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Investimentos

30 de Julho de 2019 as 23:07:02



ITAÚ UNIBANCO - Resultado no 2º trimestre/2019: Abaixo das Expectativas Otimistas



Itaú Unibanco - Resultado no 2º trimestre de 2019
 
Neutro; abaixo de nossas projeções otimistas
 
O Itaú apresentou um resultado trimestral neutro, um pouco abaixo das nossas expectativas. O lucro líquido recorrente foi de R$ 7.036 milhões, 2,6% abaixo das nossas expectativas e em linha com o consenso de mercado. Os destaques positivos foram:
 
(i)  crescimento da carteira de crédito de 1,7% t/t e 6,6% a/a;
(ii) melhora de 6,6% t/t da margem financeira líquida. 
 
 
Pelo lado negativo, destacamos:
 
(i)  o aumento de 4,4% nas despesas não-juros; e
(ii) recuo da receita de conta corrente e cartões de crédito (-1% t/t e -2,6% t/t,
respectivamente).
 
De janeiro a junho de 2019, de acordo com dados do BCB, a carteira de crédito total avançou 1,96%, e 0,8% no 2T19. Enquanto isso, o Itaú apresentou um crescimento de sua carteira de 3,9% no 1S19 e 1,7% no 2T19. Esse crescimento, tanto no 1S quanto no 1T foi liderado pelo segmento de PF, que cresceu 4,8% e 2,7%, respectivamente.
 
Isso demonstra, na nossa visão, uma posição melhor que a companhia possui frente aos concorrentes, resultando em ganho de market share e melhora de margens em decorrência da melhora do mix da carteira.
 
O resultado financeiro (NII) apresentou uma melhora de 6,5% t/t (ante uma evolução de 1,6% no trimestre anterior), e o destaque desse resultado foi a evolução da margem financeira com o mercado (resultado de tesouraria), que avançou 26,4% t/t, contribuindo com R$ 1.572 milhões para o top line.
 
Esse fato permitiu que o Banco Itaú continuasse a apresentar uma margem financeira líquida (NIM) acima de 6%, contra um NIM, por exemplo, do Bradesco de 5,2% no 2T19.
 
Despesas não juros.
 
Conforme divulgado pelo banco, no 2T19 ocorreu o fechamento de 195 agências e 13 PABs. Além disso, também teve o desligamento de 1043 funcionários no Brasil
e 170 na América Latina. Os custos decorrentes dos desligamentos e do encerramento dos prefixos fizeram com que as despesas não-juros evoluíssem 4,4% t/t e 9,4% a/a, resultando em um número bem acima do topo do guidance 2019, que é de 6,5%.
 
Sendo assim, acreditamos que as chances da companhia fechar o ano dentro da range prometida diminuíram.
 
Receita de serviços.
 
O volume total de receitas de serviços apresentou uma evolução de 5,1% no trimestre. Todavia, cabe destacar o fraco desempenho da receita de conta corrente
e cartão de crédito, tendência a qual acreditamos que o Itaú terá dificuldade de reverter, visto a entrada dos bancos digitais e fintechs.
 
Outro ponto que justifica a queda na receita com cartões de crédito é a “guerra” no mercado de adquirência, no qual o banco, por meio de sua controlada Rede, implementou o pagamento para seus cliente em D+2, o que ocasionou em perdas de receita oriundas de antecipação.
 
Perspectivas.
 
O resultado trimestral veio neutro, em nossa opinião. De modo geral, entendemos que a empresa continua apresentando um bom desempenho perante seus pares, e encontra-se em uma posição mais favorável caso a economia mostre sinais mais fortes de crescimento no decorrer do ano.
 
Neste momento, mantemos nosso preço-alvo para 2019 em R$ 45,00 e nossa recomendação em Outperform.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de analise do desempenho do ITAÚ Unibanco no 2º trimestre/2019, elaborado por VINÍCUUS SOARES, Analista, e WESLEY BERNABÉ,  CFA, Gerente de Pesquisa, ambos integrants do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: VINÍCUUS SOARES, Analista, e WESLEY BERNABÉ, CFA, Gerente de Pesquisa, ambos integrants do BB Investimentos

 
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