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Defesa e Indústria Militar

05 de Dezembro de 2014 as 14:12:43



INDÚSTRIA - Brasil desenvolve sistema antiaéreo de defesa em parceria com europeus



Brasil desenvolve concorrente do sistema antiaéreo Pantsir-S1
 
Empresa brasileira irá, juntamente com o conglomerado europeu MBDA, desenvolver um sistema de defesa antiaéreo de média altura próprio. 
 
 
A empresa brasileira Avibrás e o principal fabricante europeu de mísseis, MBDA, anunciaram em meados de novembro a decisão de desenvolver em conjunto um sistema de mísseis antiaéreos de média altura. Segundo a revista “Jane’s Defense Weekly”, a decisão poderia influenciar a decisão do governo brasileiro de comprar os sistemas de defesa antiaéreo russo Pantsir-S1.
 
Embora os detalhes do projeto AV-MMA (Avibras Medium Altitude Missile) ainda não tenham sido divulgados, sabe-se que a base do sistema será a família de mísseis modulares antiaéreos CAMM.
 
Índice de Nacionalizaçãdo de 70%
 
A ideia é desenvolver uma versão específica adaptada às condições climáticas do Brasil, com ampla utilização de componentes e tecnologias de propriedade da Avibrás (por volta de 70%, segundo fontes internas).
 
Especula-se que o módulo de combate poderá ser implantado sobre um caminhão militar Rheinmetall MAN, de design alemão, ou sobre a plataforma TATRA, a qual já é a base da nova geração brasileira de lançadores de mísseis e foguetes, Astros 2020.  Segundo a “Jane’s”, o projeto da Avibrás será capaz de concorrer com os sistemas consagrados já em operação de média e baixa altura.
 
 
“O surgimento de um concorrente direto do sistema russo, no mesmo nicho de utilização, tem o potencial de alterar a decisão de compra do Pantsir”,
 
aponta a revista. Atualmente, Brasil e Rússia mantêm negociações sobre a compra de três baterias do sistema antiaéreo Pantsir-S1 (12 a 18 lançadores) e, de acordo com o chefe do Estado-Maior do Exército brasileiro, general De Nardi, as conversações incluem transferência de tecnologia para a produção do Pantsir no Brasil.
 
O vice-diretor do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias, Konstantin Makienko, confirma que a  Rússia está pronta para transferir tecnologia de armamentos inteligentes ao Brasil.
 
“No entanto, o País tem preferência por tecnologia ocidental. Além disso, o Brasil tem um PIB quase que equivalente ao da Rússia, o que os tornam concorrentes geopolíticos globais. Isso cria de certa forma problemas para o aprofundamento da cooperação técnico-militar entre os países”,
 
afirma Makienko.
 
 
A assinatura do contrato para fornecimento do sistema antiaéreo Pantsir-S1 estava planejada para outubro de 2014, mas não há previsão ainda de quando o acordo será fechado.
 
“Apesar de haver um contrato com as intenções de compra do sistema russo, o risco do fracasso das negociações é sempre iminente.”
 
A família de mísseis modulares CAMM foi desenvolvida primeiramente para a Marinha da Inglaterra. A MBDA tenta desde então vender o sistema não apenas para utilização marítima, mas também em plataformas terrestres.
 
“O sistema será colocado em serviço ativo no Reino Unido a partir de 2015-2016, mas a exportação dele é considerada essencial para os fabricantes originais. O anúncio do desenvolvimento conjunto de um novo sistema antiaéreo deve estar preparando terreno para a introdução do míssil no mercado externo”,
 
diz o editor-chefe do jornal de defesa “Vestnik PVO”, Said Aminov.
 
Segundo ele, o sistema russo Pantsir, que é utilizado não só pela Rússia, mas também por países como Argélia, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Síria, não possui análogos no mundo: sob um único chassi blindado, o módulo de combate é composto por dois tipos de armamentos – canhões e mísseis que se complementam no tiro contra alvos aéreos e terrestres distantes até 20 km a uma altitude de 15 km.
 
“Há uma grande probabilidade das Forças Armadas brasileiras adquirirem o Pantsir, mas não excluo a possibilidade de no futuro o Brasil ter dois sistemas de defesa antiaérea para diversificar os fornecedores de armamentos.”
 
De um modo geral, o desenvolvimento de um sistema nacional próprio também tende a ser caro e demorado.
 
“O desenvolvimento de um sistema como anunciado exigiria o investimento de 1,5 a 2 bilhões de dólares em um período de pelo menos 5 anos. Analisando a conjuntura atual, não parece a melhor escolha para o Brasil”,
 
diz Makienko, do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias.
 
 
 
 
 
 
 


Fonte: Gazeta Russa





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