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Investimentos

26 de Março de 2021 as 02:03:31



SUZANO | ESG - Revisão de Preço-Meta da Ação e Suzano Day



SUZANO | ESG - Revisão de Preço e Suzano Day
 
Suzano Day: atualização de projeções para 2021; novo preço-alvo 2021e
 
Na última 4ª feira, 24.03, a Suzano realizou seu evento anual ‘Suzano Day’, em que abordou temas como estratégia e visão do futuro.
 
O tema ESG também foi abordado na conferência, desde a abertura conduzida pelo Presidente da companhia, Walter Schalka, que, de forma a referenciar o volume de sequestro de carbono e de árvores plantadas alcançados pela empresa, se propôs a divulgar os números gerados durante a realização do evento, reforçando a mensagem sobre a relevância do tema ESG para a Suzano.
 
Ao longo da apresentação, os executivos da companhia apresentaram os avanços em direção às metas estabelecidas, com destaque para os aspectos ambientais, de inclusão e diversidade.
 
A liderança global em celulose da companhia faz com que atue como protagonista no segmento, como mostrou recentemente, tendo encabeçado o movimento de aumentos de preços. Os resultados de 2020 mostraram que, mesmo diante de um cenário desafiador para o setor, a empresa registrou números sólidos, o que nos torna otimistas quanto aos resultados que poderá apresentar em um cenário de mercado mais aquecido, que acreditamos estar se aproximando.
 
Aproveitamos a ocasião para revisar nosso modelo financeiro, atualizar nossas premissas (principalmente preço de celulose) e apresentar nosso novo preço-alvo 2021e para SUZB3 de R$ 89,00/ação, recomendando a Compra (antes R$ 76,00/ação, recomendação Neutra).
 
Otimismo com demanda de celulose de fibra curta. 
 
A empresa enxerga um cenário otimista para os próximos anos, com crescimento sustentável da demanda de celulose de fibra curta. Além da perspectiva de maior incremento de uso por alguns segmentos de papéis produzidos a partir da fibra curta, como o caso dos papéis para fins sanitários, o movimento gradual de substituição de fibra longa pela fibra curta, que se verificou nos últimos anos, deve continuar. 
 
Apesar de já ocupar uma posição de liderança no segmento, a empresa pretende buscar uma relevância ainda maior, de forma a capturar essas perspectivas favoráveis. Com a conclusão do processo de captura de sinergias da fusão com a Fibria em 2020, o próximo passo será o projeto Ribas do Rio Pardo, que prevê a adição de 2,3 Mtpa de fibra curta. A empresa ainda não forneceu detalhes como Capex e cronograma, mas já adiantou que o raio médio das florestas será de apenas 60km (média atual da Suzano 156 km).
 
Foco em melhoria de custos. 
 
Um dos focos da empresa é se tornar referência mundial em competitividade de custos de celulose. A companhia possui uma série de projetos de modernização em andamento, além de outros mapeados, que além de trazerem ganhos de eficiência energética, visam contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa.
 
Na logística, a empresa segue buscando a diminuição de raio médio de florestas, e vem intensificando o uso de gás natural, caminhões elétricos e veículos autônomos. 
 
Além disso, tem utilizado ferramentas digitais avançadas em biotecnologia, a partir de analytics e big-data, buscando aumentar a já elevada produtividade florestal, que poderá ser incrementada em 2 p.p. já em 2021.
 
Outras inovações estão sendo desenvolvidas pela empresa em biotecnologia, e a Suzano acredita que terá o maior programa de melhoria genética florestal do mundo, uma vantagem competitiva com potencial de incremento margens e redução de impacto ambiental.
 
Papéis: foco em bens de consumo. 
 
A empresa também destacou sua intenção de continuar avançando na produção de papéis, especialmente para fins sanitários, que têm boas perspectivas no mercado interno. Há espaço para um aumento de consumo de itens mais premium, como os papéis com mais camadas, principalmente nas regiões norte e nordeste. 
 
A empresa já está posicionada no segmento com 5 plantas, incluindo uma nova unidade inaugurada neste mês em Cachoeiro de Itapemirim (ES), que trouxe incremento de 30% na capacidade produtiva e o lançamento de um novo produto de três camadas. Sua participação nesse mercado no Brasil tem crescido (de 4,4% em 2018 para 8,3% em 2020), mas não descarta novos investimentos no futuro, incluindo novas aquisições, dadas as características de fragmentação e regionalização do setor, para aumentar ainda mais sua presença em todas as regiões do país. 
 
A companhia está atenta às tendências de substituição de materiais, entre elas a substituição de plásticos e outros produtos derivados de petróleo por fibras de celulose, principalmente nos segmentos de alimentos e bebidas.
 
Assim, a empresa também enxerga o segmento de papel e embalagens como uma avenida de crescimento e como alternativa para compensar o declínio de outras categorias, como Imprimir e Escrever. Para capturar esse potencial de incremento substancial do uso de papéis, a companhia já tem projetos em andamento para desenvolver novos produtos e para adequar suas operações para produção dessas novas linhas.
 
Além disso, visando se posicionar no potencial de intensificação de uso de celulose em tecidos, está desenvolvendo uma fibra inovadora e anunciou recentemente uma JV com a Spinnova, com previsão de início de produção em 2022.
 
Revisão de Preço
 
Nossa revisão de preço anterior foi apresentada recentemente, concomitantemente à divulgação dos resultados de 2020, mas, diante dos fortes aumentos de preços de celulose no último mês, acima de nossas expectativas, e da perspectiva de novos aumentos para os próximos meses, revisamos nosso modelo financeiro para incorporar premissas mais otimistas para a cotação da commodity ao longo de 2021.
 
Como resultado, estimamos um crescimento de receitas e margens significativos neste ano, que deverão contribuir para a redução da alavancagem da companhia.
 
Em nossa estimativa, a empresa encerrará 2021 com uma dívida líquida de ~US$ 13,7 bilhões, equivalente a 2,0x o EBITDA. A companhia mantém sua meta de atingir US$ 10 bilhões e 3,3x. 
 
Nossa visão em relação à companhia é positiva, e as estratégias de longo prazo detalhadas durante o evento reforçam seu relevante posicionamento no segmento, bem como seu processo de inovação para buscar a sustentabilidade dos negócios em um cenário de mercado em constante transformação. Assim, nosso novo preço-alvo 2021e para SUZB3 é R$ 89,00/ação, com recomendação de Compra.
 
Tese de Investimento. Nossa tese de investimento para a Suzano considera: 
 
(i)  continuidade da melhora em demanda e preços de celulose; 
(ii)  perspectivas favoráveis para os segventos de papéis e embalagens, à medida que a atividade econômica no Brasil e no mundo retorne aos patamares pré pandemia, dados os avanços no processo de vacinação; 
(iii)  a liderança global da empresa, que a posiciona como um player de forte influência no mercado mundial de celulose; 
(iv)  a escala e integração de seus negócios, contribuindo para margens potencialmente crescentes; e 
(v)   capacidade comprovada de execução de grandes projetos, que a credencia para seguir em direção aos próximos passos na expansão e perpetuidade de seus negócios.
 
Riscos. 
 
Dentre principais os riscos que podem afetar nossas projeções, destacamos: 
(i)   recuperação  econômica global aquém do esperado, 
(ii)  novas quedas significativas nos preços internacionais de celulose, e 
(iii) perdas financeiras por derivativos e elevação dos níveis de alavancagem.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório a respeito,
elaborado por MARI SILVA, analista do BB INVESTIMENTOS

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: MARI SILVA, analista do BB INVESTIMENTOS





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