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Investimentos

21 de Outubro de 2019 as 19:10:43



O MERCADO, 21.10: Ibovespa sobe 1,23% a 106.022 pts. Dólar estável em R$ 4,13



Diário do Mercado na 2ª feira, 21.10.2019
 
Ibovespa tem mais um dia de pequena baixa com exterior negativo
 
Comentário.
 
O índice brasileiro, no dia final do exercício de opções sobre ações, encerrou praticamente na máxima do dia e registrou recorde histórico de pontuação de fechamento, acima dos 106 mil pts.
 
No dia, o melhor humor dos investidores adveio de uma conjunção de fatores, que passam pela percepção tanto de continuidade da queda da taxa básica de juros (Selic), como de uma agenda econômica doméstica positiva.
 
Além do mercado esperar para esta semana a última votação da reforma da Previdência no Senado, há expectativas favoráveis com a cessão onerosa, com leilões de energia e com a agenda micro ainda este ano.
 
Externamente, os investidores tiveram uma dose a mais de otimismo sobre o acordo comercial entre Estados Unidos e China, após o vice-premiê chinês, Liu He, declarar que houve progressos concretos com os norte-americanos para prosseguiram firmando o acordo em fases.
 
Entre os agentes, já existe senso que um acerto parcial entre os países deverá ser assinado já em novembro próximo. As bolsas em Nova York subiram e ajudaram a contagiar positivamente os demais mercados acionários pelo mundo.
 
No Brasil, o dólar comercial fechou cotado R$ 4,1300 (+0,29%). Os juros futuros curtíssimos findaram com pequenas baixas e a maioria do restante dos contratos com leves recuos.
 
Ibovespa.
 
O índice abriu positivo e até por volta das 13:00h esteve testando os 105 mil pts. A partir daí, firmou-se acima desta pontuação e avançou com mais ímpeto depois das 14:45h até seu fechamento.
 
Destaques ponderados para a Vale e para os papéis do setor de bancos. As ações da Petrobras também encerraram positivas. Já a ação da Estácio Part. (YDUQ3: R$ 40,00; +4,36%) subiu após anunciar a aquisição da Adtalem por R$ 1,92 bilhão.
 
O Ibovespa fechou aos 106.022 pts (+1,23%), acumulando +1,22% no mês, +20,63% no ano e +25,89% em 12 meses. O robusto giro financeiro preliminar da Bovespa foi de R$ 18,8 bilhões, sendo o volume do exercício de opções sobre ações de R$ 5,988 bilhões (R$ 3,624 em opções de compra e R$ 2,364 em opções de venda), com R$ 11,5 bilhões no mercado à vista.
 
Capitais Externos na Bolsa
 
No dia 17de outubro (último dado disponível), ocorreu entrada líquida de capital estrangeiro de R$ 963 mil na Bovespa, apurando saída líquida de -R$ 10,672 bilhões no mês. Em 2019, o saldo negativo líquido acumulado situa-se em -R$ 31,476 bilhões.
 
Agenda Econômica
 
No Brasil, a balança comercial apurou déficit de US$ 217,922 milhões na terceira semana de outubro, com exportações de US$ 3,798 bilhões e importações de US$ 4,015 bilhões. Em outubro, o indicador passou a acumular superávit de US$ 507,42 milhões, com exportações de US$ 11,304 bilhões e importações de US$ 10,797. Já em 2019, a balança acumula agora saldo positivo de US$ 34,125 bilhões, com exportações de 178,510 bilhões e importações de US$ 144,385 bilhões. De janeiro até a terceira semana de outubro as exportações baixaram -7,5% e as importações recuaram -1,4%.
 
Câmbio e CDS.
 
O dólar comercial findou em alta. A expectativa que um acordo comercial parcial entre Estados Unidos e China evoluiu e deverá ser assinado já em novembro próximo fortaleceu a moeda norte-americana no mercado internacional.
 
A divisa fechou a R$ 4,1300 (+0,29%), acumulando -0,60% no mês, +6,58% no ano e +11,17% em 12 meses.
 
Risco País
 
O risco-país medido pelo CDS Brasil 5 anos cedeu a 129 pts de 130 pts na sessão anterior.  
 
Juros.
 
Os juros futuros curtíssimos recuaram e maioria dos demais fechou não distante da estabilidade. Os longos chegaram a subir pela manhã, acompanhando a elevação do dólar, mas cederam de tarde. Assim, com a visão da continuidade da queda da taxa Selic, o dia nada mais foi do que ajustes finos de posicionamentos.
 
Em relação ao pregão anterior, assim fecharam os contratos: DI janeiro/2020 em 4,83% de 4,85; DI janeiro/2021 em 4,44% de 4,45%; DI janeiro/2023 em 5,42% de 5,43%; DI janeiro/2025 em 6,11% de 6,12; DI janeiro/2027 em 6,48%.
 
Agenda
 
Brasil: IPCA-15, Confiança do Consumidor, Dados do setor externo, Dados de crédito;
 
EUA: Vendas de casas usadas, Pedidos de bens duráveis, PMI Manufatura, Índice confiança consumidor Univ. Michigan;
 
Alemanha e França: PMI Manufatura;
 
Zona do euro: PMI Manufatura e BCE (taxa de juros);
 
Japão: PMI Manufatura.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório sobre o comportamento do mercado na 2ª feira, 21.10.2019, elaborado por HAMILTON MOREIRA ALVES, CNPI-T, integrante do BB Investimentos. 

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: HAMILTON MOREIRA ALVES, CNPI-T, integrante do BB Investimentos





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