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Política

Terça-Feira, Dia 02 de Junho de 2020 as 22:06:31



VAREJO Resultados no 1º Trimestre/2020: Primeiros Impactos da Covid-19



VAREJO - Resultados no 1º Trimestre/2020
 
Primeiros Impactos do Covid-19 tomam forma 
 
Em nosso relatório de prévias, observamos que os resultados do 1T20 das companhias já seriam impactados, em diferentes sentidos e intensidades, pelo alastramento do Covid19 no Brasil e as consequentes medidas de isolamento social decretadas.
 
Nesse contexto, esperávamos que as companhias mais impactadas negativamente seriam aquelas expostas ao consumo cíclico de duráveis e semiduráveis, altamente dependentes de vendas em lojas físicas.
 
Em menor intensidade, as companhias que possuem exposição mais relevante ao comércio eletrônico ou um mix de produtos que as permitem aproveitar de uma elevação de demanda pontual em determinados segmentos como alimentação, higiene pessoal e produtos de limpeza, bem como manter suas lojas físicas abertas mesmo enquanto perdurarem os decretos com medidas de isolamento social.
 
Ao longo do 1T20, observamos o aumento gradual dos efeitos do Covid-19 no setor varejista. No início do mês de fevereiro, percebemos o aumento da preocupação de algumas companhias com o risco de quebra da cadeia logística em função da paralisação das atividades na China com vistas a reduzir o alastramento da pandemia Covid-19 pelo país.
 
Nesse cenário, algumas companhias do nosso universo de cobertura (B2W Digital, Magazine Luiza e Via Varejo) viram uma oportunidade de aumentar o estoque de produtos para evitar serem afetadas pela paralisação da produção.
 
Ao final do mês de fevereiro, tivemos no Brasil o primeiro caso de Covid-19, com o avanço da pandemia tomando corpo no decorrer do mês de março. Durante a semana de 15 a 21 de março, diversos estados optaram por decretar medidas de isolamento social, com restrições a aberturas de bares, restaurantes e de comércios considerados não essenciais.
 
Com efeito, essas medidas impactaram de forma diversa os resultados do 1T20 das companhias do nosso universo de cobertura, conforme observado nos gráficos abaixo:
 
Em relação às companhias expostas ao consumo cíclico de duráveis e semiduráveis, altamente dependentes de vendas em lojas físicas, observamos que o resultado do 1T20 das Lojas Renner mostrou o quanto o segmento foi impactado.
 
Mesmo tratando-se de uma companhia com superior capacidade de execução e canal de vendas online mais avançado, o fechamento das lojas físicas a partir de 18/03 já cobrou um pedágio no resultado do 1T20, com queda de vendas e perda de alavancagem operacional.
 
Os efeitos negativos devem se intensificar ainda mais no trimestre seguinte, a despeito das medidas tomadas pela companhia para ajustar a operação ao cenário mais desafiador. 
 
As demais companhias do nosso universo de cobertura enquadradas nesse segmento, Centauro e Restoque, divulgarão seus resultados apenas no final de junho, razão pela qual deixamos de comentar seus desempenhos.
 
Quanto às companhias com exposição mais relevante ao comércio eletrônico, apesar de já esperarmos que o canal de vendas online fosse se destacar como um diferencial competitivo importante, os resultados foram ainda mais surpreendentes.
 
As restrições ao funcionamento do comércio, aliado à maior preocupação dos consumidores com contágio permitiu uma rápida migração de consumidores para o canal digital, com aumento de novos clientes, bem como a ampliação da frequência de compra e dos gastos de clientes atuais. Com isso, a importância do e-commerce aumentou de forma exponencial desde meados de março.
 
Nesse contexto, as companhias do nosso universo de cobertura que já desfrutavam de uma plataforma online robusta e de uma logística de transporte muito desenvolvida, como é o caso da B2W Digital e da Magazine Luiza, foram beneficiadas, entregando crescimento de GMV (gross merchadise value ou valor bruto de vendas) muito expressivos.
 
Mesmo a Via Varejo, que não estava no mesmo nível das concorrentes em termos de plataforma online e logística, mostrou sua capacidade de acelerar seu processo de transformação digital e aproveitar as oportunidades que o e-commerce está proporcionando para as companhias focadas no desenvolvimento desse canal.
 
