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Investimentos

26 de Julho de 2019 as 02:07:42



VAREJO & SHOPPING - Flash de Mercado: Liberação do FGTS



Flash de Mercado - Nota de Pesquisa
 
Varejo & Shoppings
 
Liberação do FGTS
 
Em 24.07, o governo anunciou novas regras que prevêem a possibilidade de saques antecipados de recursos do FGTS. De acordo com as regras estabelecidas na Medida Provisória 889/19, os saques serão limitados a R$ 500 por conta ativa ou inativa, variando conforme a tabela de alíquotas publicada.
 
A Medida Provisória também criou uma nova forma de liberação ("saque aniversário"), válida a partir do próximo ano e que permitirá aos trabalhadores retirar parte de seu saldo em contrapartida ao declínio da possibilidade de resgatar o fundo na totalidade em caso de demissão sem justa causa.
 
A última medida envolvendo a retirada de recursos do FGTS ocorreu em 2017. À época, segundo dados do Banco Central e estudo divulgado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), 25 milhões de trabalhadores foram beneficiados e R$ 44 bi foram injetados na economia, dos quais cerca de 36% foram utilizados para pagamento de dívidas e outros 24,5% direcionados ao setor de varejo.
 
A medida atual beneficiará cerca de 96 milhões de trabalhadores, segundo dados do governo e injetará R$ 30 bilhões na economia ainda este ano. De acordo com a CNC, espera-se que cerca de 24,7% contribua com o setor de varejo, percentual muito próximo ao observado em 2017. Em nossa visão, há aspectos positivos e negativos que justificam um percentual similar impactando o comércio varejista.
 
Do lado positivo, observamos que, embora o endividamento das famílias esteja 1,8 p.p. e 2,3 p.p. superior ao observado em março de 2017 (início dos saques do FGTS) e agosto de 2017 (pós-saques), respectivamente, o comprometimento de renda e a inadimplência estão em patamares inferiores atualmente.
 
O comprometimento de renda atingiu 17,6% em abril/19 (ante 19,1% em mar/17 e 18,0% em ago/17), enquanto a taxa de inadimplência veio em 4,8% em maio/19 (ante 5,9% em mar/17 e 5,7% em Ago/17), o que demonstra claramente o uso de parte dos recursos do FGTS para pagamento de dívidas em atraso à época. 
 
Nesse sentido, poderíamos esperar um montante menor de recursos sendo utilizado para pagamento de dívidas, dado o comprometimento de renda inferior e a menor taxa de inadimplência.
 
Do lado negativo, no entanto, notamos que a limitação de saques em até R$ 500 por conta deve jogar contra as vendas no varejo. Em 2017, o saque médio foi de aproximadamente R$ 1.700, enquanto que o saque médio esperado neste ano é muito inferior, em R$ 313. Dada 
 
(i) a redução do saque disponível por trabalhador e 
 
(ii) a prioridade de uso dos fundos pelos consumidores para pagamento de contas vencidas ou parcelas em atraso, deverá haver menos recursos disponíveis para os consumidores gastarem no varejo.
 
Nesse cenário, as empresas que figuram na categoria de bens não duráveis devem ser as mais impactadas positivamente: supermercados, vestuário e calçados, produtos farmacêuticos, medicamentos, perfumaria, produtos de beleza e produtos para uso doméstico.
 
Por fim, o mesmo raciocínio vale para o setor de shoppings, que se beneficiará principalmente do aumento das vendas na praça de alimentação, nos serviços (como cinema) e no segmento de vestuário.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório a respeito preparado por GEORGIA JORGE, Analista,  e KAMILA OLIVEIRA, Analista, ambas integrantes do BB Investimento

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GEORGIA JORGE, Analista, e KAMILA OLIVEIRA, Analista, ambas integrantes do BB Investimento

 
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