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Investimentos

12 de Abril de 2019 as 18:04:37



SUZANO - Revisão do Preço-Alvo da Ação em 12/2019



SUZANO -  Revisão do Preço-Alvo da Ação em 12/2019
 
Nova Suzano: Pronta para Liderar
 
Iniciando operações no segmento de papel na década de 20, a Suzano expandiu de uma cidade no interior de São Paulo, com 152 mil habitantes, para operações em todo o Brasil e clientes ao redor do mundo.
 
No início deste ano, a Suzano tornou-se a maior produtora de celulose no mundo, com uma capacidade de produção de 11mt, representando aproximadamente 20% da demanda mundial de celulose em 2018.
 
Não há necessidade de ratificar que nasce um gigante da celulose com a fusão da Suzano com a Fibria, entretanto, vale mencionar que a nova empresa apresenta grandes oportunidades de ganhos, ancoradas em um negócio integrado e bemestruturado, e dentro de uma indústria promissora.
 
Embora reconheçamos que haja desafios dentro e fora de casa, que a empresa precisa endereçar no curto-prazo, mantemos nossa visão otimista para esta tese de investimento no longo-prazo.
 
Ao consolidar os números de ambas as empresas, chegamos a um preço-alvo 2019E para a SUZB3 em R$ 62,00/ação, o que se traduz em um upside de 37% sobre os preços atuais, mantendo, assim, nosso rating de Outperform.
 
Em nosso modelo, estamos considerando os benefícios no Valor da Empresa (VE) vindos de sinergias comerciais (~R$ 2 bn), operacionais (~R$ 4 bn) e fiscais (~R$ 4,1 bn). 
 
Do lado negativo, estamos menos otimistas em termos de preços de celulose nos mercados internacionais; assim, estimamos preços médios de BHKP na China em US$ 767/t (ante US$ 784/t) e na Europa em US$ 1.048/t (ante US$ 1.104/t) para este ano.
 
Fundamentos da indústria: resilientes, apesar dos contratempos no curto-prazo.
 
Em 2018, a demanda por celulose somou 58,9Mt, dos quais 34Mt foram de celulose de fibra curta. A demanda deve crescer 1,4 mtpa até 2023, de acordo com RISI, com fibra curta representando 1,0 mtpa deste total. 
 
As dinâmicas do mercado chinês serão responsáveis por grande parte deste crescimento, com as projeções vislumbrando uma adição de 1,1 mtpa no mesmo período. O consumo de tissue também será um importante impulsionador para este segmento.
 
Embora vejamos os fundamentos ainda fortes no médio e longo prazo, no curto prazo um “braço-de-ferro” está em cena, com ambos os lados – demanda e oferta – em uma disputa por poder  maior do que vimos no passado.
 
A Nova Suzano: ganhando o mundo. 
 
A Nova Suzano é agora uma potência mundial no segmento de celulose, o que dá a companhia melhores condições para comercializar seus produtos, reduzir descontos aplicados, garantir contratos de longo prazo e negociar melhores condições de logísticas.
 
Combinadas, Suzano e Fibria contam com 1,3 mm de hectares de área plantada e certificada, ao longo de áreas geograficamente diversificadas no Brasil. A companhia conta com três portos para celulose e 12 navios totalmente dedicados a atender por volta de 82 países no mundo.
 
Tese de investimentos: boas oportunidades, porém desafios ainda estão aí.
 
Dado o tamanho e estrutura da nova companhia, vemos grandes oportunidades surgindo do acordo, advindas de diferentes frentes, tais como comercial, operacional e fiscal. 
 
Contudo, entendemos que os desafios ainda estão aí, especialmente em termos de preços de celulose e das dinâmicas de oferta e demanda. Mantemos nossa visão otimistas no nome, baseados nos já mencionados ganhos de sinergia esperados, mas também nos fundamentos da indústria, que continuam consistentes, e futuras oportunidades de M&A.
 
Política financeira e endividamento. 
 
Após a aquisição da Fibria, a gestão financeira ganhou ainda mais importância para os negócios do que antes. Devido à particularidade desta indústria, com receitas em sua maior parte vindas de mercados internacionais, ao passo que CPV, VG&A e CAPEX incorrem em moeda local (Real), a gestão do câmbio torna-se crucial para o vigor dos números da empresa. 
 
Assim, a Suzano anunciou sua nova política de hedge e endividamento, a qual, em nossa opinião, deverá contribuir para menores riscos e maior previsibilidade (mais detalhes abaixo). O prazo médio da dívida está em 6,4 anos e a boa parte de seu débito vence após 2026. Estamos projetando uma dívida líquida/EBITDA para 2019 em 2,1x (contra os 3,1x proforma de dez/18).
 
Fundamentos da indústria: resilientes, apesar dos contratempos no curto-prazo.
 
