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Internacional

10 de Janeiro de 2019 as 02:01:34



MADURO dá Ultimatum ao Grupo de Lima, contrário a sua reeleição e posse nesta 5ª feira



 
O governo da Venezuela protestou oficialmente nesta 4ª feira, 09.01, contra a posição dos países integrantes do Grupo de Lima, de não reconhecerem legítimo o novo mandato do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de defenderem novo processo eleitoral. 
 
A nota de protesto foi entregue a representantes do grupo em Caracas, capital da Venezuela. O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, entregou a nota de protesto aos representantes dos países do Grupo de Lima, na sede do Ministério das Relações Exteriores, em Caracas.
 
Ultimatum 
 
O presidente Nicolás Maduro advertiu ao Grupo de Lima que tomará medidas enérgicas se, em 48 horas, não for retificada sua posição contra a Venezuela, na véspera em que assumirá um novo mandato de seis anos, não reconhecido pelo bloco.
 
“Hoje foi entregue a todos os governos do cartel de Lima uma nota de protesto, onde exigimos uma retificação de suas posições sobre a Venezuela em 48 horas ou o governo da Venezuela tomará as mais urgentes medidas diplomáticas”,
 
sentenciou Maduro em coletiva de imprensa.
 
O presidente considerou “inaceitável” a declaração emitida na 6ª feira pelo Grupo de Lima, com o apoio dos EUA, texto que pede para que ele não assuma a presidência e transfira o poder para maioria parlamentar da oposição, enquanto que “as eleições democráticas são realizadas”.
 
 
Posse de Maduro
 
Maduro foi eleito em maio de 2018 para novo mandato de seis anos a iniciar-se nesta 5ª feira, 10.01.2019. 
 
Maduro ocupa a presidência da Republica desde 05.03.2013, quando, vice-presidente, assumiu a presidência em razão da morte de Hugo Chaves, mandato que exerceu até esta 4ª feira, 08.01.2019. 
 
Assim, o mandato presidencial que se inicia em 09.01.2019 é o primeiro mandato para o qual Maduro foi eleito específicamente para a presidência da republica da Venezuela.
  
Mas eleições presidenciais de março de 2018, ele obteve 5,8 milhões de votos, equivalentes a 67,7% do total. O segundo colocado Henri Falcón obteve 1,8 milhão de votos, 21,1%. E o terceiro colocado, Javier Bertucci, 925 mil votos.
 
A despeito de acompanhada e chancelada por organizações internacionais, o resultado dessas eleições não foram aceitos pela oposição a Maduro, que buscou sem sucesso boicotá-las por completo, seja, desde o início, por buscarem que nenhum politico da oposição entrasse na disputa -- sem sucesso, uma vez que surgiram e competiram dois candidatos representativos da oposição --, seja por buscarem impedir, em todo o país, o acesso de eleitores às urnas, por meio de intimidação e uso da força. 
 
Divulgados os resultados, as chancelarias dos EUA, Espanha e Colombia de imediato questionaram os resultados do processo eleitoral, como seria de se esperar.
 
 
Oposição Fraca de Voto e Golpe de Estado
 
O fato concreto é que a oposição venezuelana não é boa de voto, sabe disso e há quase duas décadas busca desalojar do poder os políticos da Revolução Bolivariana, Hugo Chaves e Nicolás Maduro.  Em jogo os interesses dos EUA pelas fabulosas as reservas petrolíferas da Venezuela, possivelmente as maiores do planeta, ao lado daquelas da Rússia e da Arábia Saudita.
 
Há 17 anos, em 11.04.2002 a oposição protagonizou um fracassado golpe de estado que depôs Chaves e que durou 47 horas. Chaves foi detido ilegalmente por militares, a Assembleia Nacional e o Supremo Tribunal foram dissolvidos e foi anulada a Constituição venezuela de 1999. O golpe contou com amplo apoio da mídia televisiva e impressa.
 
Pedro Carmona, presidente da Federação Venezuelana de Câmaras de Comércio foi feito presidente da república pelo grupo golpista. De imediato, os governos da Espanha e dos EUA reconheceram o novo presidente, dando mostras de algum envolvimento na operação antidemocrática.  
 
Contudo, o golpe  de Estado sofreu o revés de um levante popular pró-Chaves e anti-ditadura, que cercou o palácio Miraflores, em Caracas, a partir do que a Guarda Presidencial o retomou, desalojou os golpistas e reinstalou Chaves como presidente.
 
 
Grupo de Lima e ilegitimidade
 
No último dia 04.01.2019, na capital peruana, o Grupo de Lima divulgou declaração conjunta em que afirma não haver legitimidade no processo de reeleição de Maduro. No documento, o grupo reitera que a reeleição “carece de legitimidade” porque não contou com a “participação de todos os atores políticos venezuelanos, nem com a presença de observadores internacionais independentes”.
 
Assinaram o documento  13 dos 14 países integrantes desse Grupo, a saber: Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lucia. 
 
Agora governado pelo político de esquerda, Andrés Manoel Lópes Obrador, o México recusou-se a assinar o documento, embora o país também faça parte do Grupo de Lima, por adesão anterior pelo ex-presidente Enrique Peña Neto.
 
 
 
 


Fonte: da Redação JF





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