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Investimentos

29 de Maio de 2019 as 14:05:47



OUROFINO - Resultado no 1º trimestre/2019: NEGATIVO



OUROFINO - Resultado no 1º trimestre/2019
 
Negativo, prejuízo pelas entregas frustradas em Animais de Produção
 
A Ourofino reportou resultados negativos no 1T19. Apesar do incremento em receita observado nas Operações Internacionais (+48% a/a) e Animais de Companhia (+3% a/a), Animais de Produção – o segmento mais representativo (60% da RL) – reportou queda de 8% a/a na receita líquida e levou a receita total a R$ 91 mi (-1% a/a e -48% t/t). 
 
As principais razões para a performance mais fraca em Animais de Produção foram:
 
(i)    à paralização programada da fábrica para manutenção, e 
(ii)  menores volumes vendidos em virtude do reconhecimento de entregas somente no início de abril/19.
 
Desta forma, o EBITDA ajustado foi nulo com a margem EBITDA ajustada caindo em 13,5 p.p a/a e 20,8 p.p. t/t. Portanto, a companhia reportou prejuízo de R$ 6,5 mi (-278% a/a e -130 t/t). A dívida líquida ficou em R$ 205 mi, estável no t/t, representando 1,72x DL/EBITDA.
 
Animais de Produção.
 
O segmento gerou receita líquida de R$ 59,7 mi (-8% a/a e +56% t/t), respondendo por 60% da RL total no período. O resultado foi fortemente afetado pelas vendas realizadas em março, mas entregues em abril, que beneficiarão os resultados do 2T19.
 
O lucro bruto foi fortemente impactado pela parada programada da fábrica para manutenção e caiu para R$ 23,9 mi (-30% a/a e -65% t/t), enquanto a margem bruta decresceu 12.6 p.p. a/a caindo para 40%.
 
Apesar dos resultados negativos, destacamos como positivo o projeto de biológicos, que começa a gerar receitas da recém-lançada vacina Safesui (para suínos) em linha com a estratégia de incremento de portfólio no segmento de vacinas, que possui melhores margens.
 
Animais de Companhia. 
 
Em reflexo do aumento dos preços, observamos a continuidade da retomada de crescimento do segmento t/t, com receita líquida de R$ 19,6 mi (+3% a/a e -0,5% t/t), respondendo por 22% da RL.
 
O segmento apresentou lucro bruto de R$ 13,5 mi, flat ante 1T18, e margem bruta de 68,9%, menos 2,2 p.p. a/a, também impactada pela parada programada no montante de R$ 0,5 mi e 3 p.p na margem bruta.
 
Operações Internacionais. 
 
Representando 12,9% da RL no período, o segmento trouxe expressivo crescimento de receita líquida de 48% a/a (-37,1% t/t), somando R$ 11,7 mi, impactados positivamente por efeitos cambiais e aumentos de volumes no México e Colômbia, países em que a companhia figurou como a segunda maior em crescimento do ramo em 2018. 
 
As operações internacionais apresentaram lucro bruto positivo na ordem de R$ 6,6 mi (+35% a/a -43% t/t), e margem bruta de 56,4% (-5.6 p.p. a/a) igualmente impactada em R$ 0,4 mi e 3 p.p. pela parada da fábrica.
 
O CPV total cresceu em 19,6% a/a (-42% t/t) atingindo o montante de R$ 47,0 mi, penalizando a margem bruta (-8,8 p.p. a/a), porém de forma não recorrente considerando a parada da planta. DVGA totalizou R$ 49,5 mi (+8% a/a e +28% t/t), crescendo em relação às receitas em virtude do dissídio ocorrido em 2018 e penalizadas pelo não reconhecimento das vendas no segmento de Animais de Produção.
 
Resultado financeiro e endividamento.
 
A companhia registrou resultado financeiro líquido negativo de R$ 3,6 mi (+3% a/a e -25% t/t) no trimestre. Quanto ao endividamento, este atingiu R$ 204 mi (+5% a/a e -8% t/t), com DL/EBITDA a 1,72x, flat t/t.
 
Outlook. 
 
Apesar dos resultados negativos trazidos pela Ourofino no 1T19, acreditamos que a companhia deve apresentar melhores números ao longo do ano, retomando a trajetória positiva observada nos trimestres anteriores. 
 
A melhora deve ser observada no 2T19, baseada no: 
 
(i)   reconhecimento das vendas do 1T19, 
(ii)  melhora no mix de produtos em linha com a demanda, 
(iii) no aumento do portfólio de produtos com melhores margens, em especial vacinas, e 
(iv)  na elevação da participação do segmento de Animais de Companhia nas receitas da companhia, que possui melhores margens. 
 
Assim sendo, mantemos a recomendação Outperform para OFSA3 e nosso preço-alvo 2019 de R$ 34/ação.
 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório sobre o desempenho da OURO FINO no 1º trimestre/2019, elaborado por LUCIANA CARVALHO, Analista Sênior, e  CATHERINE KISELAR,  Analista, do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: LUCIANA CARVALHO, Analista Sênior, e CATHERINE KISELAR, Analista, do BB Investimentos





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