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Investimentos

26 de Novembro de 2019 as 13:11:34



KLABIN DAY - Perspectiva Positiva para 2.020



KLABIN
 
Klabin Day: condições macro melhorando; positivo para 2020
 
Na última sexta, 22.11, a Klabin sediou o Klabin Day em São Paulo, onde tivemos a oportunidade de ouvir em maiores detalhes os avanços do Projeto Puma II, as expectativas para a companhia para 2020 e notícias atualizadas sobre os mercados de P&P, de acordo com a visão do management da empresa.
 
Após ouvir atentamente, seguimos confiantes com a tese de investimento da Klabin e com as premissas consideradas em nosso modelo. Estamos projetando um flux de caixa livre negativo para a empresa nos próximos três anos, de fato, dado o ciclo de expansão iniciado agora para o Projeto Puma II. 
 
Apesar disso, acreditamos que os direcionadores de mercado para os negócios da companhia devem se fortalecer no próximo ano, com a economia doméstica melhorando, parcialmente compensando os menores preços para celulose ainda esperados para o curto e médio prazo.
 
O próximo ano deverá ser o mais pesado para a empresa em termos de FCL, considerando que o mesmo será o pico de investimentos do Puma II e a alavancagem deverá atingir 4.3x, de acordo com nossas estimativas.
 
Entretanto, estando isto já precificado, tendo em vista que o funding para o Capex já foi equalizado, mantemos nosso preço-alvo 20e em R$ 22,00 para KLBN11, com o rating de Outperfom.
 
Projeto Puma II: atualização e funding.
 
Somado às linhas levantadas no início do ano, consistindo de R$ 1 bi em debêntures e US$ 1 bi em bonds (Green Bonds), a empresa também anunciou:
 
(i)  US$ 800 mm de IDB Invest e IFC, sendo US$ 378 mm de A-loans e Co-loans, US$ 350 mm em B-loans e US$ 72 mm de outra instituição internacional – todos com carência entre 2,5 e 3 anos,
(ii)  ECA Finnvera de US$ 245 mm – carência de 2,5 anos e 
(iii) empréstimo via BNDES de R$ 3 bi. 
 
A companhia, posteriormente, anunciou a liquidação antecipada do empréstimo levantado com o BNDES em 2014 para o Puma I no valor de R$ 2,4 bi. Após o liability management, o prazo médio da dívida da companhia ficou em 95 meses (contra 48m em dezembro-18) e seu custo ficou em média de 5,3% (mesmo nível anterior). 
 
Com relação ao perfil e liquidez, 73% de seu débito é denominado em dólar americano, atualmente e 44% levantado via mercado de capitais. Outro ponto importante a mencionar diz respeito à amortização média durante o período de expansão, a qual caiu de R$ 3,4 bi para R$ 0,9 bi por ano. Em relação ao projeto, este está adiantado, com 9,5% do primeiro estágio já concluído.
 
FCL: negativo devido aos desembolsos de Capex. 
 
Como mencionado acima, esperamos que o FCL da Klabin fique negativo nos próximos anos em razão dos desembolsos para o projeto Puma II. Entretanto, dado que o funding para o projeto já foi levantado e, mesmo que nosso modelo conte com preços de celulose (BHKP na China) para 2020 em US$ 455/t, o que deve limitar a expansão de geração de caixa para o negócio de celulose, acreditamos que a empresa seja capaz de honrar seus compromissos (considerando o período de carência concedido) e manter sua política de dividendos de 20% do EBITDA; assim, mantendo o retorno aos acionistas em níveis confortáveis.
 
Upsides ao nosso modelo poderão vir da retomada dos preços da celulose em mercados internacionais, uma recuperação melhor que o esperado da economia brasileira e uma entrega mais rápida que o aguardado do projeto Puma II. 
 
Da mesma maneira, os downsides também se referem a menores preços de celulose nos mercados internacionais, o mercado de caixas de papelão não se recuperando na velocidade esperada e falha em entregar o projeto Puma II no cronograma esperado.
 
Expectativas de mercado. 
 
O último trimestre do ano deu um novo fôlego à economia, com as projeções apontando para um PIB 2019 de 0,99% (dos 0,92% anterior) e 2,20% para 2020e (de 2,17%), de acordo com o relatório Focus do Bacen (22.11.2019). Seguindo a tendência, a ABPO também reportou melhores números com vendas de P.O. em outubro avançando 2,6% a/a e 10% m/m. 
 
É cedo para afirmar, contudo, que uma completa retomada está a caminho.
 
Porém, com a percepção do mercado melhorando, os pedidos da empresa parecem responder e, de acordo com o management, em outubro, as vendas de caixas de P.O. bateram recorde e novembro deve repetir. Para o médio e longo prazo, mantemos a visão mais otimista. Reafirmamos nossa visão para o segmento de celulose, no que tange: 
 
(i)   a melhora no consumo de tissue e produtos de embalagem, o que compensaria a queda em papéis de IE e outros segmentos, 
(ii)  restrição do uso de papéis recicláveis na China e 
(iii) o avanço do e-commerce em economias desenvolvidas e em desenvolvimento. 
 
Já para embalagens e papel ondulado, o mercado das Américas deverá coo ntribuir com 3,4 Mt adicionais para a demanda até 2027 (mercado de 31Mt em 2018), baseado, principalmente, no setor de agribusiness (especialmente frutas), de acordo com a Pyry. 
 
O consumo brasileiro per capita ainda é baixo (~18kg) quando comparado a outras economias e apresenta espaço para futura oportunidade de crescimento. 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de avaliação das perspectivas para o Projeto Puma II conduzido pela KLABIN, estudo elaborado por GABRIELA E. CORTEZ, Analista Senior do BB Investimentod

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: Gabriela E Cortez Analista Senior, do BB Investimentos





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