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Investimentos

05 de Julho de 2018 as 09:27:45



INVESTIMENTOS - O Mercado na 4ª feira: Ibovespa encerrou aos 74.743 pts (+1,46%) Dólar sobe a R$ 3,913



Diário de Mercado na 4ª fe04.07.2018
 
Baixa liquidez com feriado norte-americano não inibe alta do Ibovespa, mas ofusca sinalização dos juros futuros DI
 
Resumo.
 
Em um dia influenciado pelo feriado da independência dos EUA, os mercados domésticos operaram com baixa liquidez e ausência de referenciais importantes.
 
No entanto, o Ibovespa se elevou em 1,46%, completando um ciclo de 5 pregões de alta, com apoio em padrões gráficos altistas, repercutindo uma decisão do TCU que destrava a cessão onerosa.
 
Por outro lado, a baixa liquidez do DI Futuro prejudicou a sinalização de tendência, com recuo dos juros longos, ao passo que o câmbio prosseguiu em tendência de alta, sem atuação do Banco Central em novos contratos de swap, apenas com rolagens.
 
Ibovespa.
 
Até o meio da tarde, o índice alternou altas e baixas sem definição de tendência, mas, a partir das 15h, rompeu a resistência intradiária, fechando o pregão acima da máxima do dia anterior.
 
A valorização foi motivada principalmente pelos segmentos de utilities, imobiliário e energia elétrica, após a notícia de que o TCU Tribunal de Contas da União destravou o leilão da sessão onerosa, adiando a nova regra para 2019 (segundo a qual, o Tribunal passará a dispor de 150 dias para análise). Petrobras (PETR4) e Eletrobras (ELET3) subiram, respectivamente, 5,43% e 17,99%.
 
O Ibovespa encerrou aos 74.743 pts (+1,46%), acumulando avanço de 2,72% no mês, queda de 2,17% no ano e alta de 18,21% em 12 meses. O volume financeiro preliminar da Bovespa foi de R$ 5,62 bilhões, sendo R$ 5,19 bilhões no mercado à vista.
 
Câmbio e CDS.
 
O dólar comercial (interbancário) abriu em alta e, após breves correções, fechou perto da máxima do dia. A moeda perdeu força entre as divisas do G10, mas valorizou-se frente a emergentes, como Brasil, Rússia, Índia e Argentina.
 
O dólar fechou cotado a R$ 3,9130 (+0,41%), acumulando alta de 0,93% em julho, 18,04% no ano e de 18,29% em 12 meses. O comportamento da moeda testa a resistência gráfica, ao oscilar em torno de R$ 3,92, mas acumula força de alta, em linha com a tendência primária altista. Próximo suporte em R$ 3,87 e resistência em R$ 3,97.
 
 
Risco País
 
O risco medido pelo CDS Brasil 5 anos oscilou marginalmente em torno de 266 pontos, mas o perfil gráfico ainda configura tendência de alta.
 
 
Juros.
 
Com volume acentuadamente reduzido, os juros se elevaram nos vencimentos curtos e recuaram nos demais, a partir de abr/2022. O movimento acompanhou ajustes de mercado, que ainda se seguem à forte zeragem ocorrida na semana passada, mas a baixa liquidez prejudica a sinalização de tendência (o número de negócios de hoje corresponde a cerca de 60% da média dos últimos dias).
 
 
Agenda.
 
Nesta data ocorreu a divulgação da Produção Industrial Mensal (PIM-Mensal) de maio, que carregava grande expectativa por conta dos impactos da greve dos caminhoneiros. Mesmo que o dado tenha vindo melhor que a expectiva, -10,9% contra estimados -13,9% (mês contra mês), foi a segunda pior queda mensal registrada desde que a serie atual foi iniciada. Na visão por categorias os piores números vieram da categoria de duráveis com -27,4% e bens de capital -18,3%. Na medida ano contra ano a queda foi ide -6,6%.
 
 
Para a semana.
 
Atenções voltadas os dados do emprego nos EUA (payroll), na sexta-feira; publicação da Ata do Fomc na quarta-feira; e divulgação do IPCA de junho na 6ª feira. 
 
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do comportamento do mercado na 4ª feiram 04.07.2018, elaborado por JOSÉ ROBERTO DOS ANJOS, CNPI-P, e RENATO ODO,  CNPI-P, ambos integrantes da equipe do BB Investimentos.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: JOSÉ ROBERTO DOS ANJOS, CNPI-P, e RENATO ODO, CNPI-P, ambos integrantes da equipe do BB Investimentos.





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