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Editorial

15 de Junho de 2013 as 02:06:12



EDITORIAL - Proposta de Postura Política para a Grande Feira de Franchising de São Paulo. por Wilson R Correa



EDITORIAL

Proposta de Postura Política para a Grande Feira de Franchising de São Paulo

por Wilson  R Correa

 

O Banco Central do Brasil vem de anunciar o percentual de 0,84% como indicador do crescimento econômico do País ocorrido no mês de abril.  Não se trata de pouca coisa; todavia, o indicador foi recebido com intensa vaia pela torcida dos Homens de Preto MIBs do mercado financeiro.

 

Em apoio a esses seus grandes patrocinadores, a grande mídia, acossada pela intensa queda das receitas de publicidade e pelas demissões em massa de jornalistas, pautou-se na demonstração da tese de baixa confiabilidade do Banco Central e de seus indicadores de crescimento econômico. Sua ideia é alimentar a impressão, sem qualquer fundamento, de desgoverno, de incompetência na gestão e de ausência de qualquer projeto para o País.

 

Comentaristas de economia da TV e do radio seguiram a estratégia do mercado financeiro de desqualificar as autoridades econômicas do País que, no passado recente, ousaram rebaixar os juros e conter a sanha especulativa do setor improdutivo da economia.

 

Depois de tantos meses decorridos daquele feliz momento, levantam as cabeças os MIBs do mercado financeiro e articulam estratégia que possa conduzir ao poder a dupla Aécio Neves & Eduardo Campos. Conforme noticiado pela imprensa escrita, o primeiro já realizou seu périplo pelas diretorias dos grandes bancos. O segundo não ficou atrás ao declarar recentemente que a subida dos juros não seria nenhuma catástrofe. Isto é, para viabilizarem suas candidaturas, ambos sinalizaram competentemente ao mercado financeiro sua proposta de harmonização da gestão presidencial com os interesses da banca.

 

Também o empresariado do setor produtivo avalia a oportunidade de trocar de bandeira, considerando oportuna a candidatura daquela dupla. Nessa onda, Abílio Diniz – que já foi componente do Conselho de Segurança Nacional à época dos militares no poder – manifestou seu descontentamento com a situação presente, esquecendo o recente apoio pessoal que obteve da presidenta da República, quando esteve em Brasília para galgar a presidência da BR Foods.

 

Não apresenta sustentação a tese de baixa credibilidade do Banco Central na antevisão de movimentos da economia. Três eventos demonstram a capacitação técnica e a correção das análises desse novo Banco Central em que os MIBs, pela graça de Deus, não têm assento na Diretoria:

 

1º)  no início do recente ciclo de baixa da SELIC, em que o Banco Central foi refutado em verso e prosa pela FEBRABAN e pelos jornalistas econômicos que repercutem a perspectiva dos bancos. A alegação da Federação dos Bancos era de que a crise europeia não teria dimensão expressiva o suficiente para justificar a deflagração da queda de juros pelo Banco Central; grande equívoco;

 

2º)  a FEBRABAN e seus jornalistas econômicos desancaram o ministro Guido Mantega quando instituiu IOF sobre operações especulativas com moedas estrangeiras e notadamente sobre o mercado de câmbio futuro (swap), alegando pretensa inoquidade da medida para o controle do movimento de desvalorização do dólar e valorização artificial do Real; grande equívoco;

 

3º)  na recente retomada da curva ascendente dos juros SELIC, o mercado financeiro não acompanhou adequadamente os passos das autoridades monetárias dos EUA. Analistas avaliaram erroneamente que o Banco Central do Brasil subira a SELIC exageradamente em 0,5% por ânsia de expressão de poder e liberdade em relação à Presidência da República. 

 

Segundo eles, ao ser elevada a SELIC em 0,5% estaria imperando uma pretensa psicologia dos técnicos do Banco Central, ao invés da avaliação técnico-econômica. Em um artigo, o economista Luis Carlos Mendonça de Barros revelou conhecer a psicologia dos técnicos de Brasília e associou a decisão do COPOM a um certo mecanismo de autoafirmação institucional do Banco Central. 

 

Poucos dias se passaram e a presidência da FED  (banco central dos EUA) sinalizou que retomaria um ciclo ascendente dos juros. Caso o Banco Central do Brasil não tivesse antes elevado a SELIC em 0,5%, teria de fazê-lo após a decisão do FED.

 

Esses fatos materializaram a capacidade do Banco Central de antever movimentos da economia, mas também a incapacidade de seus críticos de fazê-lo. Nos três casos foram erradas as leituras da economia realizadas pelos MIBs do mercado financeiro e foram corretas as avaliações feitas pelos técnicos do Banco Central e Autoridades Econômicas.

 

Revela-se, assim, que a leitura da economia pelos MIBs não é tecnico-econômica. Ao contrário, é eivada de ingerências de interesses de classe do mundo das finanças e distante dos interesses da ampla maioria da cidadania. No caso da elevação do indicador do Banco Central para o PIB, em abril,  suas avaliações sobre o crescimento da economia brasileira foram obnubiladas por interesse em desqualificar e imobilizar o Governo, a serviço da candidatura Aécio & Eduardo Campos. 

 

A leitura caótica da economia do País é sua estratégia, quando, na realidade, as condições materiais são outras: a inflação está sob controle, foi contido o movimento especulativo do dolar criado pelo FED e o setor produtivo já inicia novo ciclo expansionista, em resposta às medidas governamentais tomadas desde o 2º semestre/2012, esperando, ainda, que a nova cotação do dólar terá efeito positivo sobre o déficit das contas externas.

 

Desse modo, é imperativa, nesse exato momento,  para a sustentação do mercado de franquias e de todo o comércio de varejo, a manutenção de níveis baixos da SELIC e da inflação, bem como a contenção do movimento especulativo com a moeda estrangeira.

 

A direção do JORNAL FRANQUIA e da MP CONSULTORIA entende que a pujança apresentada pelo mercado brasileiro de franchising apoia-se, com grande ênfase, no modelo econômico forjado nos últimos dez anos, de estruturação de uma economia de consumo de massas e de valorização do mercado interno.

 

Deve ser sopesada a busca da neutralização do Governo Federal e o desmantelamento dessa política, engendrados pelas disputas eleitorais, pois constituem enorme desperdício de oportunidades de fortalecimento do franchising e de uma economia lastreada no empreendedorismo, na geração de empregos e no resgate do desenvolvimento do País.



Fonte: Wilson R Correa, da Redação do Jornal Franquia

 
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