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Investimentos

Segunda-Feira, Dia 01 de Junho de 2020 as 15:06:39



GPA Resultado no 1º Trimeste/2020: Forte Crescimento da Receita



GPA - Resultado no 1º Trimeste/2020
 
Misto; forte crescimento de receita, mas margens mais pressionadas 
 
O GPA apresentou resultados mistos neste trimestre. Apesar de observamos efeitos positivos na receita de todas as divisões, em decorrência principalmente da pandemia do Covid-19, a companhia entregou margens inferiores tanto na comparação anual quanto em relação às nossas estimativas, o que, ao nosso ver, se deu principalmente em função de uma margem bruta ainda pressionada na divisão Multivarejo.
 
Dado que a companhia segue focada no processo de recuperação da rentabilidade dessa divisão, que já apresentou alguma melhoria desde o último trimestre, bem como ao fato de ela ser uma das poucas companhias de varejo beneficiadas em um momento de restrições ao comércio, mantemos nossa recomendação Outperform e preço-alvo 20E de R$ 73,90.
 
Desempenho Econômico-financeiro. 
 
A receita líquida consolidada neste trimestre foi de R$ 19,7 bilhões, 54,9% superior a/a devido à incorporação da Éxito no resultado, mas em linha com as nossas estimativas (-0,8% r/e). A contribuição de cada divisão na receita consolidada pode ser analisada em nosso relatório “BB-BI - GPA - Vendas 1T20”.
 
No que se refere à margem bruta consolidada, esta atingiu 21,1% neste trimestre, -0,9 p.p. inferior a/a. Apesar da divisão Assaí ter entregue aumento de margem bruta (+0,3 p.p. a/a), em razão da acelerada maturação da recente expansão, redução da atividade promocional na última quinzena de março e maior participação de pessoa física nas vendas totais, essa divisão conta com margem bruta inferior a das demais divisões (15,6% ante 25,1% na Multivarejo e 24,4% na Éxito), o que contribui negativamente para a margem bruta consolidada conforme sua relevância na receita total aumenta.
 
Quanto à divisão Multivarejo, a margem bruta caiu 3,5 p.p. a/a, a despeito de todas as iniciativas que vem sendo tomadas para melhoria da rentabilidade dessa divisão (revisão de sortimentos, otimização do modelo de precificação, redução da necessidade de investimentos em promoção, maior penetração de marcas próprias e redução do nível de quebra do estoque), mas que, na comparação trimestral (até o 4T19), já se mostraram acertadas, com incremento de 1,1 p.p. na margem ante o 4T19.
 
Outro ponto que contribuiu para a queda da margem bruta diz respeito a reclassificações contábeis realizadas na divisão Éxito, bem como uma menor contribuição dos negócios complementares e maior necessidade de esforços promocionais no Uruguai e Argentina. Tudo considerado, essa divisão apresentou redução de 2,1 p.p. na margem bruta a/a. 
 
Em relação às nossas estimativas, a margem bruta também decepcionou e veio 1,4 p.p. inferior r/e, em decorrência, principalmente, da menor contribuição da divisão Multivarejo.
 
A margem EBITDA Ajustada, por sua vez, atingiu 6,1% neste trimestre, -0,8 p.p. inferior na comparação anual, explicável, principalmente, pela piora do resultado de equivalência patrimonial na comparação anual.
 
Vale destacar positivamente os esforços da companhia em manter os gastos sob rígido controle, o que contribuiu para uma maior diluição das despesas de vendas, gerais e administrativas como percentual da receita (15,0% ante 15,3% em 1T19).
 
Em relação às nossas projeções (-1,8 p.p. r/e), a margem EBITDA ajustada menor foi um reflexo da margem bruta abaixo das estimativas, combinada a um resultado de equivalência patrimonial inferior ao esperado.
 
Já a margem líquida foi negativa em -0,5% (ante +1,2% em 1T19), ainda prejudicada por despesas relacionadas 
 
(i)   à integração dos ativos da América Latina e reestruturação das operações brasileiras,  
(ii)  contingências fiscais e
(iii) impactos para suportar a demanda maior durante o cenário de pandemia.
 
Desconsiderando o impacto das despesas acima elencadas, a margem líquida teria sido de 0,3%, 1,2 p.p. inferior r/e.
 
Endividamento.
 
Apesar da companhia ter apresentado uma forte variação da dívida líquida na comparação anual (de R$ 765 mi no 1T19 para R$ 1,3 bi neste trimestre) para fins de aquisição da Éxito, o que levou a Dívida Líquida/EBITDA para o patamar de 2,5x (ante 1,0x no 1T19), a distribuição de dividendos do Grupo Éxito no montante aproximado de R$ 1,2 bi contribuirá para a redução da alavancagem da operação GPA Brasil.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório sobre o desempenho do GPA Grupo Pão de Acúcar no 1º trimestre/2020, elaborado por GEORGIA JORGE, do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GEORGIA JORGE, do BB Investimentos





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