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Política

18 de Março de 2019 as 14:03:34



NA MASMORRA há 2,5 anos Palocci acusa LULA no Ocaso da Lava Jato



Fragilizado e sem provas, preso desde 26.09.2016, o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, acusa Lula, no âmbito da Operação Zelotes da Justiça Federal em Brasilia, de receber propinas  em compras de meios militares franceses, em negociações com o ex-presidente francês Nicolás Sarkosy.
 
 
O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci afirmou nesta 2ª feira, 18.03, em depoimento à Justiça Federal, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva combinou o recebimento de propinas em uma negociação para a compra de helicópteros e submarinos da França.
 
Segundo Palocci, os desvios teriam sido combinados diretamente com o então presidente francês Nicolas Sarkozy, numa reunião que varou a madrugada quando este visitou o Brasil, em 7 de setembro de 2009.
 
“Ali se tratava da compra dos aviões caça, dos helicópteros e dos submarinos para a Marinha. Sobre os submarinos e os helicópteros, eu conheço várias situações de ilícitos”,
 
disse Palocci, que foi ministro da Fazenda de Lula entre janeiro de 2003 e março de 2006.
 
Palocci negou, contudo, ter conhecimento de irregularidades sobre a compra de caças Dassault Raphale franceses ou Gripen NG da Suécia, alvo específico da ação penal em que prestou depoimento à Justiça Federal nesta 2ª feira, 18.03, no processo que tem como reus Lula e seu filho Luiz Cláudio.
 
“Ali se tratou de ilícito sim, o que ficou substanciado depois no pagamento de propina no projeto dos submarinos, igualmente com pagamento de propina no projeto dos helicópteros. Agora, os caças em particular houve uma mudança no projeto do governo, então não sei o que aconteceu”,
 
disse Palocci.
 
O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, é o responsável por essa ação penal inscrita na Operação Zelotes da Polícia Federal.
 
Panorama
 
Preso desde 26.09.2016, há dois anos e meio, o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, sem apresentar provas, fragilizado moralmente, acusa Lula no fechar das portas da oportunidade de obter liberdade por seu pedido de delação premiada, até o momento não aceito.
 
A tentativa de delação de Palocci acontece no momento de iminente cancelamento dos processos judiciais contra o ex-presidente Lula pelo STF, --  por incipiência das acusações, fôro errado, provas indiciárias obtidas de seus acusadores de forma induzida por agentes do Ministério Público, mediante tortura psíquica pela Operação Lava Jato, pela imposição de prisões ilegais e, suspeita-se, até permissão aos depoentes presos, sob delação premiada, para, além de obterem liberdade, manterem parte das fortunas obtidas por meio da corrupção, a julgar verídicas as acusações ao juiz Sérgo Moro e aos agentes do Ministério Público, feitas pelo advogado Rogério Tacla Duran.
 
O caso Eurocopter/Helibras
 
No caso dos helicópteros franceses, as ilações de Palocci evidenciam grande equívoco, pois não foram feitas compras de helicópteros, mas sim foi negociada a instalação de uma fábrica de helicópteros no Brasil, em Minas Gerais, na cidade de Itajubá. E essa fábrica passaria a produzir helicópteros para as Forças Armadas Brasileiras, em especial para a Marinha, e a exportá-los a outros países.
 
Trata-se de uma filial no Brasil da empresa francesa EUROCOPTER, a empresa brasileira HELIBRAS. A nova fábrica foi inaugurada em Itajubá MG em 02.10.2012, destinada a produção de helicópteros militares modelo EC-725, com índice de nacionalização de 50%, e que transforma o Brasil em plataforma mundial de exportações desse helicóptero, dentre os mais vendidos no planeta.  
 
A Helibras, empresa já existente antes desse acordo, continua produzindo desde 2012, desde então nessa nova fábrica, o helicóptero AS-350 Esquilo, igualmente entre os mais vendidos no mundo.
 
Por meio desse acordo, assinado por Lula em 2008, a Helibras, que até então empregava apenas 300 funcionários, passou a 1.000 funcionários, 700 dos quais de elevado nível técnico.
 
O caso dos submarinos Scorpène
 
A luta da Marinha Brasileira para a construção de submarino nuclear data dos anos 80. A Marinha --  sabendo que em nada resultaria o Acordo Nuclear assinado com a Alemanha no governo Ernesto Geisel, em termos de transferência de tecnologia  --  resolveu dar início a pesquisas e a formar quadros técnicos na propulsão nuclear de submarinos, inclusive com capacitações em cursos especiais no exterior.
 
Naquela ocasião, o País havia assinado um acordo com os alemães e estava produzindo quatro submarinos da classe Tupi no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, com base em um modelo alemão, para o que houve a capacitação de técnicos brasileiros na Alemanha.
 
Paralelamente a esse projeto, foi desenvolvido então um modelo moderno de propulsão nuclear inteiramente brasileiro. Faltava a esse projeto de submarino nuclear a tecnologia para o casco e sistemas de lançamento de mísseis mais modernos.
 
Para isso, já no governo Lula, foi realizado o acordo com os francesas e estabelecida a capacitação, na França, de técnicos e engenheiros brasileiros. Foram capacitados na França cerca de 400 deles. E o objetivo é a construção no Brasil de 04 modernos submarinos convencionais, classe SCORPÈNE, modelo de propulsão diesel-elétrico; e 01 submarino nuclear.
 
Neste exato momento, o primeiro submarino de propulsão a diesel-elétricidade está nas águas do Atlântico em processo de testes; os três demais, em diferentes fases de construção.  O submarino nuclear ainda não teve iniciada sua produção no Brasil, mas há informações de que seu casco já estaria sendo produzido na França.
 
A questão, nesse momento, é que a ativação da IV Frota dos EUA para o Atlântico Sul e a entrega de seu sub-comando a um general do Exército Brasileiro, parece enfraquecer o projeto de desenvolvimento de submarinos nucleares no Brasil da Marinha do Brasil.
 
Vazam à imprensa comentários desestimuladores de que o custo de US$ 5 bilhões seria muito elevado. Nesse sentido, para o fortalecimento de uma posição de alinhamento automático com os EUA, está na mira de um segmento adesista e americanófilo das Forças Armadas e da elite brasileira a suspensão do projeto do submarino nuclear. 
 
Importante destacar que, também nesse projeto, o Brasil se transformará em plataforma exportadora de submarinos e prestadora de serviços de manutenção de submarinos.
 
Sintonizado com os interesses espúrios voltados à suspensão do projeto dos Submarinos, o PROSUB, esse importante projeto para o Brasil, sonho da Marinha Brasileira de quase 50 anos de trabalhos, Palocci lança seu anzol para obter sua liberdade, após 30 meses de prisão, em uma delação premiada, até o momento não aceita pela Justiça Federal, delação cujo trunfo é oferecer argumentos morais, ainda que falsos, para a suspensão do projeto dos submarinos.
 
Basta, Palocci !  


Fonte: da Redação JF com algumas informações de Sputnik

 
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