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Investimentos

13 de Maio de 2020 as 23:05:28



NATURA & CO Resultado no 1º trimestre /2020: FRACO



Natura&Co - Resultado no 1º Trimestre de 2020
 
Fraco na comparação anual;
Destaque para as novas iniciativas em ‘social selling’  
 
Os resultados referentes ao 1T20 da Natura&Co foram fracos, em nossa opinião. No decorrer do 1T20, vimos a pandemia do Covid-19 se alastrar gradualmente nas diferentes regiões nas quais o Grupo atua (Ásia em janeiro, Oeste Europeu em fevereiro, América do Norte e Latina em março), afetando as operações da Natura&Co de forma progressiva.
 
Com isso, observamos que praticamente todas as divisões sofreram com as adversidades impostas pelo Covid-19 em maior ou menor intensidade. Ao nosso ver, a divisão que apresentou o melhor resultado foi a Aesop, dado o crescimento de receita líquida em moeda constante aliado ao ganho de alavancagem operacional.
 
Não obstante o resultado enfraquecido, destacamos positivamente a capacidade da companhia em adaptar seu canal de vendas direto às medidas de isolamento social impostas. Com isso, observamos o crescimento, na comparação anual, da adoção de ferramentas digitais de social selling (geração de relacionamento com potenciais clientes via redes sociais), com lançamento de um catálogo de vendas digitais e interativo, que pode ser compartilhado por meio de ferramentas de mensagens e mídias sociais.
 
Como exemplo dessa bem sucedida iniciativa, houve um crescimento de 64% no compartilhamento de conteúdo digital e a duplicação do número de pedidos nas lojas virtuais das consultoras.
 
Vale observar, ainda, que os resultados do Grupo foram apresentados neste trimestre com uma nova segmentação, composta por:
 
(i)  Natura&Co América Latina, formada por todas as marcas da região: Natura, Avon, The Body Shop e Aesop;
(ii)  Avon International (ex-América Latina);
(iii) The Body Shop (ex-América Latina) e
(iv) Aesop (ex-América Latina).
 
Dado que nosso relatório de prévias dos resultados do 1T20 comtemplava a segmentação anterior, deixamos de avaliar os resultados apresentados frente às estimativas publicadas.
 
No momento, mantemos nossa recomendação Market Perform e preço-alvo 20E de R$ 36,20, até incorporarmos a nova segmentação de negócios e os resultados do 1T20 ao nosso modelo.
 
Natura&Co América Latina.
 
A divisão Natura&Co América Latina apresentou um crescimento de 2,4% a/a da receita líquida em BRL, favorecida pela desvalorização cambial (queda de -6,2% a/a da receita líquida em moeda constante).
 
Os destaques positivos de crescimento das vendas ficaram por conta da divisão Natura Brasil (+9,8% a/a) e Natura Latam (+25,8% a/a em BRL e +19,7% em moeda constante), cujos desempenhos foram parcialmente anulados pelo fraco desempenho da Avon na região, com queda de -7,1% a/a/ da receita líquida (-11,9% em moeda constante).
 
Já a margem bruta teve uma queda de 2,2 p.p. a/a, em decorrência principalmente: 
 
(i)   da alocação de ajustes de valores justos oriundos da combinação de negócios com a Avon (“PPA”); 
(ii)  aumentos nos custos da cadeia de suprimentos e 
(iii) maior obsolescência nos itens de Casa e Moda da Avon. Excluído o impacto PPA, a margem bruta teria atingido 60,0% (-0,9 p.p. a/a).
 
Quanto à margem EBITDA Ajustada (excluídos custos de transformação e não recorrentes, inclusive os impactos PPA), esta atingiu 6,9%, beneficiada pelas iniciativas de controle de custos adotadas para compensar os efeitos da Covid-19, que incluem: congelamento de contratações, aumento de salário, promoções e viagens, bem como uma redução na remuneração de executivos gastos discricionários. 
 
Avon International.
 
