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Investimentos

Terça-Feira, Dia 16 de Junho de 2020 as 16:06:14



BR DISTRIBUIDORA - Resultado no 1º Trimestre/2020: Números Negativos



BR Distribuidora - Resultado no 1º Trimestre/2020
 
Avaliação pelo BB-BI
 
 
A BR Distribuidora apresentou números negativos no trimestre, com queda nos volumes de venda e margem EBITDA reduzida, principalmente por efeito (não recorrente) de desvalorização de estoques.
 
Como aspecto positivo, destacamos a continuidade no declínio das despesas administrativas, assim como a preservação de margens no segmento de aviação.
 
Menos por conta dos resultados pontuais deste trimestre e mais pelo contexto geral do setor e da ausência de upside em nosso modelo DCF, mantemos nossa recomendação Venda.
 
A crise atual traz desafios para este segmento, diretamente impactado por conta das reduções de mobilidade que visam controlar a disseminação do Sars-CoV-2.
 
Assim, entendemos que apesar da BR ter agido de forma rápida e em linha com as melhores práticas do mercado, incluindo uma série de ações sociais envolvendo doações e auxílios para mitigar os impactos na sociedade, a volatilidade nos preços e a rapidez na queda da demanda ocasionaram resultado negativo no trimestre.
 
Rede de postos.
 
A receita líquida do segmento declinou 3,5% a/a, já que o menor volume de vendas (-6,5% a/a) foi parcialmente compensado por maiores preços. Ainda na comparação anual, a queda no volume foi mais forte no ciclo otto (-8,4%) do que no diesel (-3,5%), sendo salutar lembrar que os impactos do surto de COVID-19 ocorreram apenas na segunda quinzena de março e que no caso do diesel a demanda se manteve por conta do agronegócio e de outras atividades essenciais.
 
O lucro bruto ajustado atingiu R$ 482 milhões, uma queda de 46% a/a, impactado pela desvalorização dos estoques (dada a queda no preço das commodities). Assim, mesmo com a forte redução de 28% a/a nas despesas operacionais, o EBITDA ajustado apresentou uma queda de 57% a/a.
 
O EBITDA/m3 atingiu R$ 59/m3, uma queda de 42% a/a (ou de -20% em relação à média de 2019). A empresa encerrou o trimestre com 7.818 postos, praticamente estável em relação ao 4T19 (7.817).
 
Grandes Consumidores (B2B).
 
O segmento apresentou um volume 3,1% menor a/a e uma queda de 9,6% na receita líquida no mesmo período. A companhia agrupou os dados do segmento de mercados especiais, agora apresentados em conjunto com B2B.
 
O lucro bruto ajustado declinou 35% ante o 1T19, também impactado pela desvalorização de estoques, além da queda nos volumes.
 
Seguindo a mesma dinâmica de redução nas despesas operacionais (-16% a/a), o EBITDA ajustado chegou a R$ 267 milhões, -33% a/a e -26% t/t.
 
Aviação.
 
Neste segmento a queda no volume de vendas foi maior, 12,7% a/a, dado este ser um dos setores mais impactados pelas restrições de mobilidade. O maior preço médio de comercialização atenuou parcialmente os impactos no volume, levando a receita a atingir R$ 2,2 bilhões, -2,7% a/a e -7,7% t/t. Com os maiores preços, houve também um aumento no lucro bruto, que subiu 6,6% na comparação anual. O EBITDA do segmento chegou a R$ 86 milhões, +25% a/a e -14% t/t.
 
Participação de mercado.
 
Os dados mais recentes do Sindicom indicam que a queda de volumes no setor foi de -14,5% a/a em março e de -30,6% em abril, o que sugere um segundo trimestre ainda mais difícil para este segmento, dada a restrição de mobilidade se aplicando no trimestre inteiro.
 
Neste contexto, a BR Distribuidora, assim como suas concorrentes listadas, vem perdendo relevante participação de mercado para outras redes (postos bandeira branca), cenário que entendemos estar ligado a uma maior competitividade dos postos bandeira branca neste momento, que atraem consumidores de renda mais baixa, já que a adesão ao distanciamento social é maior em classes mais altas, público mais fiel aos postos embandeirados.
 
Veja gráfico comparativo de participação de mercado nas páginas do relatório anexo.
 
Opinião do analista.
 
Este foi um trimestre com números abaixo do esperado, dados os impactos em volume por conta da pandemia e perdas com estoque. Assim, apesar da muito bem-vinda redução nas despesas administrativas, a empresa apresentou um resultado negativo, ainda que em decorrência de eventos não recorrentes.
 
A base que a BR Distribuidora criou recentemente, com sua reestruturação pós privatização, trouxe maior competitividade e condições para ampliação. Ainda assim, entendemos que a ação segue cara tanto em uma análise de múltiplos quanto pelo nosso modelo de fluxo de caixa descontado, cujas premissas foram revisadas e são apresentadas nas próximas páginas.
 
O novo preço alvo para 2020 é de R$ 22,00 (antes em R$ 28,00), com recomendação de Venda.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do desempenho da BB Distribuidora no 1º trimestre/2020, elaborado por DANIEL COBUCCI, CNPI, integrante do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: DANIEL COBUCCI, do BB Investimentos





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