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Investimentos

30 de Julho de 2019 as 00:07:53



O MERCADO, 29.07: Ibovespa sobe 0,65% a 103.482 pts. Dólar sobe a R$ 3,783



Diário do Mercado na 2ª feira, 29.07.2019
 
Ibovespa fecha na máxima – corte de juros no foco principal
 
Comentário.
 
O Comentário. O índice brasileiro prosseguiu avançando, apoiado na percepção dos investidores de corte na taxa Selic na próxima quarta-feira, bem como em redução de juros pelo Fed no mesmo dia, terminando por se descolar positivamente dos índices de Nova York do meio da tarde em diante.
 
Domesticamente, os agentes estão divididos entre baixa de 50 pts-base ou de 25 pts-base, pendendo as apostas agora mais para o primeiro.
 
Externamente, o mercado já precificou uma redução de juros de 25 pts-base pelo Fed nos EUA, para o intervalo entre 2,00% e 2,25%, ainda prevendo até mais duas diminuições ainda este ano. Também, os investidores estarão monitorando tanto o comunicado do Copom, como o do Fomc, esperando que ambos mostrem sinalizações mais brandas em relação a suas respectivas políticas monetárias futuras.
 
De outra mão, prossegue a temporada de balanços, com divulgações nesta semana de diversos resultados de grandes empresas, referentes ao segundo trimestre deste ano. 
 
No Brasil, o dólar comercial findou cotado a R$ 3,7830 (+0,29%). Os juros futuros denotaram pequenas baixas ao longo de toda a sua estrutura a termo.
 
Ibovespa.
 
O índice, logo depois de sua abertura, passou a oscilar ao redor da estabilidade, com curtas variações. A partir das 15h, ganhou impulso, encerrando em alta e na máxima do dia. As reversões positivas das blue chips, que firmaram-se em alta, deram o tom do comportamento.
 
Ponderadamente, se sobressaíram a Petrobras e papéis do setor de bancos. Mas, destaques individuais para ações de varejo (e para o próprio setor).
 
O Ibovespa encerrou aos 103.482 pts (+0,65%), acumulando +2,49% no mês, +17,74% no ano e +29,57% em 12 meses. O menos robusto giro financeiro preliminar da Bovespa foi de R$ 12,190 bilhões, sendo R$ 11,873 bilhões no mercado à vista.
 
Capitais Externos na Bolsa
 
No dia 24 de julho (último dado disponível), a saída líquida de capital estrangeiro foi de R$ 380,347 milhões na Bolsa, somando retirada líquida de R$ 4,670 bilhões em julho. Em 2019, o saldo acumulado está negativo em R$ 8,571 bilhões.
 
Agenda Econômica.
 
No Brasil, o setor público consolidado encerrou julho com déficit primário de -R$ 12,7 bilhões, o resultado é o menor para o mês desde 2016 (-R$ 5,7 bilhões) e o melhor para o período desde 2015, quando houve superávit de R$ 16,223 bilhões. No acumulado de 12 meses, até junho, o setor apresenta saldo negativo de -R$ 99,574 bilhões, o equivalente a +1,42% do PIB, frente a +1,44% em maio. Já
 
O resultado nominal registrou  déficit de -R$ 30,102 bi em junho. Este foi o menor para os meses de junho desde 2014. Em junho do ano passado, o saldo negativo havia sido de -R$ 57,941 bilhões.
 
Câmbio e CDS.
 
A moeda norte-americana fechou em alta moderada nesta segunda-feira, refletindo seu comportamento no mercado internacional.
 
O dólar comercial (interbancário) fechou cotado a R$ 3,7830 (+ 0,29%), acumulando variações de -1,48% em julho, -2,37% no ano e +1,78% em 12 meses.
 
Risco País
 
O risco-país medido pelo CDS Brasil permaneceu em 125 pts. 
 
Juros.
 
Com volume reduzido de negócios, os juros futuros apresentaram moderadas baixas, menores na parte mais curta até uma parte dos vencimentos intermediários e, a partir daí, com pequenas altas em direção a ponta longa de sua curva de estrutura a termo.
 
Em relação à sessão anterior, assim findaram: DI janeiro/2021 estável em 5,46% ; DI janeiro/2023 em 6,31%, de 6,35%; DI janeiro/2025 em 6,87% de 6,90%; DI janeiro/2027 em 7,18% de 7,22%.
 
Para a semana.
 
Brasil: IGP-M, Taxa de desemprego, Taxa Selic, Prod. industrial, Balança comercial mensal, Utilização da capacidade CNI, Dados de veículos (Anfavea)e IPC FIPE - mensal;
 
EUA: PCE (núcleo), Decisão da taxa de juros FOMC (limite máx), PMI Manuf., Payroll (criação de vagas na economia), Taxa de desemprego e Índice Conf. Consumidor Univ. Michigan;
 
Alemanha: IPC e PMI Manuf.;
 
França: PIB, IPC e PMI Manuf.;
 
zona do euro: PIB, IPC e PMI manufatuta;
 
Reino Unido: PMI Manuf. e Taxa de juros (BoE);
 
França: PMI manuf.; Japão: Prod. industrial e Taxa de juros (BoJ);
 
China: PMI manuf. 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório sobre o comportamento do mercado na 2ª feira, 29.07.2019, elaborado por HAMILTON MOREIRA ALVES, CNPI-T, integrante do BB Investimentos             

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: HAMILTON MOREIRA ALVES, CNPI-T, integrante do BB Investimentos

 
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