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Economia

18 de Agosto de 2018 as 00:08:57



SEMANA EM FOCO - PIB deve ter ficado estável no 2º Trimestre



Semana em Foco
17.08.2018
PIB deve ter ficado estável no segundo trimestre
 
BRADESCO
Depto de Estudos e Pesquisas Econômicas
Diretor: Fernando Honorato Barbosa
 
Análise de Conjuntura
 
► O indicador de atividade do Banco Central, o IBC-Br, sugere estabilidade do PIB no segundo trimestre. Com a dissipação de parte relevante dos efeitos da paralisação no setor de transportes, o indicador subiu 3,29% em junho ante maio, devolvendo integralmente a queda anterior. 
 
No mesmo sentido, a Pesquisa Mensal de Serviços apontou expansão de 6,6% no mesmo período, com destaque positivo para três dos cinco segmentos pesquisados: transportes, serviços de informação e comunicação e outros serviços.
 
De maneira geral, os últimos indicadores se somam aos demais dados de atividade de junho, como produção industrial e vendas do comercio varejista, ao sugerirem retomada da economia após a paralisação.
 
Contudo, essa recuperação tem sido lenta, o que corrobora nossa expectativa de estabilidade do PIB na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Dessa forma, mantemos nossa projeção de expansão de 1,1% para a economia brasileira este ano.
 
► O IGP-10 de agosto continuou reportando pressão do núcleo dos preços industriais no atacado. Ainda que o índice cheio tenho mostrado um ligeiro arrefecimento, passando de uma elevação de 0,93% no mês anterior para outra de 0,51%, mantemos o monitoramento atento à possibilidade de repasse de preços ao consumidor.
 
► Tensões comerciais seguem como destaque na conjuntura internacional. Em função do recrudescimento das questões comerciais e das incertezas advindas da Turquia, a aversão ao risco permaneceu elevada nos mercados globais. Ativos de países emergentes, especialmente aqueles que se colocam mais frágeis – com piora da inflação, elevada dependência externa ou contas públicas debilitadas –, apresentaram as maiores volatilidades. Como resposta, o Banco Central da Argentina, em reunião extraordinária, elevou a taxa de juros de 40% para 45% ao ano. 
 
Nesse ambiente, o real acumulou depreciação importante na semana. Vale destacar, porém, que no final desta semana houve uma reaproximação entre China e EUA, com a proposta de uma nova rodada de negociações comerciais para o final deste mês.
 
► Entre os indicadores econômicos internacionais, destaque para os dados chineses, cujos resultados surpreenderam negativamente em julho, com desaceleração dos investimentos e das vendas do varejo, enquanto a produção industrial manteve o ritmo de crescimento apresentado nos meses anteriores.
 
Esperamos que a economia chinesa continue perdendo ritmo ao longo deste segundo semestre, levando a uma expansão de 6,5% do PIB neste ano. Ainda assim, refletindo os efeitos negativos da tensão comercial, o viés é baixista essa projeção. Na Área do Euro, foi divulgada a segunda estimativa do PIB do segundo trimestre, com crescimento de 0,4% ante o 0,3% da leitura anterior. Para os próximos meses, esperamos manutenção do ritmo de expansão, resultando em alta de 2,0% do PIB neste ano.
 
Perspectiva semanal
 
► Inflação ao consumidor será o destaque da agenda de indicadores da próxima semana no Brasil. Esperamos variação de 0,12% do IPCA-15 de agosto. O indicador deverá mostrar dissipação dos efeitos da paralisação dos caminhoneiros, resultando em deflação de alimentação. Contudo, ainda que em patamar confortável, os núcleos continuarão com ligeira aceleração. Entre os dados de atividade econômica, destaque para as sondagens da indústria, comércio e consumidor. 
 
Ainda sem data definida, é possível que tenhamos a divulgação, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, da geração de emprego formal de julho.
 
► Além das prévias dos índices PMI de agosto, as tensões comerciais e geopolíticas continuarão no radar.
 
Conheceremos as prévias dos indicadores da indústria e de serviços dos EUA e da Área do Euro. Na agenda internacional, também serão destaques a divulgação da última ata do FOMC e o simpósio anual de Jackson Hole, que contará com a participação de diversos banqueiros centrais.
 
 
 
Estimativas para 2016 a 2019
 
 

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Fonte: BRADESCO Depto de Estudos e Pesquisas Econômicas, Diretor: Fernando Honorato Barbosa





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