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Investimentos

29 de Outubro de 2021 as 12:10:51



PETROBRAS - Resultado no 3º Trimestre/2021: Extremamente POSITIVO



PETROBRAS -  Resultado  no 3º Trimestre/2021
29.10.2021
Por Daniel Cobucci, CNPI
 
Resultado Positivo.
Boa geração de caixa,
Redução no endividamento e
Dividendos antecipados
 
A Petrobras apresentou, na 5ª feira, 28.10, seus resultados do 3T21, trazendo números fortes, beneficiados tanto pela alta do petróleo tipo Brent, quanto pela boa performance operacional, como já comentamos em nosso relatório sobre a performance de produção e vendas da companhia. Os destaques, em nossa opinião, são: 
 
i)   redução do endividamento bruto, atingindo a meta de patamar inferior a US$ 60 bilhões; 
ii)  forte EBITDA (R$ 61 bilhões) e excelente geração de caixa livre (R$ 47 bilhões); 
iii) novo anúncio de pagamento de dividendos, no valor de R$ 2,44 por ação. 
 
No acumulado do ano, o EBITDA da companhia chegou a R$ 171,6 bilhões, uma elevação de 79% a/a, superando os ganhos do petróleo tipo Brent, cuja valorização foi de 65,9% ante o mesmo período em 2020.
 
Desempenho financeiro. 
 
O aumento de volumes e dos preços de derivados, em conjunto com a valorização de 5% t/t do petróleo tipo Brent colaboraram para o incremento de 9,8% t/t nas receitas. A receita com exportações teve uma queda de 12,7%, dado o direcionamento do óleo para processamento doméstico. As despesas operacionais tiveram alta de 5,8% t/t, devido ao reajuste salarial e revisão atuarial referente à coparticipação do plano de saúde. 
 
Ainda assim, no acumulado dos 9M21, as despesas apresentaram uma redução de 11,2% a/a. Houve reversão de impairment, no valor de R$ 16,4 bilhões, relacionado à revisão da curva de Brent de curto prazo, o que beneficiou o lucro líquido, que atingiu R$ 31 bilhões. O EBITDA ajustado chegou a R$ 60,7 bilhões, beneficiado principalmente pelo melhor resultado no segmento de E&P.
 
Desempenho por segmento. 
 
O segmento de E&P apresentou EBITDA de R$ 54,5 bilhões, dado o maior preço do Brent, ainda que tenha ocorrido um pequeno aumento nos custos de extração.
 
O segmento de Refino foi beneficiado por excelentes vendas de derivados, com elevação de 10,6% ante o 2T21, com destaque para as vendas de gasolina (+14% t/t), diesel (+6% t/t) e querosene de aviação (+51% t/t). 
 
Ainda assim, o efeito do giro de estoques levou a um menor lucro bruto (-3,6% t/t), e as maiores despesas operacionais também impactaram o EBITDA do segmento, que apresentou queda de 21% t/t, atingindo R$ 9,4 bilhões. 
 
Por fim, em Gás e Energia, houve uma queda de 49% t/t no EBITDA, fruto de maiores gastos com aquisição de GNL e menores margens, dado o contexto de maior demanda não termelétrica e patamar elevado de geração de energia a gás natural, devido à piora das condições hidrológicas.
 
Dividendos. 
 
Em agosto, a Petrobras antecipou R$ 31,6 bilhões em dividendos, já prevendo a situação, agora confirmada, de redução do endividamento bruto para um patamar inferior a US$ 60 bilhões.
 
O dividend yield, consideradas as duas distribuições, é de cerca de 17% sobre a cotação de 28.10.2021, e achamos provável a distribuição de dividendos adicionais no 4T21.
 
A antecipação de dividendos já realizada, combinada com o atual anúncio, podem gerar dois tipos de reflexão. Por um lado, o investidor é beneficiado pelo recebimento dos frutos de condições financeiras mais favoráveis; por outro, cabe uma análise da estratégia de alocação de capital da companhia. 
 
Em nossa visão, os recursos dos dividendos poderiam ser utilizados em investimentos de longo prazo, como antecipação de projetos do pré sal ou em energias renováveis. Esse último é um segmento no qual a Petrobras tem investido com intensidade menor frente aos seus pares do mercado global de petróleo.
 
Além disso isso, novas fontes de receitas trariam diversificação e menor dependência dos ciclos de petróleo, ao invés de privilegiar uma distribuição tão expressiva no curto prazo.
 
Esperamos ver, na divulgação do plano de negócios 2022-26, uma maior ênfase em investimentos nesse segmento, conforme anunciado pelo presidente da companhia.
 
Tal atuação estaria alinhada ao cenário de colaboração com os objetivos da COP-26 e, com isso, também capturar os possíveis ganhos que devem se originar nos mercados de fontes alternativas de energia, dada a previsão de forte crescimento nas próximas décadas, ainda que o consumo de petróleo deva seguir relevante.
 
Conclusão. 
 
Entendemos que a Petrobras está bem posicionada para seguir capturando os ganhos advindos de um cenário de forte apreciação do petróleo e de um real desvalorizado, em adição ao atual patamar de endividamento, muito mais confortável e que deve permitir uma melhor distribuição de dividendos. Nossa tese de investimento é fundamentada em: 
 
i)    perspectivas de aumento da produção com a entrada de novos sistemas nos próximos anos; 
ii)  consistente redução nos custos de extração (lifting cost), principalmente nos campos do pré-sal; e 
iii)  boas perspectivas de geração de caixa e de dividendos,
 
... principalmente de 2022 em diante, dado o atingimento da meta de dívida bruta abaixo de US$ 60 bilhões e consequente acionamentoda regra de maior distribuição de dividendos: 60% do fluxo de caixa livre (FCL) menos os investimentos (CAPEX). 
 
Nossa visão positiva ainda é corroborada por múltiplos descontados em comparação aos pares: a projeção de EV/EBITDA 2022E está em 2,8x, ante a dos pares em 4,2x, sugerindo forte desconto no papel.
 
Mantemos nosso preço alvo para 2022E em R$ 36,00, com recomendação Compra.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise a respeito,
elaborado por DANIEL COBUCCI. do BB INVESTIMENTOS
 

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: DANIEL COBUCCI. do BB INVESTIMENTOS. Chamada de Capa da Redação JF





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