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Economia

06 de Julho de 2018 as 01:07:01



BOEING leva 80% da EMBRAER por US$ 3,8 BI pagos aos acionistas



Acordo prevê um outra joint-ventures voltada à aviação militar da Embraer
e Governo só vai avaliar o negócio depois das eleições de outubro para a questão escapar do debate eleitoral 
 
 
A Embraer e a Boeing anunciaram nesta 5ª feira, 05.07, que vão formar uma joint venture que vai abarcar todos os negócios e serviços de aviação comercial da empresa brasileira.
 
A companhia norte-americana vai pagar US$ 3,8 bilhões para ter 80% de controle da nova operação, estimada em um valor total de US$ 4,7 bilhões. A fabricante brasileira terá 20% da parceria.
 
A expectativa é que a transação seja concluída em um prazo de 12 a 18 meses, sendo finalizada até o final de 2019. As empresas precisam acertar os detalhes operacionais e financeiros do negócio, que deve ainda passar por aprovação dos acionistas e dos órgãos reguladores.
 
 
Desfecho após eleições
 
O governo federal decidiu que só vai analisar o negócio após outubro, quando já estiver definido o novo presidente da República.
 
Entre outras questões, a  precaução visa evitar que a parceria Embraer-Boeing seja motivo de polêmica durante a campanha eleitoral.
 
 
Sinal Verde
 
A União, que esta semana deu o sinal verde para que as duas empresas divulgassem o comunicado de fato relevante, é quem dá a palavra final sobre o negócio porque manteve em seu poder, com o processo da privatização da Embraer em 1994, a chamada golden share (ação de ouro).
 
 
Boeing: Gestao e Controle Operacional
 
Com a parceria concretizada, a joint venture de aviação comercial será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil. A Boeing terá, no entanto, o controle operacional e gestão da nova empresa.
 
A partir da fusão das operações das duas companhias na linha comercial, poderão ser oferecidas ao mercado aeronaves de passageiros com capacidade de 70 a mais de 450 assentos.
 
 
Mais Outra Joint Venture para Defesa
 
O acordo prevê ainda a criação de uma outra joint venture voltada para o mercado de defesa. Terá destaque nessa linha o avião KC-390, modelo para transporte de carga e uso militar desenvolvido pela Embraer.
 
A área da aviação executiva não foi mencionada e deve continuar sendo desenvolvida exclusivamente pela empresa brasileira, como já havia sido sinalizado em um comunicado ao mercado divulgado em abril.
 
 
As negociações
 
Desde o ano passado, as duas empresas negociavam os termos de uma possível fusão das duas companhias. O governo brasileiro havia, entretanto, rechaçado a possibilidade da Embraer ser adquirida pela companhia norte-americana devido à importância estratégica da empresa.
 
A fabricante nacional é responsável por desenvolver duas linhas de aviões de caça, além de participar na transferência de tecnologia relacionada ao satélite estacionário brasileiro. Essas áreas são consideradas de grande relevância para a soberania do País.
 
 
Confira a seguir a íntegra do texto divulgado por ambas as companhias em que comunicam ao mercado o acordo estabelecido.
 
 
CHICAGO & SÃO PAULO, 5 de julho de 2018 – A Boeing (NYSE: BA) e a Embraer (B3: EMBR3, NYSE: ERJ) anunciaram que assinaram um Memorando de Entendimento para estabelecer uma parceria estratégica que possa impulsionar seu crescimento no mercado aeroespacial global.
 
O acordo não-vinculante propõe a formação de uma joint venture que contempla os negócios e serviços de aviação comercial da Embraer, estrategicamente alinhada com as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte da Boeing. Nos termos do acordo, a Boeing deterá 80% da propriedade da joint venture e a Embraer, os 20% restantes. 
 
"Ao formarmos essa parceria estratégica, estaremos muito bem preparados para gerar valor significativo para os clientes, empregados e acionistas de ambas as empresas - e para o Brasil e os Estados Unidos",
 
disse Dennis Muilenburg, presidente, chairman e CEO da Boeing.
 
