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Investimentos

14 de Fevereiro de 2020 as 20:02:47



RENDA FIXA Mercado Secundário de Debêntures, CRA e CRI - Ótica RETORNO em 14.02.2020



RENDA FIXA - Mercado Secundário de Debêntures, CRA e CRI
 
Ótica de Retorno em 14.02.2020
 
Após a divulgação da ata do Copom e de novas calibragens nas curvas de juros, o secundário de debêntures recupera um contexto mais otimista, mas ainda frágil, carente de sinais de confirmação do movimento
 
Cenário
 
Ainda oscilando ao som de dúvidas e instabilidades relacionadas ao coronavírus, os mercados globais alternaram expressivas altas no mercado acionário, ao longo dos últimos dias, mas seguidas de fortes realizações.
 
Esta movimentação foi marcada, também, por valorizações sucessivas do dólar perante as principais moedas, em contexto de indicadores favoráveis da atividade econômica nos EUA e perspectivas enfraquecidas na Europa e na China, além de maior estabilidade da curva dos títulos do Tesouro norte-americano e recuo da volatilidade medida pelo índice VIX.
 
No mercado interno, predominou a aversão ao risco na Bolsa e no câmbio, com aumento da procura por mecanismos de hedge, contribuindo para o dólar renovar máximas históricas, até ser contida pela atuação do Banco Central com swaps cambiais. No entanto, na mão oposta, a renda fixa permaneceu mais resistente, reprecificando as novas estimativas com inflação e atividade e emitindo os primeiros sinais positivos no segmento de dívida privada.
 
Para os próximos dias, porém, os agentes se mostram atentos aos desdobramento da questão sanitária e da atuação das autoridades internacionais, enquanto a agenda destaca a ata do Fomc e a divulgação do IPCA-15.
 
Mercado de Renda Fixa
 
Os yields da curva do DI futuro se reduziram em praticamente todos os vencimentos, com maior intensidade na parte média da curva, entre fev/2021 e jan/2024, em inclinação positiva a partir de set/2020, com liquidez acentuada (média diária de 2.326 mil e pico no dia 6, com 5.233,7 mil), e com menor inclinação positiva, medida entre jan/2021-jan/2023 e jan/2020-jan/2023.
 
As curvas de juros se rebaixaram, seguindo as expectativas mais recentes no mercado, voltadas a um quadro geral de arrefecimento da inflação, por período mais prolongado. Em parte, influenciadas pela interpretação da ata do Copom; em parte, pela desaceleração dos próprios índices de preço, como o IPCA de janeiro (em 0,21%, abaixo do consenso de 0,36%) e a primeira prévia do IGP-M de fevereiro (estável, em 0%, abaixo da estimativa de 0,13%). 
 
Além disso, também os dados da atividade em dezembro foram considerados decepcionantes (com vendas a varejo em queda de -0,1%, contra projeção de alta de 0,2%; e o volume do setor de serviços retraindo -0,4%).
 
A estrutura da NTN-B recuou em toda a sua extensão, de modo mais expressivo nos títulos curtos, até mai/2025. O retorno médio dos papéis variou de 2,569% para 2,458% (considerando o yield médio da curva em todos os vencimentos), com o maior em 3,493% e o menor em 0,920%; os mais voláteis foram os títulos de ago/2020, a mai/2023.
 
Debêntures no Secundário
 
A cautela que acompanhou as negociações na renda fixa doméstica na última quinzena cedeu lugar a uma retomada de volume financeiro no secundário de debêntures, com as primeiras sinalizações positivas.
 
Após a efetiva redução da Selic para mais um fundo histórico, em 4,25%, os agentes recalibraram suas expectativas nas curvas de juros e retomaram uma queda generalizada dos yields, no contexto de perspectivas de desaceleração inflacionária mais duradoura e fraqueza dos indicadores de atividade.
 
Com reflexo, a semana assistiu a uma recuperação do otimismo no segmento de renda fixa privada, embora incipiente, levando a média diária do volume financeiro ao patamar das semanas anteriores e os preços das debêntures mais líquidas a retomarem tendências de alta. Além disso, nota-se também uma elevação geral do percentual do PU ao par, entre as 50 séries monitoradas, resultando em apenas 4 papéis em nível inferior aos 100%.
 
O quadro assim configurado, portanto, confirma a observação pontuada nos estudos anteriores, de que o segmento privado demonstrou uma relativa autonomia em relação à crise desencadeada pelo coronavírus e revelou maior sensibilidade aos desdobramentos do cenário doméstico. Por outro lado, em face do caráter incipiente desta recuperação, ainda cabe um acompanhamento mais detido das curvas de juros, para a definição de estratégias mais curtas com debêntures. 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise a respeito, preparado por RENATO ODO, CNPI-P, integrante do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: RENATO ODO, CNPI-P 3058, integrante do BB Investimentos





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