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Investimentos

Sexta-Feira, Dia 19 de Junho de 2020 as 15:06:57



ALIMENTOS & BEBIDAS - Relatório Setorial Maio/2020: Exportações beneficiam Alimentos



ALIMENTOS & BEBIDAS - Relatório Setorial - Maio 2020
 
Maio: Exportações beneficiam o setor de alimentos, enquanto bebidas recuam
 
ALIMENTOS
 
Maio foi mais um mês brilhante para as exportações de carne bovina brasileira. De acordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), volumes voltaram a atingir patamares recordes do último ano, e apresentaram um incremento de 25% a/a, reflexo do apetite Chinês e abertura de novos mercados.
 
Como resultado, ao contrário do que esperávamos diante da migração de canais ocorrida no mercado interno, os preços continuam sendo sustentados. Assim, a performance positiva nas exportações combinada com preços mais altos no mercado doméstico tem compensado totalmente maiores custos com gado e sustentado margens na indústria de carne bovina.
 
Na mesma trajetória positiva, os volumes exportados de carne suína aumentaram significativamente 53% a/a, enquanto preços em dólar também avançaram 5% a/a.  O cenário para carne de frango, por sua vez, parece mais desafiador. Apesar do aumento de 4% a/a nos volumes exportados, o faturamento foi negativamente impactado pela queda de 21% a/a no preço médio em dólar.
 
Assim, o desempenho mais fraco nas exportações, somado à concentração de vendas em alguns canais após o fechamento de restaurantes e bares, tem puxado os preços no mercado interno para baixo. Nesse contexto, observamos esforços da indústria para equilibrar melhor oferta e demanda, a fim de sustentar margens à frente. 
 
Perspectivas.
 
Continuamos otimistas com a performance do setor para os próximos meses. Apesar da redução na demanda do Food Service (restaurantes e bares), as vendas para outros canais como varejo, atacado, delivery e on line tem se sustentado no mercado doméstico.
 
Na frente internacional, no mês de maio, em linha com nossa expectativa de abertura de novos mercados, a Tailândia abriu seu mercado para carne bovina brasileira e esperamos novas aprovações à frente. Assim, somando
 
(i)  as demais aberturas que observamos ao longo do 2S19 e início deste ano, e
(ii) restrições da China para exportações de carne da Austrália,
 
esperamos que os volumes exportados sigam tendência positiva observada no acumulado de 2020.
 
Apesar dos fundamentos sólidos, as ações do setor também têm reagido às oscilações do dólar, devido à exposição das empresas à moeda americana, e aos fechamentos de plantas, resultado da contaminação de funcionários. Assim, apesar de não termos identificado, até o momento, impacto na produção que pudesse afetar de forma relevante os volumes de vendas das empresas, estamos monitorando de perto a oferta do setor.
 
BEBIDAS
 
A indústria de bebidas tem enfrentado um cenário mais difícil quando comparado ao setor de alimentos. De acordo com os últimos dados divulgados pelo IBGE, em abril, a produção de bebida alcoólica e não alcoólica caiu 59% e 41% a/a, respectivamente.
 
Nesse sentido, os resultados da Ambev, que já foram bastante impactados no 1T20, devem sofrer ainda mais no 2T. Diante do fechamento de bares e restaurante, a Ambev tem enfrentado um grande desafio na distribuição de seus produtos que tem grande exposição a esses canais.
 
Assim, apesar de acompanharmos os esforços da empresa para acelerar as vendas via delivery, a performance das ações da empresa depende fortemente da retomada das atividades no Brasil.
 
Assim, somado a pressão de custos que já era esperada para o ano de 2020 dado a desvalorização cambial, revisitamos nossas estimativas para ABEV3 e reduzimos nosso preço alvo para R$ 14,50/ação, de R$ 21
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do segmento de ALIMENTOS & BEBIDAS, elaborado por LUCIANA CARVALHO, analista senior do BB Investimentos.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: LUCIANA CARVALHO, analista senior do BB Investimentos





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