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Investimentos

Domingo, Dia 09 de Fevereiro de 2020 as 02:02:41



KLABIN - Resultados no 4º trimestre/2019: Positivos



KLABIN - Resultados no 4º trimestre/2019
 
Boas perspectivas à frente; positivo.
 
Em 06.02.2020, a Klabin divulgou seus resultados do 4T19 e 2019, os quais vieram acima das nossas expectativas, trazendo boas perspectivas à frente.
 
Estávamos esperando crescimento negativo no EBITDA t/t (ex-efeito do ICMS), devido à contínua queda nos preços de kraftliner e celulose nos mercados internacionais; entretanto, a evolução em volumes apresentada pela companhia, não apenas no segmento de celulose, onde vimos um trimestre recorde, mas, também, em outros negócios, mais do que compensaram a queda de preços. Consequentemente, o EBITDA no trimestre somou R$ 965 mm, contra nossas expectativas de R$ 892 mm.
 
Como mencionamos em nosso relatório de Revisão de Setor, dados recentes para o segmento mostram um 2020 começando menos pessimista que o esperado em termos de demanda e, surpreendentemente, de preços de celulose. 
 
Adicionalmente, o segmento de papel tem apresentado sinais de melhora, especialmente no mercado doméstico. 
 
O consumo de caixas de P.O. parece ter alcançado um ponto de inflexão no último trimestre do ano e uma recuperação pode estar por vir. Os preços de kraftliner continuam a cair, embora em menor intensidade. Com isso, mantemos nossa visão positiva no nome, sustentando nosso preço-alvo 2020e em R$ 25,00/ação para KLBN11, com o rating em Outperfom.
 
Resultados consolidados.
 
O volume de vendas veio 7,2% maior que nossas estimativas (+15% t/t e +7,5% a/a), em 972 kton, com destaque para o negócio de celulose, após o retorno da parada para manutenção em Puma no 3T19, e o movimento positivo no segmento de cartão, repetindo o comportamento observado ao longo do ano.
 
As receitas totais somaram R$ 2.704 mm, 3,2% maior que nossas projeções, alta de 9% t/t, embora 3% menor a/a, em razão de menores preços de celulose e kraftliner, porém, parcialmente compensados por maiores volumes de celulose e papel no trimestre. Com relação a CPV, estes somaram R$ 1.948 mm, 9% maior que nossas estimativas (+6,5% t/t e +13% a/a). Assim, a margem bruta reduziu 31% no trimestre, contra 40% no 3T19 e 52% no 4T18. 
 
As despesas com vendas somaram R$ 281 mm, 18% maior t/t, em razão do término antecipado do contrato com a Fibria/Suzano e os maiores volumes vendidos no período.
 
O EBITDA, como mencionado, veio 8,2% acima das estimativas do BB-BI, em R$ 965 mm, 31% menor t/t, onde houve o efeito do ICMS e 15% menor a/a. Já para o ano, o EBITDA somou R$ 4.322 mm, avançando 7,4% a/a; entretanto, ao excluir o efeito do ICMS dos resultados, deveríamos ter visto uma queda de 8%, comparado a 2018.
 
Desempenho de celulose: maiores volumes vendidos compensam queda de preços.
 
A produção em Puma somou 413 kton, 19% maior t/t e 1% menor a/a. As vendas totalizaram 435 kton, um recorde trimestral, após o retorno da planta Puma, o que ajudou a melhorar os resultados mesmo com o efeito negativo advindo dos menores preços de celulose. 
 
Assim, as receitas somaram R$ 893 mm, avançando 23% t/t, embora 19% menor a/a. Já para 2019, as receitas totalizaram R$ 3.496 mm, uma contração de 5% quando comparado a 2018, espelhando a forte queda nos preços de celulose observada ao longo do ano. Já para custo caixa, este ficou em R$ 687/t no trimestre, melhorando t/t mesmo desconsiderando o efeito da parada para manutenção.
 
Como esperado, houve impacto negativo de maiores custos de madeira devido a maior participação de madeiras de terceiros e maior raio. Por outro lado, uma maior geração de energia e menores custos de químicos contribuíram para os resultados da operação. 
 
Desempenho de papel: papel cartão e embalagem impulsionam os resultados.
 
Durante o trimestre, vimos os preços de kraftliner ainda em queda, embora uma desaceleração tenha sido observada nesta tendência de queda. As vendas no mercado doméstico melhoraram, especialmente para produtos de embalagem e dados recentes induzem a uma provável recuperação do setor em 2020. 
 
Durante o trimestre, os volumes vendidos somaram 492 kton, estável t/t e alta de 1,8% a/a. Os embarques de kraftliner somaram 101 kton, 7% acima do 3T19 e 8% maior a/a. No ano, as vendas somaram 389 kton, +11% ante 2018. Já para papel cartão, os volumes avançaram novamente no trimestre, em +6% t/t e +17% a/a, para 193 kton, como resultado da estratégia da companhia de expandir geograficamente e por meio de novos produtos.
 
No segmento de embalagens, os volumes vendidos ficaram estáveis t/t, embora tenham avançado 3% a/a, para 198 kton. Na comparação anual, as vendas de 2019 somaram 766 kton, mesmo volumes observados em 2018. Contudo, é importante mencionado a forte evolução no 4T19 no mercado doméstico, onde houve evolução de 4,5% nas vendas, de acordo com a ABPO, o que corrobora nossas melhores perspectivas para 2020. 
 
Endividamento e Resultado líquido. 
 
A dívida bruta chegou a R$ 24.085 mm, 12% menor que o trimestre anterior, em razão do pagamento antecipado do empréstimo do BNDES para Puma I, no valor de R$ 2,5 bi. Durante o período, houve também a contratação de um Revolving Credit Facility, no valor de US$ 500 mm, com o custo de LIBOR + 1,35% a.a. 
 
Além disso, após o processo de Liability Management no período, o prazo médio da dívida caiu para 91 meses (de 96m no 3T19), ao passo que o custo médio reduziu para 6,1% de 6,9% em reais e para 5,0% de 5,4% em outras moedas. 
 
A dívida líquida, assim, ficou em R$ R$ 14.355 mm, 5% abaixo do trimestre anterior, enquanto a DL/EBITDA caiu para 3,3x (-0,1xt/t). O FCL da companhia somou negativos R$ 178 mm no trimestre; entretanto, se excluirmos os investimentos em Puma II, este ficou em R$ 376 mm. Em 2019, o FCL somou R$ 226 mm, desconsiderando os R$ 1.045 mm investidos no Puma II.
 
As despesas financeiras somaram R$ 171 mm, enquanto as receitas financeiras ficaram em R$ 142 mm. A variação cambial teve efeito positivo no trimestre de R$ 404 mm. No fim, o resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 375 mm, enquanto o lucro líquido fechou em R$ 631 mm, ante R$ 207 mm observado no trimestre anterior.
 
Confira no anexo a integra do estudo preparado por Gabriela E Cortez, integrante do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GABRIELA E. CORTEZ, integrante do BB Investimentos





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