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Investimentos

22 de Fevereiro de 2019 as 03:02:12



CSN Resultados no 4º trimestre /2018 Margens Melhores e Desalavancando



CSN  -  Resultados no 4º trimestre/2018
 
Margens melhores e desalavancando; positivo
 
Na noite passada, 20.02, a CSN trouxe seus resultados do 4T18, os quais, em nossa opinião, foram uma surpresa agradável. Estávamos esperando um trimestre sazonalmente mais fraco devido à época de festa no Brasil; entretanto, a empresa apresentou resultados acima das nossas expectativas, com importantes métricas em termos de desempenho de mercado e melhoras operacionais.
 
CPV e DVG&A ficaram sob controle, contribuindo para maiores margens a/a. O EBITDA, por sua vez, somou R$ 1.560 mm, 5,1% acima das nossas estimativas e 38% maior que o 4T17 9-4% t/t).
 
Além disso, destacamos a redução na alavancagem e o tão-esperado acordo de prépagamento no setor de mineração. Como mencionado em no nosso relatório de prévias, esperávamos que a CSN apresentasse números melhores quando comparado ao ano passado. De fato, a empresa trouxe avanços nas métricas de ambos os seus segmentos, siderurgia e mineração. 
 
Embora estivéssemos esperando menores volumes de aço vendido no período, a CSN conseguiu superar o mercado, com as vendas para o mercado interno avançando 17% a/a.
 
Na mineração, vimos importantes avanços nas vendas e na qualidade dos produtos, contribuindo para um melhor EBITDA. Reforçamos nosso preço-alvo 19E em R$ 12,50/ação para CSNA3 e mantemos a recomendação de Outperform.
 
Resultados consolidados. 
 
A receita líquida somou R$ 6.051 mm no trimestre, 1,1% acima do BB-BI e 1,8% menor t/t, embora 23% maior a/a, especialmente em razão de 
 
(i)   maiores volumes vendidos de aço e MF e, 
(ii)  melhores preços realizados no período. 
 
O CPV veio abaixo das nossas estimativas, em R$ 3,999 mm, impactado por 
 
(i)    maior custo de matéria prima, 
(ii)   câmbio e 
(iii)  maiores volumes vendidos. 
 
As despesas tiveram o impacto do aumento no volume de vendas; contudo, G&A alcançaram o menor volume desde 2009, em 2,2% da ROL. Assim, o EBITDA, como mencionado, ficou em R$ 1.560 mm no período, 3,8% abaixo do 3T18, mas 37,6% acima do 4T17.
 
Siderurgia: superando o mercado. 
 
No trimestre, as vendas de aço somaram 1.290 kton, queda de 1% a/a e 2% t/t, já que os números da LLC estão, agora, fora do portfólio, reduzindo as exportações. Vale mencionar, entretanto, que as vendas no mercado domésticos cresceram 14% em ambas as comparações, anual e trimestral. 
 
As receitas somaram R$ 4,099 mm (estável t/t) beneficiadas por maiores preços realizados, os quais parcialmente compensaram a redução no volume de vendas. O CPV foi impactado pelo câmbio e fechou o trimestre em R$ 3.380 mm (+3,2% t/t). O EBITDA ajustado, assim, ficou em R$ 652 mm, -7,9% ante o 2T18.
 
Mineração: acordo de pré-pagamento finalmente fechado. 
 
A produção de MF no trimestre chegou a 7.382 kton, queda de 3% t/t, porém alta de 16% a/a. No total anual, a produção somou 27.875 kton, espelhando o início das planta de filtragem. As vendas, então, subiram 6% comparado ao trimestre anterior, para 9.889 kton, e 5% acima das nossas estimativas. 
 
As receitas foram positivamente afetadas pelo aumento do volume vendido e melhora na qualidade dos produtos no período, fechando em R$ 1.843 mm (+11% t/t).
 
O EBITDA ajustado somou R$ 835 mm, alta de 3% t/t. A empresa também anunciou o acordo de pré-pagamento com a Glencore, no valor de US$ 500 mm, pelo qual a CSN deverá prover 22 Mt de minério de ferro ao longo de cinco anos. Com esta operação, a empresa espera reduzir sua alavancagem (DL/EBITDA) para 4,1x.
 
Estávamos esperando ansiosamente por este acordo, tendo em vista que o mesmo fazia parte das promessas da empresa no ano passado, para melhor adequar seu nível de endividamento, um dos pontos de atenção da companhia, em nossa visão. 
 
Endividamento e Resultado financeiro. 
 
O resultado financeiro fechou positivo em R$ 510 mm no trimestre. A receita financeira somou R$ 884 mm, ao passo que as despesas ficaram em R$ 589 mm. A variação cambial totalizou positivos R$ 215 mm.
 
Em relação ao endividamento, a dívida bruta ficou em R$ 29.890 mm, queda de 4% comparada ao tri anterior, enquanto a dívida líquida fechou o tri em R$ 26.616 mm (-1.6% t/t).
 
Como resultado, a DL/EBITDA chegou a 4,55x, contra 4.93x no 3T18, próximo ao objetivo da companhia de 4,0x. Finalmente, o lucro líquido fechou o trimestre em R$ 1.772 mm comparado aos R$ 752 mm no 3T18.
 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do desempenho da CSN no 4º trimestre/2018, elaborado por GABRIELA E CORTEZ, analista senior do BB Investimentos.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GABRIELA E CORTEZ, analista senior do BB Investimentos.





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