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Investimentos

10 de Maio de 2019 as 00:05:28



GERDAU Resultados no 1º trimestre/2019: POSITIVO e Acima das expectativas



GERDAU - Resultado no 1º Trimestre/2019
 
Acima das expectativas; positivo
 
A Gerdau divulgou nesta 5ª feira, 08.05, os resultados do 1T19, os quais vieram acima das nossas expectativas, beneficiados por fortes resultados de todas as ONs, destacando Américas do Norte e Sul.
 
A Gerdau apresentou um EBITDA 11% maior t/t e 4,6% a/a, apesar da queda de 18% em volumes vendidos, resultante do plano de desinvestimentos concluído em 2018. 
 
Na ON América do Norte, as margens vieram, novamente em doisdígitos confirmando o novo patamar desta unidade. Na América do Sul, vimos as margens voltarem a 20%, o que deverá ser replicado nos trimestres seguintes.
 
Como mencionamos em nosso relatório anterior, continuamos otimistas com a Gerdau e sua capacidade de gerar resultados positivos. Apesar do crescimento menor que o esperado da economia brasileira, a empresa conseguiu entregar bons resultados, beneficiada pela sua diversificação não apenas em produtos, mas também geográfica.
 
Lembramos, entretanto, que no 2S19, a empresa terá uma importante parada para manutenção no Alto Forno 1 em Ouro Branco, que deverá levar 60 dias e, assim, impactar os custos no período. 
 
A demanda no mercado doméstico deve avançar apenas a partir da segunda metade do ano e, até lá, os resultados devem vir em linha, favorecidos pelo desempenho de outras unidades, como América do Norte. Ademais, A Gerdau anunciou a aprovação de pagamento de dividendos na ordem de R$ 119 mm (R$ 0,07/ação) a serem pagos em 29 de maio.
 
Assim, mantemos nosso preço alvo 2019e para GGBR4 em R$ 21,0 com o rating Outperform.
 
 
Resultados consolidados. 
 
As receitas totais somaram R$10.026 mm, 6,4% abaixo das nossas estimativas, 8% menor t/t e 3,4% abaixo a/a. A queda t/t é explicada por 
 
(i)  menores volumes vendidos na ON Brasil e 
 
(ii) a venda de ativos ocorrida em 2018. O CPV foi afetado por custos mais altos de matérias-primas e pelo câmbio, e somaram R$ 8.757 mm. 
 
A margem bruta, então, ficou em 12,7%. As DG&A ficaram em níveis excelentes, representando 3,7% da ROL. Assim, o EBITDA veio em R$ 1.552 mm, 10,5% acima t/t e 4,6% melhor a/a (+5,6% comparado às estimativas do BB-BI).
 
A margem EBITDA também melhorou em ambas as comparações, avançando 2,6 p.p. t/t e 1,2 p.p. a/a (e 1,8 p.p. acima valor que esperávamos), chegando a 15,5%. Este trimestre, vimos importante impacto no capita de giro advindo de 
 
(i) sazonalidade e 
(ii) formação de estoques de MF e placas em preparação para a parada em Ouro Branco no 2S19. 
 
Assim, o ciclo financeiro subiu para 83 dias, contra uma média de 70-75 dias, impactando negativamente o FCL em R$ 1.234 mm. Durante a conferência com analistas, a direção da empresa informou que este nível deverá ser normalizado ao longo do ano.
 
Brasil: margens melhorando. 
 
Os embarques caíram a/a devido a menores vendas no MI e ME, seguindo a estratégia da companhia de formação de estoques para Ouro Branco. Na comparação trimestral, entretanto, os embarques avançaram 3,5% impulsionados pelo varejo da construção e a venda de aços longos.
 
A receita líquida somou R$ 3.849 mm, caindo 2,5% t/t, porém subindo 6,6% a/a. O CPV foi afetado por maiores custos de matérias-primas, em especial sucata, gusa, MF e carvão. O EBITDA avançou 4.2% t/t, mas retraiu 10.3% a/a, atingindo R$ 674 mi (1.6% acima das nossas estimativas), com margem de 17.5% (+1,8 p.p. do BB-BI).
 
América do Norte: e o Norte?
 
A ON América do Norte parece ter alcançado um novo nível de margem EBITDA, vindo novamente em dois dígitos, em 13,2%. No trimestre, a produção e os embarques foram afetados pela desconsolidação de operações de vergalhão e totalizaram 1.267 kton e 1.076 kton, respectivamente. 
 
A receita líquida totalizou R$ 3.842 mi, caindo 11.4% t/t e 13,2% a/a. Contudo, o CPV avançou em menor velocidade que as receitas, contribuindo para melhores margens. Os efeitos da seção 232 beneficiaram a margem bruta, juntamente com um metal spread recorde, resultado de um crescimento econômico sólido na região. O EBITDA totalizou R$ 506 mm, quase 13% acima das nossas estimativas e 16% maior t/t (+104% a/a).
 
América do Sul e Aços Especiais: positivo. 
 
A ON América do Sul trouxe números com a desconsolidação das operações chilenas, portanto, a produção e os embarques caíram na comparação anual. Mesmo assim, o EBITDA atingiu R$ 157 mi, 12% acima do BB-BI. A margem EBITDA ficou em 21,2% ante nossa expectativa de 16%. 
 
Quanto à ON Aços Especiais, os embarques no Brasil cederam com a menor produção de veículos, apesar do crescimento nas vendas. Nos EUA, o menor consumo no segmento de O&G, junto com redução de estoques na cadeia contribuíram negativamente para os embarques. O EBITDA, então, somou R$ 238 mi (1.1% maior que o BB-BI), com margem de 12,9% (+1.5 p.p. acima da nossa estimativa).
 
Resultados Financeiros e Endividamento. 
 
O resultado financeiro foi negativo em R$ 375 mi no trimestre, refletindo
 
(i)   R$ 48 mi em perdas devido à variação cambial,
 
(ii)  receitas financeiras de R$ 41 mi e
 
(iii) despesas financeiras de R$ 345 mi.
 
Como resultado, a Gerdau registrou um lucro líquido de R$ 453 mi, comparado aos R$ 389 mi registrados no 4T18. A dívida bruta totalizou R$ 14.993 mi, caindo drasticamente a/a (-10.3%), embora estável t/t. Quanto à dívida líquida, esta somou R$ 12.461 mi. A alavancagem medida pela dívida líquida/EBITDA caiu para 1,8x (-0,1x t/t).
 
Confira no anexo a íntegra do estudo preparado por HENRIQUE TOMAZ, CFA, Analista Sênior, RICARDO VIEITES, CNPI, Analista, RICARDI FERREIRA, CNPI, Analista

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: HENRIQUE TOMAZ, CFA, Analista Sênior, RICARDO VIEITES, CNPI, Analista, RICARDI FERREIRA, CNPI, Analista

 
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