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Investimentos

04 de Março de 2019 as 22:03:42



PETROBRAS - Resultados no 4º trimestre/2018: Robustos



PETROBRAS - Resultado no 4º trimestre/2018
 
Resultados robustos com FCF forte, maior produção e menor custo de extração
 
A Petrobras divulgou um resultado no 4T18 e um quadro ainda melhor ao observar o ano de 2018. Apesar de uma queda de 6% na produção de petróleo, a receita líquida aumentou 23%, devido aos maiores preços do Brent e ao câmbio favorável. Portanto, o lucro bruto aumentou 36% no ano, para um valor recorde de R$ 124,5 bilhões. 
 
Como contraponto, ocorreram maiores despesas com vendas (impulsionadas pelo pagamento de tarifas pelo uso de gasodutos, após a venda do NTS), impactos do acidente da Replan no segmento de refinaria e menor despacho termelétrico afetando os resultados em Gás e Energia. 
 
Em 2018, quatro novos sistemas entraram em operação e outros dois já estão operacionais em 2019. Destacamos que, apesar do declínio da produção total em 2018, a produção de pré-sal aumentou 9% a/a, compensando parcialmente a produção de outras bacias e reduzindo o custo médio de extração, já que os campos de pré-sal operam com custos inferiores a US$ 7/boe.
 
Destaques operacionais.
 
Em E&P, a produção de petróleo, LGN e gás natural aumentou 6% t/t, influenciada pela entrada dos novos sistemas e pela interligação de poços. Em 2018, no entanto, a produção caiu 5% a/a, afetada por desinvestimentos e paradas programadas. 
 
O aumento no trimestre é uma antecipação do que esperamos para os próximos anos: um aumento de ~11% em 2019 e 2020, com a entrada de novos sistemas em produção. Destacamos também a queda no custo de extração, que atingiu US$ 10,24/boe, -8% t/t, impactado positivamente por menores despesas com intervenções em poços e efeito de diluição de custos, dada a maior produção. 
 
Refino
 
Em Refino, o acidente na Replan reduziu o fator de utilização para 75% (-300 bps t/t), enquanto o volume de vendas caiu 5% t/t. Em Gás e Energia, o retorno da produção no campo de Mexilhão e o mix de vendas mais favorável impulsionaram os resultados.
 
Distribuição
 
Em Distribuição, resultados fracos com uma recuperação modesta do EBITDA/m3 no Varejo e um resultados fracos no segmento de Grandes Clientes. Veja o nosso relatório completo sobre BRDT3 aqui.
 
Destaques Financeiros.
 
Os menores preços do Brent prejudicaram as receitas de E&P (R$ 51 bilhões, -2% t/t) e EBITDA (R$ 26 bilhões, -8% t/t), apesar da maior produção t/t.
 
No Refino, conforme mencionado acima, o acidente na Replan, combinado com as menores margens impactou os resultados: o segmento apresentou EBITDA negativo de R$ 1 bilhão, antes positivo de R$ 6,5 bilhões no 3T18. 
 
Quanto à G&E, a receita líquida declinou 12% no trimestre, devido ao efeito da sazonalidade e ao decréscimo no despacho termelétrico. No entanto, tanto o retorno da produção no campo de Mexilhão quanto a reversão das perdas de crédito esperadas (R$ 2,5 bilhões) impulsionaram o EBITDA no trimestre, atingindo R$ 3,9 bilhões no 4T18.
 
Opinião do analista. 
 
A Petrobras apresentou fortes números neste trimestre, apesar de algumas questões pontuais em Refino e G&E, conforme descrito acima. O fluxo de caixa livre no trimestre atingiu R$ 17 bilhões, o dobro do valor do 3T18, totalizando R$ 54 bilhões em 2018 (+ 24% a/a), beneficiado por 
 
(i)   maior fluxo de caixa operacional (maiores margens); 
(ii)  pagamento referente ao subsídio ao diesel feito pela ANP; e 
(iii) Capex menor. 
 
Em 2018, destacamos o aumento de 330 bps na margem bruta e o aumento de 580 bps na margem EBITDA. Tal performance, associada a um aumento de 23% na receita líquida (beneficiada pelo aumento de 31% no preço do Brent e uma depreciação de 14% do Real), produziram um resultado sólido para a empresa. 
 
A alavancagem atingiu 2,3x dívida líquida/EBITDA (-0,5x t/t) e deverá diminuir gradativamente com o atual ritmo de geração de caixa ou acelerado se as vendas de ativos como BR Distribuidora, TAG ou Braskem forem concluídas nos próximos trimestres. 
 
Market Perform
 
No entanto, vemos a possível venda de participação nas refinarias como o verdadeiro catalisador de mudança na tese da empresa, sendo que a resolução da questão do contrato da cessão onerosa com o governo federal como o principal direcionador das ações no curto prazo.
 
Mantemos nosso rating em Market Perform como o preço-alvo de R$ 27,00 por ação para 2019.
 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do desempenho da PETROBRAS no 4º trimestre/2018, elaborado por  DANIEL COBUCCI, analista senior, integrante do BB INVESTIMENTOS

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: DANIEL COBUCCI, analista senior, integrante do BB INVESTIMENTOS





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