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Política

Quarta-Feira, Dia 07 de Agosto de 2019 as 23:08:04



BC da China afirma que moeda chinesa é regulada pelo mercado



EUA acusam a China de manipular moeda e Banco Central da China pede aos EUA que reconheçam seus erros e evitem o "precipício"
 
A moeda chinesa, o yuan, se recupera nesta 3ª feira, 06.08, de uma baixa recorde, após Pequim aparentemente ter adotado medidas para evitar uma queda ainda maior.
 
Na 2ª feira, o Banco Popular da China permitiu uma forte desvalorização de sua divisa, que superou a marca de 7 por dólar pela primeira vez desde 2008, levando os EUA a declararem a China como país manipulador de sua moeda.
 
O Departamento do Tesouro americano qualificou, pela primeira vez desde 1994, a China como país "manipulador cambial", o que leva as disputas comerciais entre os dois países para além das tarifas de importação.
 
De acordo com o Tesouro americano, "o propósito da desvalorização da moeda da China é obter vantagens competitivas injustas no comércio internacional".
 
O Banco Popular da China (banco central do país) afirmou que a atitude americana "prejudica gravemente a ordem financeira internacional e gera caos nos mercados financeiros", além de "impedir a recuperação da economia e do comércio global".
 
Disputas comerciais
 
"A China não usou e não usará a taxa de câmbio como ferramenta para lidar com as disputas comerciais",
 
afirmou a instituição, em um comunicado divulgado em seu portal na internet.
 
O banco chinês disse que o valor de sua moeda é regulado e determinado pelo mercado e pediu ainda que os EUA reconheçam seus erros e evitem o "precipício".
 
Num editorial publicado nesta terça no jornal oficial do Partido Comunista Chinês, o People's Daily, Pequim acusa os EUA de "deliberadamente destruirem a ordem internacional" com "unilateralismo e protecionismo".
 
A determinação do Tesouro americano e a consequente queda do yuan nesta 2ª feira aumentam o abismo entre as duas maiores economias do mundo e eliminam as esperanças de uma resolução rápida para os conflitos comercias entre as duas nações.
 
As disputas já se espalharam além das tarifas para outros setores, como o de tecnologia.
 
Analistas alertam que as medidas retaliativas adotadas pelos dois lados poderão aumentar de proporção e afetar, não apenas a confiança nos negócios, mas também o crescimento econômico global.


Fonte: AGENCIA BRASIL. Chamada de capa e subtítulo da Redação JF





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