de 154 mil vagas de trabalho em junho (payroll), contra uma expectativa de 193 mil. O ISM caiu para 58 pts no mesmo período. Ainda, a taxa de desemprego subiu para 4%, mas ainda em níveis bem baixos.
 
Já para os preços de aço, eles se mantiveram em altos níveis nos EUA, em resposta às tarifas impostas nas importações. Na China, os preços caíram, apesar de ainda em patamares confortáveis.
 
Em relação ao Brasil, o IABr² revisou para baixo as projeções de 2018 após ajustes para os efeitos da greve e da onda protecionista mundo afora. O instituto agora espera um crescimento na produção de 4,3% este ano (8,6% anteriormente). 
 
Já para vendas no MI (mercado interno), o novo valor ficou em +5% (ante 6,6% anteriormente). As exportações devem contrair 0,6% contra uma alta esperada de 10,7%. No 1S18, as vendas no MI subiram 9,9% a/a, ao passo que o consumo aparente teve alta de 9,3%. As exportações, por outro lado, caíram 5,7%, já resultado de um ambiente internacional mais competitivo.
 
 
Outlook.
 
Vemos dois possíveis cenários vindos da intensificação do protecionismo mundial: o primeiro, negativo, tem relação com a velha-recente ameaça de excesso de aço vindo da China ao mercado, já que os produtores de aços estão cada vez mais eficientes com a reforma acontecendo. 
 
A segunda, positiva, diz respeito ao setor de mineração que poderia beneficiar-se da maior demanda por produtos premiums já que as pressões na China tendem a crescer. Esperamos que os preços do MF subam levemente  no CP e a demanda se mantenha estável. 
 
Internamente, o crescimento esperado para o ano foi revisado para baixo, entretanto, as empresas continuam otimistas com relação a implementação de aumento de preços.
 
1 WSA – World Steel Association; ²IABr – Brazilian Steel Association
 
 
Confira no anexo a íntegra do Relatório Setorial de SIDERURGIA E MINERAÇÃO de Julho/2018, elaborado por GABRIELA E. CORTEZ, analista senior do BB Investimentos 

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GABRIELA E. CORTEZ, analista senior do BB Investimentos





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