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Investimentos

Quinta-Feira, Dia 13 de Fevereiro de 2020 as 22:02:20



SUZANO - Resultado no 4º trimestre de 2019: Neutros



SUZANO - Resultado no 4º trimestre de 2019
 
Maior volume de celulose, mas os preços permanecem em níveis baixos; neutro
 
Na noite de 12.02, a Suzano apresentou resultados neutros no 4T19, em nossa opinião. Apesar do volume recorde de celulose vendida (+15% trimestre/trimestre e +40% ano/ano), os menores preços realizados e custos mais altos nos dois segmentos (celulose e papel) levaram o EBITDA ajustado a fechar o 4T em R$ 2.465 milhões, 7,1% inferior às estimativas do BB-BI.
 
Vale ressaltar que a Suzano conseguiu reduzir com sucesso os estoques de celulose (-650 mil toneladas no trimestre), dando algum alívio em termos de FCF, o que também abre espaço para a empresa implementar o reajuste de preço, considerando que o nível atual de preços está abaixo o custo caixa de alguns produtores marginais de celulose.
 
Destacamos também o fato relevante da empresa divulgado ontem, por meio do qual a Suzano atualizou os ganhos de sinergia projetados com a combinação de negócios com a Fibria e agora espera que ele totalize entre R$ 1,1-1,2 bilhões gradualmente em 2020 e 2021.
 
Espera-se que esses ganhos venham da redução de custos, despesas e investimentos nas áreas de compras, floresta, industrial, logística, vendas, administração e pessoal, e não incluem custos de implementação no valor de R$ 200 milhões até 2021.
 
Do lado negativo, a empresa terminou 2019 com uma alavancagem medida por ND / EBITDA em 5,0x (+0,3x trimestre/trimestre e +3,5x a/a), principalmente como resultado de um EBITDA LTM ​​mais fraco em face de menores preços de celulose ao longo de 2019. Ao todo, mantemos nosso TP YE20 de R$ 44,0 e a classificação Market Perform por enquanto.
 
Resultados consolidados.
 
A receita totalizou R$ 7.049 milhões no 4T19, 4,5% acima de nossas estimativas e 6,8% superior ao 3T19 (-2,4% a/a), em razão de maiores volumes de celulose vendidos no mercado internacional, embora parcialmente compensados ​​por menores papéis e celulose preços no período. O CPV totalizou R$ 5.810 milhões, + 6,3% ano/ano e 16,5% maior trimestre/trimestre.
 
Excluindo o efeito PPA, o CPV seria de R$ 5.671 milhões, +17,9% trimestre/trimestre, principalmente como resultado do maior volume vendido de celulose e papel. As despesas com vendas, gerais e administrativas totalizaram R$ 824 milhões no trimestre, 10,1% superior em relação ao trimestre anterior, com maiores despesas com vendas decorrentes do aumento nos volumes vendidos. O EBITDA ajustado ficou em R$ 2.465 milhões, 7,1% menor que o BB-BIe (-2,9% trimestre/trimestre e -30,6% a/a). Em 2019, o EBITDA atingiu R $ 10.724 milhões, 34% menor a/a e BB-BI e 5% maior.
 
Desempenho da celulose: maior volume vendido.
 
A produção somou 2.267 mil toneladas no 4T19, 8,2% maior trimestre/trimestre e -12,2% a/a. O volume vendido atingiu 2.920 mil toneladas, 12,2% acima de nossas estimativas, 14,5% maior trimestre/trimestre e +40,0% a/a. O preço líquido médio caiu para US$ 471 / t, contra US$ 526 / t no 3T19. A receita líquida totalizou R$ 5.632 milhões, -5% trimestre/trimestre e -4% a/a, como resultado dos menores preços da celulose, parcialmente compensados ​​pelos maiores volumes vendidos.
 
O custo caixa (inatividade por ex-manutenção) ficou em R$ 631 / t, 4% abaixo do 3T19, em razão do menor raio médio e menor participação de madeira de terceiros. Quanto ao EBITDA, aumentou 1% trimestre/trimestre devido ao maior volume de vendas, menores CPV e câmbio mais forte, mas parcialmente compensado pela redução de 11% dos preços médios de celulose no período. Em 2019, o EBITDA acumulou R $ 9.259 milhões, uma queda de 38% em relação ao ano anterior.
 
Desempenho do papel: maior volume em um trimestre sazonalmente mais forte.
 
No trimestre, os volumes vendidos totalizaram 369 mil toneladas, 18% superior ao 3T19 e + 5% em relação ao mesmo período do ano passado (5,6% superior ao BB-BIe). No mercado doméstico, a Suzano vendeu 257 mil toneladas, avançando 22% trimestre/trimestre (+ 4% a/a) em razão do desempenho positivo da P&W, cujas vendas aumentaram 27% trimestre/trimestre para 191 kton. O preço líquido médio ficou em R$ 3.844 / t, -4% q / q e -1% ano/ano. A receita, então, totalizou R$ 1.417 mm, melhorando 13% trimestre/trimestre e 4% ano/ano. Consequentemente, o EBITDA Ajustado somou R$ 424 mm (+ 10% trimestre/trimestre e -2% ano/ano).
 
Endividamento e Resultado Financeiro.
 
A Dívida Bruta ficou em R$ 63.685 mm, contra R $ 64.021 mm no trimestre anterior, com dívida líquida em R $ 54.106 mm (-2,0% trimestre/trimestre). A alavancagem medida pela dívida líquida / EBITDA aumentou para 5,0x em R$ (ante 4,7x no 3T19) e 4,9x em US$ (+0,6 p.p. trimestre/trimestre).
 
Lembramos que a Suzano anunciou recentemente um plano para reduzir a alavancagem e algumas melhorias já podem ser observadas:
 
(i)   cortes de capex (terminaram em R$ 5,78 bilhões em 2019 em comparação aos R$ 6,4 bilhões estimados),
 
(ii)  redução de estoque (1,1 mm de tonelada foram vendidas no 2S19),
 
(iii) aceleração de sinergias do contrato com a Fibria (R$ 763 milhões em 2019, R$ 1,0-1,1 bi em 2020 e R$ 1,1-1,2bi em 2021), e
 
(iv) venda de ativos não essenciais (a empresa vendeu florestas no valor de R$ 400 milhões).
 
O custo médio da dívida em US$ ficou em 4,8%, com vencimento em 84 meses. As despesas financeiras foram negativas em R$ 1.041 milhões, enquanto as receitas financeiras totalizaram R$ 86 milhões.
 
A variação cambial líquida somou um positivo de R$ 1.418 milhões que, juntamente com o impacto positivo dos derivativos em R$ 1.857 milhões, levou o resultado a um lucro líquido de R$ 1.175 milhões, ante prejuízo líquido de R$ 3.460 milhões no trimestre anterior.
 
Confira no anexo a íntegra do estudo preparado a respeito por GABRIELA E. CORTEZ  e VICTOR PENNA, ambos integranes do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GABRIELA E. CORTEZ e VICTOR PENNA, ambos integranes do BB Investimentos





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