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Investimentos

09 de Julho de 2019 as 00:07:46



ALIMENTOS E BEBIDAS - Relatório Setorial Junho/2019: Semestre Brilhante



ALIMENTOS & BEBIDAS - Relatório Setorial Junho/2018
 
Junho: surfando grandes ondas; um semestre brilhante passou com mais por vir
 
ALIMENTOS
 
No 1S19, as exportações de carne brasileira mostraram um desempenho brilhante, com a China emergindo como o principal destino. Diante da Febre Suína Africana (FSA) na Ásia (mais detalhes em nosso relatório ‘Agronegócios & Alimentos - Nossas considerações sobre a Febre Suína Africana’), a receita das exportações de carne bovina cresceu 19% a/a de janeiro a junho e a China representou 27% do total, mesmo considerando a suspensão temporária das exportações brasileiras para o país asiático em junho. 
 
Ao mesmo tempo, as exportações de aves aumentaram 18% a/a com a China representando 18%. A receita das exportações de carne suína, por sua vez, registrou forte alta de 31% a/a, também beneficiada pela demanda chinesa, que teve participação expressiva de 32% na receita total.
 
É importante observar que os incrementos na demanda internacional não apenas aumentaram os volumes exportados, mas também impulsionaram os preços em dólar, já que os preços da China têm um prêmio sobre os outros mercados. Além disso, apesar de um consumo mais fraco de proteínas no mercado doméstico no Brasil, observamos preços em níveis mais altos no 1S19.
 
Assim, observaremos margens mais altas para o setor no 2T19. Além disso, os spreads entre carne bovina x bovina e frango x milho estão mantendo-se acima da média histórica de 3 anos, confirmando nossa visão positiva sobre as margens.
 
Assim, dado o cenário positivo acima mencionado, todas as empresas do setor apresentaram fortes desempenhos no mercado acionário no primeiro semestre. Destacamos JBSS3 que subiu substancialmente perto de 100% no acumulado do ano.
 
Consideramos a JBS bem posicionada para capturar ganhos da oportunidade proveniente da FSA, dada sua diversificação geográfica e protéica. Não podemos deixar de mencionar que o desempenho de JBSS3 também refletiu: 
 
(i)    fortes resultados no 1T19; 
(ii)   os investimentos da empresa para ampliar a capacidade de atender ao esperado aumento da demanda internacional; e 
(iii)  o anúncio de pagamentos antecipados de dívida relacionados ao acordo de normalização com instituições financeiras no Brasil, ancorando a empresa em uma posição financeira mais favorável, com uma melhor estrutura de capital.
 
Perspectiva
 
Adotamos uma abordagem otimista para o setor de proteína animal, com base no cenário favorável para a demanda internacional pela frente. No curto prazo, vemos as exportações brasileiras sendo muito beneficiadas pela redução na produção de carne suína na Ásia, devido à ASF. 
 
No entanto, há mais por vir: no final de junho, a China suspendeu temporariamente as exportações de carne do Canadá. Como o Canadá está entre os quatro maiores exportadores de carne suína para a China (juntamente com o Brasil, os EUA e a UE), essa decisão definitivamente beneficiará o Brasil.
 
Também esperamos resultados positivos nos acordos da UE e do Mercosul, finalmente assinados no final de junho, o que pode acarretar em aumento das cotas, bem como queda nas tarifas das exportações de carne bovina e de frango do Brasil. 
 
Nesse contexto, não só o Brasil deve se beneficiar de suas exportações, mas também de outros países membros, como Argentina, Paraguai e Uruguai, onde empresas entre nossas coberturas - Minerva e Marfrig - estão expostas. Assim, conforme as negociações progridem, veremos o mercado reagindo positivamente.
 
Enquanto isso, apontamos algumas questões que continuarão em nosso radar: 
 
(i)   o aumento do número de plantas autorizadas a exportar para a China, ainda aguardando aprovação do governo chinês; 
(ii)   a reabertura do mercado norte-americano para carne brasileira após a visita do Serviço de Inspeção e Segurança de Alimentos (FSIS sigla em inglês) dos EUA no Brasil ocorrida no início de junho; 
(iii)   o aumento do alojamento de pintos no Brasil e seus efeitos nos preços domésticos; e 
(iv)   preços de grãos que podem ser afetados pela menor produção nos EUA e pela guerra comercial EUA x China (mais detalhes em nosso relatório 'Agronegócios - Relatório Setorial - Junho 2019'), resultando em custos mais elevados para aves e suínos indústrias.
 
BEBIDAS
 
No 1S19, a Ambev também apresentou desempenho positivo no mercado acionário, embora em menor proporção em relação à indústria de proteína animal. A ABEV3 subiu 18%, mais em linha com o Ibovespa que cresceu ~ 15% no acumulado do ano.
 
De janeiro a maio, a produção de bebidas alcoólicas reverteu a tendência de queda observada no 2S18 e cresceu 9% a/a, de acordo com os últimos dados do IBGE. No mesmo caminho positivo, a produção de bebidas não alcoólicas aumentou 5% a/a.
 
Embora o estímulo que a indústria de bebidas precise para crescer dependa de uma recuperação econômica mais consistente no Brasil, consideramos o progresso já visto na confiança do  consumidor como um sinal importante para a melhoria do consumo. 
 
Nesse sentido, a Ambev ganhou mais atratividade no mercado de ações, o que pode continuar, a nosso ver, dada a expectativa positiva para os resultados do 2T19 que serão divulgados em 25 de julho.
 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório preparado por LUCIANA CARVALHO, Analista Sênior, e CATHERINE KISELAR, Analista, ambos integrantes do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: LUCIANA CARVALHO, Analista Sênior, e CATHERINE KISELAR, Analista, do BB Investimentos

 
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