A receita líquida da divisão Avon International veio em R$ 2,1 bilhões, uma queda de 2,4% a/a (-15,0% em moeda constante) em razão, principalmente, da redução de 6,3% no número médio de revendedoras e uma queda no número de unidades vendidas de 17,4%.
 
A margem bruta, por sua vez, apresentou uma queda de 3,7 p.p. a/a, em parte explicada pelos impactos do PPA conforme acima mencionados, mas também por conta de maiores custos da cadeia de suprimentos e à obsolescência do estoque de itens de não-beleza. Excluídos os impactos PPA, a margem bruta teria apresentado uma queda de 1,3 p.p. a/a.
 
Já a margem EBITDA Ajustada caiu 7,6 p.p. a/a, bastante machucada pela desalavancagem operacional gerada pela queda de receita, bem como das medidas comerciais realizadas para mitigar os efeitos do Covid-19. 
 
TBS.
 
A divisão The Body Shop também teve sua receita líquida em reais favorecida pela desvalorização cambial, o que ocasionou um crescimento de 2,6% a/a. Em moeda constante, a receita líquida dessa divisão teve uma queda de -10,5% a/a, fortemente impactada pelas medidas de isolamento social impostas no varejo nos meses de fevereiro e março.
 
Não obstante a queda da receita, a divisão trouxe melhoria de margem bruta da ordem de 0,9 p.p. a/a, beneficiada pela gradual redução de descontos.
 
Quanto à margem EBITDA Ajustada, esta atingiu 15,0%, 4,6 p.p. inferior a/a, em razão da queda da receita líquida, bem como aumento das despesas com vendas, marketing, logística e gerais e administrativas em reais devido aos efeitos cambiais (em moeda constante, as despesas apresentaram redução de 2,5% a/a).
 
Aesop. Ao nosso ver, essa foi a divisão que apresentou a melhor performance no 1T20. A receita líquida teve um crescimento de 26,6% a/a em reais, sendo de 10,5% em moeda constante. Isso se deveu ao fato de o varejo na América, Ásia e Europa ter apresentado crescimento mesmo diante de medidas de isolamento social na Austrália e Nova Zelândia, combinado pela forte aceleração nas vendas de ecommerce.
 
O ganho de 0,3 p.p. a/a de margem EBITDA Ajustada verificado neste trimestre deveu-se pelo ganho de alavancagem operacional e rígido controle das despesas em função das incertezas existentes.
 
Natura&Co.
 
Considerando todas as divisões de negócios, a Natura&Co atingiu uma receita líquida de R$ 7,5 bi no 1T20, +1,9% superior a/a. O fraco desempenho da receita líquida consolidada veio acompanhado de queda de margem bruta (-1,9 p.p. a/a) e de margem EBITDA ajustada (-2,2 p.p. a/a), devido aos motivos já elencados.
 
Quanto à margem líquida, a queda de 9,8 p.p. na comparação anual foi consequência, principalmente, dos custos relacionados à aquisição da Avon totalizando R$ 536 milhões (já incluindo os efeitos de PPA). Excluído esses efeitos, a margem líquida teria atingido -3,8%, -2,7 p.p. inferior a/a, em decorrência de uma alíquota de imposto de renda efetiva mais alta devido a despesas não dedutíveis relacionadas com a aquisição e efeitos de PPA na The Body Shop.
 
Dado os impactos do Covid-19 no resulto do Grupo, as despesas relacionadas à aquisição da Avon, bem como os efeitos cambiais devido à desvalorização do real no capital de giro das divisões Avon International, The Body Shop e Aesop, o consumo de caixa no 1T20 atingiu R$ 1,7 bilhão.
 
Não obstante o consumo de caixa, a estrutura de capital e liquidez da companhia segue melhorando. A relação Dívida Líquida/EBITDA da Natura Cosméticos caiu para 2,7x neste trimestre (ante 2,95x no 1T19), com a companhia focada no processo de desalavancagem para os níveis pré-aquisição da The Body Shop de 1,4x até 2021. 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do desempenho da NATUR&CO no 1º trimestre/2020, elaborado por GEORGIA JORGE, analista seosnior do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GEORGIA JORGE, analista seosnior do BB Investimentos





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