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Economia e Finanças

11 de Janeiro de 2022 as 21:01:35



BC INDEPENDENTE apresenta justificativas para Inflação disparada em 2021


Em sua justificativa, Roberto Campos Neto nem resvalou no esquema pernicioso da planilha de reajuste preços de combustíveis pela Petrobras, aprovado pelo ex-presidente Temer; e hoje tocado e defendido por seu presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna. Mas, o IBGE divulgou, nesta 3ª feira, sua avaliação de que o fator preponderante da inflação pelo IPCA foi a escalada abusiva de preços dos combustíveis, em 2021: 
gasolina (+47,49%); etanol (+62,23%) e gás de cozinha (+36,99%)
 
A pandemia de covid-19, a elevação do preço global das commodities (bens primários com cotação internacional) e a crise hídrica foram responsáveis pela inflação estourar o teto da meta, justificou nesta 3ª feira, 11.01, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto.
 
Inflação oficial de 10.06% em 2021
 
Por determinação legal, ele enviou uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao CMN Conselho Monetário Nacional justificando a inflação oficial de 10,06% em 2021, de acordo com o IPCA Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.
 
Meta de 3,75% para 2021
 
No ano passado, o IPCA atingiu quase o dobro do teto fixado pelo CMN. A meta de inflação oficial para o ano passado estava em 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. O índice, portanto, poderia variar de 2,25% a 5,25%.
 
Essa foi a sexta vez, desde a criação do sistema atual de inflação, em que o presidente do BC teve de justificar o descumprimento da meta.
 
“Os principais fatores que levaram a inflação em 2021 a ultrapassar o limite superior de tolerância foram os seguintes:
» Forte elevação dos preços de bens transacionáveis em moeda local, em especial os preços de commodities;
» Bandeira de energia elétrica de escassez hídrica; 
» Desequilíbrios entre demanda e oferta de insumos, e gargalos nas cadeias produtivas globais”,
 
explicou o BC na carta.
 
Pandemia
 
Segundo Campos Neto, a grande parte da inflação alta em 2021 foi um fenômeno global impulsionado pela pandemia de covid-19. A doença afetou fluxos comerciais em todo o planeta, criando gargalos na distribuição de produtos. De acordo com ele, o fenômeno atingiu não apenas países emergentes, mas também economias avançadas.
 
“As pressões sobre os preços de commodities e nas cadeias produtivas globais refletem as mudanças no padrão de consumo causadas pela pandemia, com parcela proporcionalmente maior da demanda direcionada para bens”,
 
escreveu Campos Neto.
 
“De fato, a aceleração significativa da inflação em 2021 para níveis superiores às metas foi um fenômeno global, atingindo a maioria dos países avançados e emergentes.”
 
Combustíveis
 
No ano passado, escreveu Campos Neto, a inflação importada foi o principal fator que impulsionou a inflação. O destaque foi a elevação do preço internacional do petróleo, que encareceu os combustíveis.
 
“O principal fator para o desvio de 6,31 p.p. da inflação em relação à meta adveio da inflação importada, com contribuição de 4,38 p.p., cerca de 69% do desvio. Abrindo esse termo [decompondo a inflação importada], destacam-se as contribuições de 2,95 p.p. do preço do petróleo, 0,71 p.p. das commodities em geral e 0,44 p.p. da taxa de câmbio”,
 
destacou a carta.
 
Depois da inflação importada, a inércia inflacionária foi o segundo fator que pressionou a inflação no ano passado, com impacto de 1,21 ponto acima do teto da meta. A inércia representa a indexação de contratos e de preços que são corrigidos pela inflação do ano anterior. Desde o segundo semestre de 2020, a inflação está em alta, afetando a inflação de 2021.
 
Energia
 
Por fim, a carta do BC atribuiu a “demais fatores” impacto de 1,02 ponto acima do teto da meta. Dentro deste total, o destaque foi a bandeira de escassez hídrica (cobrada desde setembro do ano passado), que encareceu a conta de luz e teve impacto de 0,67 ponto. Essa bandeira vigorará, a princípio, até abril deste ano.
 
“O fraco regime de chuvas levou ao acionamento de termoelétricas e de outras fontes de energia de custo mais elevado durante a segunda metade de 2021, resultando em aumento expressivo das tarifas de energia elétrica”,
 
ressaltou o BC.
 
“Em setembro, foi criada e acionada a bandeira escassez hídrica, o que causou aumento de 49,6% sobre a bandeira anterior e de 5,8% sobre a tarifa de energia elétrica ante o mês anterior.”
 
Na última vez em que o presidente do BC justificou o descumprimento da meta de inflação foi em 2017. Naquele ano, porém, a inflação encerrou abaixo do piso da meta, em 2,95%, contra um limite mínimo de 3% para o IPCA. Na ocasião, o Banco Central era presidido por Ilan Goldfajn, com Henrique Meirelles como ministro da Fazenda.


Fonte: AGENCIA BRASIL. Chamada de Capa s Subti­tulo da Redacao JF





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