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Investimentos

Quinta-Feira, Dia 25 de Março de 2021 as 02:03:28



LOJAS RENNER ESG - Revisão de Preço-Alvo das Ações



LOJAS RENNER | ESG
 
Piora da pandemia impacto curto prazo, mas cenário é melhor do que em 2020 
 
Incorporamos os resultados referentes ao 4T20 ao valuation de Lojas Renner, bem como a piora das condições de mercado em 2021, como resultado da retomada das medidas mais restritivas de isolamento social, o que levou a novos fechamentos das lojas físicas da companhia.
 
Nesse contexto, nosso novo preço-alvo de LREN3 para o final de 2021 é R$ 45,00 (antes R$ 47,10), com manutenção da recomendação em Neutra.
 
No último mês, os papéis de LREN3 acumulam alta de 8,6%. Em nossa visão, essa performance positiva, mesmo diante da piora do cenário para o segmento de vestuário em decorrência do alastramento do Covid-19, se deve a dois principais motivos: um deles é o fato de que 40% do parque de lojas da companhia está aberto, ante 100% fechado no mesmo período do ano anterior, e o segundo está relacionado às iniciativas de omnicanalidade, que hoje estão mais desenvolvidas do que há um ano, inclusive com funcionários posicionados nas lojas fechadas para dar vazão ao estoque. 
 
Apesar da boa performance observada no mês, não vemos potencial de valorização relevante diante do nosso preço-alvo. Por essa razão, mantemos nossa recomendação em Neutra.
 
Evolução do Plano Estratégico. 
 
Conforme mencionamos em nosso último relatório de revisão de preço, o planejamento estratégico da Lojas Renner conta com um plano de expansão de lojas físicas combinado com a implementação de iniciativas digitais organizados em três projetos estruturantes: 
 
(i)   Visão Única do Cliente; 
(ii)  Ciclo de Vida  do Produto e 
(iii)  Transformação Omnicanal. 
 
Ao longo de 2020, observamos uma redução na velocidade do plano de expansão de lojas em função do cenário adverso enfrentado após o início da pandemia. Por outro, lado, houve avanços nos projetos estruturantes, com destaque para:
 
(i)  Visão Única do Cliente – o percentual da base de clientes ativos cujas compras são identificadas atingiu 80%. Além disso, foram integradas novas formas de captura de dados de clientes, bem como o lançamento de novas campanhas personalizadas e automatizadas.
 
(ii)  Ciclo de Vida do Produto – a alocação de itens sem intervenção humana na Renner atingiu 17%, na Youcom 6% e foi iniciado piloto na Camicado. Além disso, a digitalização do processo de desenvolvimento de produtos e coleções já atingiu 100% dos fornecedores nacionais.
 
(iii)  Transformação Omnicanal – ampliação de novas modalidade de compra e entrega, como o Ship from store (entrega a partir dos estoques das próprias lojas), presente em 180 unidades, Whatsapp, disponível em 80 lojas, e a venda social (Minha Sacola), que hoje conta com 17 mil afiliados. 
 
Desempenho econômico-financeiro em 2020. 
 
Apesar de a companhia seguir avançando em seu planejamento estratégico, o ano de 2020 foi bastante desafiador para o setor de vestuário, e a Lojas Renner não ficou incólume aos efeitos decorrentes das medidas tomadas por estados e municípios, visando à contenção do Covid-19. 
 
Com isso, a receita líquida consolidada atingiu R$ 7,5 bilhões, 21,4% inferior na comparação anual, prejudicada tanto pela queda das vendas de mercadorias, quanto pela receita proveniente dos produtos e serviços financeiros. 
 
Além da queda de receita, a margem bruta também foi prejudicada por um intenso processo de ajuste de estoques em função da abrupta queda na demanda, além de um ambiente mais promocional. Com isso, a margem bruta alcançou 57,2% em 2020, 3,9 p.p. inferior a/a.
 
A margem EBITDA Ajustada, por sua vez, caiu 12,9 p.p. a/a, em decorrência da perda de alavancagem operacional, pressão na margem bruta e aumento das despesas com provisões (líquidas das recuperações). 
 