Com isso, os efeitos adversos decorrentes do fechamento das lojas físicas da Magazine Luiza e da Via Varejo foram parcialmente anulados pelos resultados do canal de vendas online, surpreendendo positivamente as nossas expectativas.
 
Por fim, nossas estimativas mais positivas contemplavam as companhias cujo mix de produtos as permitiriam aproveitar de uma elevação de demanda pontual em determinados segmentos como alimentação, higiene pessoal e produtos de limpeza, bem como manter suas lojas físicas abertas mesmo enquanto perdurassem os decretos com medidas de isolamento social.
 
Nesse contexto, Raia Drogasil e GPA foram as companhias que apresentaram crescimento mais expressivo de vendas na comparação anual dentro do segmento de consumo não cíclico, favorecidas tanto pela manutenção das lojas físicas abertas, quanto pela corrida dos consumidores aos supermercados e drogarias para a compra de itens essenciais.
 
Vale observar que, mesmo com crescimento das vendas no 1T20, o resultado dessas companhias não passou incólume aos efeitos adversos do Covid-19. A Raia Drogasil, por exemplo, observou uma queda nas vendas a partir de abril, em parte por conta das lojas físicas situadas em shopping centers e, por essa razão, fechadas. O GPA, por sua vez, apresentou, já no 1T20, margens operacionais mais pressionadas em decorrência de investimentos para suportar a demanda maior em todas as suas operações. 
 
Além disso, ambas as companhias apresentaram margem EBITDA Ajustada abaixo das nossas estimativas, deixando latente que o crescimento da receita não foi suficiente para aproveitar a alavancagem operacional conforme esperado.
 
Outra companhia que foi capaz de manter parte do seu parque de lojas (70% do total) aberto mesmo após decretadas as medidas de isolamento social foi a Lojas Americanas. A manutenção das lojas abertas, aliada à venda de itens essenciais (em especial produtos de higiene pessoal e limpeza) e ao universo omnicanal criado em conjunto com a B2W Digital, permitiu que a companhia entregasse crescimento de receita, ainda que mais suave ante o crescimento de receita das companhias acima mencionadas, mas com manutenção das margens.
 
Dado que a Hypera realizou ajustes no seu modelo de negócios visando reduzir o nível de estoque dos seus produtos nos clientes (drogarias e farmácias), entendemos não ser produtiva a comparação anual dos resultados. Destacamos apenas que a Hypera observou crescimento do sell out de medicamentos sem prescrição (Consumer Health) em decorrência do Covid-19, o que deve se traduzir em aumento de sell in ao longo do próximo trimestre, mas que acabou frustrando nossas expectativas de crescimento de receita para o trimestre, na medida em que esperávamos que o aumento da demanda já impactaria o sell in do 1T20.
 
Por fim, quanto à Natura&Co, que contemplou pela primeira vez os resultados da Avon e alterou sua forma de divisão dos negócios do Grupo, o que prejudicou a análise das nossas estimativas, entendemos que o resultado do 1T20 foi negativo na comparação anual. Em parte, isso se deveu ao fato de todas as egiões geográficas nas quais o grupo atua (mais de 100 países) terem sido afetadas, em diferentes momentos do 1T20, pelas medidas de isolamento social.
 
Além disso, apesar de ter havido um aumento da demanda por produtos de higiene pessoal, o cenário econômico mais incerto, aliado ao isolamento das pessoas em casa, gerou uma queda da demanda por produtos mais discricionários, como os itens de perfumaria e maquiagem. 
 
Dado o contexto excepcional que impactou o resultado das companhias do nosso universo de cobertura, optamos por modificar a estrutura destEe relatório de forma a apresentar em uma tabela os principais destaques sobre as vendas, iniciativas referentes a custos e despesas, medidas de reforço de caixa e investimentos em decorrência do Covid-19 para cada uma das companhias, conforme segue abaixo:
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise dos primeiros impactos da Covid-19 no 1º trimestre/2020, elaborado por GEORGIA JORGE, analista senior do BB Investimentos.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GEORGIA JORGE, analista senior do BB Investimentos





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