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Economia e Finanças

04 de Outubro de 2021 as 18:10:41



BOLETIM FOCUS Instituições financeiras elevam estimativa de INFLAÇÃO a 8,51%



Previsão para crescimento da economia é de 5,04% em 2021
 
A previsão do mercado financeiro para o IPCA Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, considerada a inflação oficial do país, subiu, novamente, de 8,45% para 8,51% neste ano de 2021.
 
É a 26ª elevação consecutiva na projeção. A estimativa está no Boletim Focus desta 2ª feira, 04.10, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.
 
Para 2022, a estimativa de inflação é de 4,14%. Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,25% e 3%, respectivamente.
 
Em agosto, puxada pelos combustíveis, a inflação subiu 0,87%, a maior inflação para o mês desde o ano 2000, de acordo com o IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses, o maior acumulado desde fevereiro de 2016, quando o índice alcançou 10,36%.
 
A inflação de setembro será divulgada pelo IBGE na 6ª feira, 08.10, mas o IPCA-15 Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15, que mede a prévia da inflação oficial, registrou índice de 1,14% no mês, a maior taxa do IPCA-15 para um mês de setembro desde 1994 (1,42%).
 
A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023 as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.
 
Taxa de juros
 
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, que foi elevada neste mês de 5,25% ao ano para 6,25% ao ano pelo COPOM Comitê de Política Monetária. Ao anunciar a decisão, o Copom já sinalizou que pretende elevar a Selic em mais um ponto percentual na próxima reunião, marcada para o fim de outubro
 
As projeções do BC para a inflação também estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política contracionista de elevação dos juros.
 
Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 8,25% ao ano, mesma projeção da semana passada. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 8,5% ao ano. E para 2023 e 2024, a previsão é 6,75% e 6,5% ao ano, respectivamente.
 
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
 
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
 
PIB e câmbio
 
As instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano em 5,04%. Para 2022, a expectativa para PIB Produto Interno Bruto - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1,57%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,2% e 2,5%, respectivamente.
 
A expectativa para a cotação do dólar também se manteve em R$ 5,20 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,25.


Fonte: AGENCIA BRASIL.





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