Em 2018, a demanda por celulose somou 58,9Mt, dos quais 34Mt foram de celulose de fibra curta. A demanda deve crescer 1,4 mtpa até 2023, de acordo com RISI, com fibra curta representando 1,0 mtpa deste total. As dinâmicas do mercado chinês serão responsáveis por grande parte deste crescimento, com as projeções vislumbrando uma adição de 1,1 mtpa no mesmo período, dos 1,4Mt mencionados acima.  
 
O consumo de tissue também será um importante impulsionador para este segmento em face 
 
(i)   da urbanização da população (há, atualmente, 41% da população ainda vivendo em áreas rurais), 
(ii)  do aumento da renda média e o crescimento da classe média asiática e, 
(iii) do ainda baixo consumo per capita de tissue no país (6 kg/ano) quando comparado às demais economias.
 
Outra fonte de crescimento dá-se pelas restrições ambientais em curso desde o fim de 2017. O fechamento de capacidades poluentes de papel (especialmente de tissue), as quais estão sendo substituídas por novas máquinas que utilizam fibra virgem para produção, juntamente com a redução da importação de papel reciclado, são importantes impulsionadores da demanda. 
 
A importação de papel reciclado alcançou o pico em 2015, em 29Mt (PPPC) e têm reduzido desde então. Em 2018, as importações chinesas somaram 17Mt e mais redução é esperada para este ano, em cerca de 6Mt-7Mt, o que poderia impulsionar o consumo de fibras virgens.
 
Embora acreditemos em fortes fundamentos ainda no médio e longo prazo, no curto prazo um “braço-deferro” está em cena, com ambos os lados – demanda e oferta – em uma disputa por poder maior do que vimos no passado.
 
A entrada de novas capacidades de papel impulsiona a demanda por celulose, certamente, porém há o efeito controverso. No curto-prazo, este movimento força os preços de papel para baixo, prejudicando as margens dos produtores. A resposta natural é, então, pressionar os preços de matérias-primas, como celulose, a fim de reduzir os custos e recuperar parte das margens perdidas. O resultado disso foi uma disputa entre produtores de celulose e papeleiros desde o fim do ano passado.
 
Se por um lado temos os já conhecidos compradores chineses e seu enorme poder de barganha tentando jogar os preços para US$ 670/t, por outro temos agora o maior produtor mundial ciente de suas dimensões e escala, e tentando manter os preços em US$ 740/t.
 
Esta é uma possível justificativa para o “soluço” visto no último trimestre do ano, quando os preços de celulose caíram, interrompendo a  tendência ascendente desde 2017. Para o restante do ano, vemos os preços retornando aos níveis de 2018, em US$ 767/t para BHKP na China e US$ 1.048/t na Europa.
 
No longo-prazo, vemos espaço para aumento de preços de BHKP, com o spread entre as duas fibras voltando para patamares históricos (US$ 100/t). Em 2018, o spread ficou em média de US$ 129/t, chegando a US$ 174/t em dez/18. 
 
A disputa se arrastou até o 1T19, quando os embarques para a China interromperam a tendência de alta e caíram 1% a/a. Os produtores brasileiros de celulose reduziram a oferta no intuito de forçar as pressões recebidas nos mercados chineses e trazer os preços para níveis mais altos. Em fevereiro, entretanto, os níveis de estoques parecem ter atingido o pico e tudo indica que as condições de mercado devem ficar menos agressivas a partir de agora.
 
A Nova Suzano: ganhando o mundo 
 
Iniciando operações no segmento de papel na década de 20, a Suzano se expandiu de uma cidade no interior de São Paulo, com 152 mil habitantes, para operações em todo o Brasil e clientes ao redor do mundo. No início deste ano, a Suzano tornou-se a maior produtora de celulose no mundo, com uma capacidade de produção de 11mt, representando aproximadamente 20% da celulose de mercado mundial em 2018.
 
A Nova Suzano é agora uma potência mundial no segmento de celulose, o que dá a companhia melhores condições para comercializar seus produtos, reduzir descontos aplicados, garantir contratos de longo prazo e negociar melhores condições de logísticas. 
 
Além disso, as vantagens competitivas naturais dos produtores brasileiros têm papel importante na indústria. As boas condições climáticas e de relevo, juntamente com maior produtividade média e menores custos, são pontos reconhecidos no mercado, que contribuem para melhores margens quando comparado ao resto do mundo.
 
Combinadas, Suzano e Fibria contam com 1,3 mm de hectares de área plantada e certificada, ao longo de áreas geograficamente diversificadas no Brasil. A companhia conta com três portos para celulose e 12 navios totalmente dedicados a atender por volta de 82 países no mundo.
 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório preparado a respeito por Gabriela E Cortez Analista Sênior, do BB Investimentos.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: Gabriela E Cortez Analista Sênior, do BB Investimentos.





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