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Investimentos

28 de Julho de 2017 as 01:07:34



INVESTIMENTOS - AMBEV Resultado no 2º semestre/2017: Outperform


AMBEV - Resultado no 2º semestre de 2017
 
Margem ainda pressionada, mas com perspectiva de melhora   
 
 
Ambev reportou resultados mistos no 2T17.
 
Os volumes foram impactados pelo ambiente macroeconômico desfavorável no Brasil, como esperado, enquanto os custos continuaram sendo afetados pelas pressões inflacionárias e variação cambial no Brasil e na Argentina, afetando as margens do consolidado.
 
Do lado positivo, a unidade de cerveja no Brasil superou a performance da indústria pelo segundo trimestre consecutivo, enquanto o aumento de volumes observado no 1T17 nas unidades internacionais permaneceu, reafirmando uma possível tendência de reversão, em nossa visão, e parcialmente compensando o impacto negativo decorrente do Brasil.
 
Portanto, o EBITDA ficou em R$ 3,9 bilhões (-6% a/a), em linha com nossas estimativas e 2,6% abaixo do consenso, enquanto a margem EBITDA caiu para 38,4% de 40,5% no 2T16.
 
Acreditamos que os riscos inflacionários e cambiais, que impactaram fortemente os números da empresa até o momento, podem reduzir nos próximos trimestres, especialmente no Brasil.
 
Como resultado, e considerando as iniciativas da empresa para reduzir custos e aumentar os ganhos de eficiência, esperamos uma recuperação de margens moderada ao longo do 2S17.
 
Dito isto, reiteramos nossa recomendação de Outperform.
 
 
Brasil: ainda negativo.
 
A Cerveja Brasil mostrou outro resultado fraco no 2T17, conforme esperado. A menor renda disponível ainda afetou a indústria e impactou negativamente os volumes.
 
Nesse sentido, embora o setor tenha diminuído 2,7% a/a no período, os volumes da empresa caíram menos, 1,3% a/a no 2T17, mostrando que a empresa tem sido bem-sucedida em sua estratégia comercial.
 
Além disso, um mix negativo, a variação cambial e a inflação também contribuíram para uma queda de 13% a/a no EBITDA, que caiu para R$ 1,8 bilhão, enquanto a margem EBITDA atingiu 40,8% (-460 pontos-base a/a). A unidade RefrigeNanc também foi fortemente impactada pelo ambiente fraco para o consumo.
 
No entanto, nesta unidade, a Ambev não conseguiu recuperar volumes tendo em vista que o mercado continuou em uma tendência descendente, devido a um efeito de substituição para marcas mais baratas e sucos em pó.
 
Assim, o volume da unidade diminuiu 14% a/a, induzindo o EBITDA para uma queda de 33% a/a, enquanto a margem EBITDA diminuiu 106 pontos-base, atingindo 29,7%.
 
 
Desempenho operacional internacional.
 
Apesar de custos ainda pressionados devido à inflação e câmbio mais fraco na Argentina, destacamos como positivo crescimento de volumes em LAS que levou a unidade a atingir um EBITDA de R$ 807 milhões (+ 21% a/a) e uma margem EBITDA de 38,7% contra 36,7% no 2T16.
 
No mesmo caminho positivo, CAC mostrou resultados robustos. O aumento do volume (+ 26% a/a), juntamente com menores custos e despesas, levou a unidade a apresentar um aumento significativo de 30% a/a no EBITDA, atingindo R$ 432 milhões (+22% a/a), enquanto a margem EBITDA ficou em 38,3% (+220 pontos-base a/a).
 
Na mesma linha de desempenho sólido, semelhante as unidades internacionais, o Canadá apresentou o melhor trimestre em relação à participação de mercado em 19 anos, de acordo com a empresa, e continuou sua tendência ascendente, com margem EBITDA, em 35,7% (+80 pontos-base a/a).
 
 
Confira no anexo a íntegra  do relatório de análise do resultado apresentado pela AMBEV no 2º trimestre/2017, preparado por LUCIANA CARVALHO, Analista Sênior, da equipe do BB Investimento
 

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: BB Investimentos





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