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Economia e Finanças

27 de Julho de 2022 as 23:07:43



DÍVIDA PÚBLICA sobe R$ 144 BILHÕES, em junho, para R$ 5,84 TRI


 
Dívida Pública Federal, que alcançou a cifra de R$ 5,84 Trilhões em junho/2022, é remunerada à taxa em juros de 12,03% ao ano, a maior taxa média dos últimos 5 anos
 
O baixo volume de vencimentos e a alta dos juros e do dólar fizeram a Dívida Pública Federal (DPF) subir em junho. Segundo números divulgados nesta 6ª feira, 27.07, pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 5,702 trilhões em maio para R$ 5,846 trilhões no mês passado, alta de 2,51% [+R$ 144 Bilhões].
 
O Tesouro prevê que a DPF subirá nos próximos meses. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no fim de janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2022 entre R$ 6 trilhões e R$ 6,4 trilhões.
 
A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) Interna (DPMFi) subiu 2,18% [R$ 119 Bilhões], passando de R$ 5,476 Trilhões em maio para R$ 5,595 Trilhões em junho.
 
No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 67,33 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis prefixados (com juros fixos) e em papéis corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia).
 
Além da emissão líquida, houve a apropriação de R$ 52,09 bilhões em juros. Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a taxa Selic (juros básicos da economia) subindo desde agosto do ano passado, a apropriação de juros aumenta.
 
No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 71,33 bilhões em títulos da DPMFi. Com o baixo volume de vencimentos em junho, os resgates somaram apenas R$ 4 bilhões.
 
Dívida Pública Externa
 
A disparada do dólar em junho também contribuiu para aumentar o endividamento do governo. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 10,56%, passando de R$ 226,27 bilhões em maio para R$ 250,17 bilhões em junho. O principal fator foi a alta de 10,77% do dólar no mês passado.
 
Custo Médio da Dívida: 12,03% ao ano
 
Os juros altos começam a ter impacto na dívida pública. O custo médio de emissão – quanto o Tesouro paga para botar os títulos no mercado – atingiu 12,03% ao ano em junho. Esse é o maior nível desde maio de 2017. Custos mais altos indicam maior desconfiança dos investidores para comprarem títulos do Tesouro.
 
Colchão de R$ 1,1 Trilhão
 
Pelo segundo mês seguido, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 1,108 trilhão em maio para R$ 1,221 trilhão no mês passado, impulsionada pelo pagamento de R$ 26,7 bilhões em dividendos (distribuição de lucros) de estatais ao Tesouro Nacional.
 
Atualmente, o colchão cobre quase 1 ano de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,327 trilhão em títulos federais.
 
Composição
 
O baixo volume de vencimentos mudou pouco a composição da DPF. A proporção dos papéis corrigidos pelos juros básicos caiu levemente, de 36,80% para 36,69%. O PAF prevê que o indicador feche 2022 entre 38% e 42%. Esse tipo de papel voltou a atrair o interesse dos compradores por causa das recentes altas da Selic.
 
A fatia de títulos prefixados (com rendimento definido no momento da emissão) ficou estável passando de 27,21% para 27,23%. O PAF prevê que a parcela da Dívida Pública Federal corrigida por esse indicador terminará o ano entre 24% e 28%.
 
O Tesouro tem lançado menos papéis prefixados, por causa da turbulência no mercado financeiro nos últimos meses. Esses títulos têm demanda maior em momento de estabilidade econômica.
 
A fatia de títulos corrigidos pela inflação na DPF caiu, passando de 31,8% para 31,55%. O PAF prevê que os títulos vinculados à inflação encerrarão o ano entre 27% e 31%.
 
Composto por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa, o peso do câmbio na dívida pública passou de 4,18% para 4,53%. A dívida pública vinculada ao câmbio está dentro dos limites estabelecidos pelo PAF para o fim de 2022, entre 3% e 7%.
 
Detentores
 
As instituições financeiras seguem como principais detentoras da Dívida Pública Federal interna, com 30,1% de participação no estoque. Os fundos de investimento, com 23,6%, e os fundos de pensão, com 23,2%, aparecem em seguida na lista de detentores da dívida.
 
Por causa da instabilidade no mercado financeiro internacional, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu de 9,1% em maio para 8,9% em junho, num mês marcado pela turbulência nos mercados externos. Esse é o menor nível desde dezembro de 2009. Os demais grupos somam 15% de participação, segundo os dados apurados no mês.
 
Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).
 
 
NOTA DA REDAÇÃO JF
 
A Dívida Pública Federal sobiu R$ 144 Bilhões em um mês, junho/2022 É inegável que esse fato escancara a fragilidade do argumento da elite vagabunda brasileira e de toda corja privatista, predominante no mercado financeiro, que têm defendido e justificado a necessidade de privatização com o falso argumento de que suas receitas seriam destinadas ao pagamento da dívida pública.
 
A esse nível de evolução da Dívida Pública Federal, jamais haverá no País patrimônio público suficiente para a ação entre amigos que é o processo de privatização, que teve, a título de exemplo, o desplante de vender Itaipú por apenas R$ 100 bilhões, a usina hidrelétrica orgulho da engenharia nacional, que produz a maior quantidade de eletricidade dentre as hidrelétricas do planeta.
 
Apenas em um mês a Dívida Pública Federal aumentou o equivalente a 140% do valor de Itaipú, segundo avaliação pelo Ministério da Fazenda, sob a inacreditável, absurda, reprovável  e inaceitável chancela do TCU Tribunal de Contas da União.
 
Ora, a dívida pública alcançou o montante de R$ 5,84 Trilhões, cresceu R$ 144 Bilhões em apenas um mês, sem qualquer limitação legal, e é remunerada à taxa média de 12,03% ao ano em juros, o maior nivel de remuneração dos últimos 5 anos.
 
Essa taxa de juros é puxada despudoradamente pelo BC Autônomo, o algoz do Tesouro Nacional e do Estado Brasileiro, ao estabelecer a taxa Selic, que indexa boa parte dos títulos da dívida pública, e perpetra o mais cruel e nefasto mecanismo de transferência de renda para a parcela mais rica da população brasileira, a 'Bolsa Trilhardário'.
 
Espera-se que um novo governo tenha lucidez, determinação e força popular bastante para dar um fim a essa ciranda, essa última imprescindível para agir de modo independente dos interesses exclusivistas da classe rentista e das lideranças empresariais representadas pela Febraban, categorias sociais beneficiárias do modelo concentrador de renda e antidemocrático vigente.


Fonte: AGENCIA BRASIL. Subtítulo da Redação JF





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