Já a margem líquida do período, que atingiu 14,5% (+3,2 p.p. a/a), foi favorecida pelo reconhecimento de créditos fiscais que totalizaram R$ 1,3 bilhão. Excluído esse evento não recorrente, a margem líquida teria sido negativa em 3,7%.
 
No que se refere à alavancagem financeira da companhia, verificamos um acréscimo de R$ 1,5 bilhão no endividamento bruto, para fazer frente às necessidades de caixa diante de um caixa operacional mais fraco. Com isso, a relação dívida líquida/EBITDA Ajustado atingiu 0,6x ao final de 2020, ante 0,14x em 2019.
 
Quanto aos investimentos realizados no período, estes representaram 7,2% da receita líquida e atingiram R$ 544 milhões, distribuídos entre novas lojas (~17,5%), reformas de lojas (~8,5%), tecnologia (~49%) e centro de distribuição (~25%)
 
Perspectivas. 
 
Apesar da Lojas Renner ser uma sólida companhia no segmento de vestuário, com histórico de crescimento de receita e margens robustas, acreditamos que o ano de 2021 será mais desafiador do que esperávamos, dada a lenta velocidade com que a população brasileira está sendo vacinada e o crescimento de casos de Covid-19 no início deste ano, o que levou os governos dos estados e municípios a retomarem as medidas de restrição ao comércio e serviços. Com isso, o segmento de varejo de vestuário deve seguir pressionado tanto no que se refere à receita, quanto em rentabilidade. 
 
Revisão de Preço. 
 
Em nosso último relatório de revisão de preço, nossas premissas consideravam a manutenção das lojas abertas durante todo o ano de 2021.
 
Dado o agravamento da pandemia desde o início do ano, revisamos essas premissas e contemplamos um cenário desafiador ainda ao longo deste ano, com fechamento de lojas físicas e pressão sobre as margens, por ocasião da perda de alavancagem operacional e de um ambiente mais promocional impactando as margens.
 
Vale ressaltar, contudo, que apesar do cenário ainda adverso em 2021, não esperamos a mesma pressão observada em 2020, dado que a companhia vem conseguindo manter parte do seu parque de lojas aberto e também trabalhando com o estoque de lojas fechadas por meio da omnicanalidade. 
 
Tese de Investimentos. 
 
A tese de investimento da Lojas Renner está baseada 
 
(i)  no bom histórico de expansão do parque de lojas físicas combinado com o avanço da estrutura digital, de forma a propiciar uma experiência omnicanal aos seus clientes;
(ii)   no acertado histórico de desenvolvimento de coleções; e 
(iii)  no oferecimento de produtos financeiros, contribuindo para aumento de vendas e incremento de margens.
 
Riscos. 
 
Os riscos inerentes à tese de investimento da Lojas Renner são: 
 
(i)  incapacidade de executar seu plano de expansão com manutenção de vendas e margens; 
(ii)  incapacidade de manter a atratividade das coleções, bem como falha na mensuração correta de estoque, em especial de peças com maior risco modal; e 
(iii)  aumento de provisões em função da inadimplência dos produtos financeiros oferecidos.
 
ESG. 
 
A Lojas Renner foi selecionada para integrar nossa seleção ESG (veja aqui), dada sua robusta governança corporativa, além do desenvolvimento de práticas socioambientais. Atualmente, o rating ESG da Lojas Renner, atribuído pela Refinitiv, é A (A- no pilar ambiental, A+ no pilar social e A+ no pilar Governança), sem quaisquer apontamentos de controvérsias.
 
Desde a nossa última análise do ESG de Lojas Renner não foi divulgado nenhum novo Relatório Anual de Sustentabilidade contemplando as mudanças ocorridas ao longo de 2020 em seu plano estratégico. Neste, foram estabelecidos os temas prioritários para o desenvolvimento sustentável do negócio nos próximos cinco anos: 
 
(i)    fornecedores responsáveis; 
(ii)   gestão ecoeficiente; 
(iii)   engajamento de colaboradores, comunidades e clientes; e 
(iv)   produtos e serviços sustentáveis. 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório preparado a respeito por
GEORGIA JORGE, analista do BB INVESTIENTOS

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GEORGIA JORGE, analista do BB INVESTIENTOS





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