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Internacional

12 de Outubro de 2021 as 21:10:29



PROJETO NINBUS - Google e Amazon vendem a Militares de Israel Dados de Palestinos Obtidos na Nuvem


Área residencial devastada em Gaza
Funcionários do Google e da Amazon fazem manifesto contra projeto que entrega informações sobre palestinos, obtidas da nuvem, a militares e  governo israelense. 
 
Trabalhadores anônimos do Google e da Amazon fazem denúncia pública do projeto que viabiliza a entrega de informações, obtidas na nuvem (internet), aos militares e ao governo israelense, para viabilizar vigilância e coleta ilegal de dados individualizada do povo palestino. 
 
O manifesto é assinado anonimamente por 90 trabalhadores do Google e 300 da Amazon e relata contrato anteriormente firmados, nos mesmos moldes, com o Departamento de Defesa, Imigração e Alfândega dos EUA.
 
Confira, a seguir, o texto na íntegra.  
 
 
 
Somos trabalhadores de Google e Amazon.  E condenamos o Projeto Nimbus.
 
Não podemos apoiar a decisão de nossos empregadores de fornecer a tecnologia aos militares e ao governo israelense, usada para prejudicar o povo palestino.
 
Nós estamos escrevendo de consciência, como funcionários do Google e da Amazon de diversas origens. Acreditamos que a tecnologia que construímos deve funcionar para servir e elevar as pessoas em todos os lugares, incluindo todos os nossos usuários.
 
Como trabalhadores que mantêm essas empresas funcionando, somos moralmente obrigados a falar contra violações desses valores fundamentais. Por essa razão, somos obrigados a convocar os líderes da Amazon e do Google a deixarem o Projeto Nimbus e cortarem todos os laços com os militares israelenses.
 
Até agora, mais de 90 trabalhadores no Google e mais de 300 na Amazon assinaram esta carta internamente. Somos anônimos porque tememos retaliação.
 
Vimos o Google e a Amazon perseguirem agressivamente contratos com instituições como o Departamento de Defesa, Imigração e Alfândega dos EUA (Ice), e departamentos de polícia estaduais e locais. Esses contratos fazem parte de um padrão perturbador de militarização, falta de transparência e evasão de fiscalização.
 
Continuando esse padrão, nossos empregadores assinaram um contrato chamado Projeto Nimbus para vender tecnologia perigosa para os militares e governo israelenses.
 
Este contrato foi assinado na mesma semana em que os militares israelenses atacaram palestinos na Faixa de Gaza – matando cerca de 250 pessoas, incluindo mais de 60 crianças. A tecnologia que nossas empresas contrataram tornará sistemática a discriminação e o deslocamento realizados pelos militares israelenses e pelo governo ainda mais cruéis e mortais para os palestinos.
 
O Projeto Nimbus é um contrato de US$ 1,2 bilhão para fornecer serviços em nuvem para os militares e o governo israelenses. Essa tecnologia permite uma maior vigilância e coleta ilegal de dados sobre palestinos, e facilita a expansão dos assentamentos ilegais de Israel em terras palestinas.
 
Não podemos olhar para o outro lado, pois os produtos que construímos são usados para negar aos palestinos seus direitos básicos, forçar os palestinos a sair de suas casas e atacar palestinos na Faixa de Gaza – ações que motivaram investigações de crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional.
 
Imaginamos um futuro onde a tecnologia une as pessoas e torna a vida melhor para todos. Para construir esse futuro mais brilhante, as empresas para as quais trabalhamos precisam parar de contratar com toda e qualquer organização militarizada nos EUA e além.
 
Esses contratos prejudicam tanto as comunidades de trabalhadores quanto usuários de tecnologia. Embora prometamos publicamente elevar e ajudar nossos usuários, contratos como esses facilitam secretamente vigilância e  localização desses mesmos usuários.
 
Condenamos a decisão da Amazon e do Google de assinar o contrato do Project Nimbus com os militares e o governo israelenses, e pedimos que rejeitem este contrato e contratos futuros que prejudicarão nossos usuários.
 
Convocamos os trabalhadores globais de tecnologia e a comunidade internacional a se unirem a nós na construção de um mundo onde a tecnologia promova segurança e dignidade para todos.
 
Confira em THE GUARDIAN a íntegra da matéria em inglês


Fonte: THE GUARDIAN. Tradução e copidescagem da Redação JF





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