"Esta importante parceria está claramente alinhada à estratégia de longo prazo da Boeing de investir em crescimento orgânico e retorno de valor aos acionistas, complementada por acordos estratégicos que aprimoram e aceleram nossos planos de crescimento",
 
disse Muilenburg. 
 
“Esse acordo com a Boeing criará a mais importante parceria estratégica da indústria aeroespacial, fortalecendo ambas as empresas e sua posição de liderança do mercado mundial”,
 
disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer.
 
“A combinação de negócios com a Boeing deverá gerar um novo ciclo virtuoso para a indústria aeroespacial brasileira, com maior potencial de vendas, aumento de produção, geração de emprego e renda, investimentos e exportações, agregando maior valor para clientes, acionistas e empregados”.
 
A transação avalia 100 por cento das operações e serviços de aviação comercial da Embraer em 4,75 bilhões de dólares e contempla o pagamento por parte da Boeing do valor de 3,8 bilhões de dólares pelos 80 por cento de propriedade na joint venture.  A expectativa é que a parceria proposta seja contabilizada nos resultados da Boeing por ação, no início de 2020, e gere sinergia anual de custos estimada de cerca de 150 milhões de dólares – antes de impostos – até o terceiro ano.
 
A parceria estratégica reunirá mais de 150 anos de liderança combinada no setor aeroespacial e potencializará as linhas de produtos comerciais altamente complementares das duas empresas. A parceria é a evolução natural de um extenso histórico de colaboração entre Boeing e Embraer que remonta há mais de 20 anos.
 
Uma vez consumada a transação, a joint venture na aviação comercial será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil, incluindo um presidente e CEO. A Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente a Muilenburg. 
 
A joint venture se tornará um dos centros de excelência da Boeing para o desenvolvimento de projetos, a fabricação e manutenção de aeronaves comerciais de passageiros e será totalmente integrada à cadeia geral de produção e fornecimento da Boeing. 
 
A Boeing e a joint venture estarão aptas a oferecer uma linha abrangente e complementar de aeronaves de passageiros de 70 a mais de 450 assentos, além de aviões de carga, oferecendo produtos e serviços do mais alto nível para melhor atender uma base global de clientes.
 
Além disso, as empresas também irão criar outra joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, em especial o avião multimissão KC-390, a partir de oportunidades identificadas em conjunto.
 
“Os investimentos conjuntos na comercialização global do KC-390, assim como uma série de acordos específicos nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento e cadeia de suprimentos, ampliarão os benefícios mútuos e aumentarão ainda mais a competitividade da Boeing e da Embraer”,
 
disse Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer.
 
A finalização dos detalhes financeiros e operacionais da parceria estratégica e a negociação dos acordos definitivos da transação devem continuar nos próximos meses. Uma vez executados estes acordos definitivos de transação, a parceria estará, então, sujeita a aprovações regulatórias e de acionistas, incluindo a aprovação do governo brasileiro, bem como outras condições habituais pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo.  Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a transação seja fechada até o final de 2019, ou seja, entre 12 a 18 meses após a execução dos acordos definitivos.
 
“Esta parceria estratégica é a evolução natural de um longo histórico de colaboração entre a Boeing e a Embraer em uma série de iniciativas no setor aeroespacial há quase três décadas”,
 
afirmou Greg Smith, vice-presidente executivo Financeiro e vice-presidente de Estratégia e Desempenho da Boeing.
 
“Ela está alinhada com a estratégia da Boeing de buscar oportunidades estratégicas de investimento que demonstrem valor real e acelerar nossos planos de crescimento orgânico. Esta parceria irá fortalecer as capacidades verticais da Boeing e aumentar o valor gerado para nossos clientes durante todo o ciclo de vida de produtos e serviços de ponta da indústria”.
 
A Boeing e a Embraer se beneficiarão de uma escala, recursos e presença mais amplos, incluindo uma cadeia global de fornecedores, vendas, marketing e serviços, que lhes permitirá obter benefícios com eficiências de alto nível em toda a organização. Além disso, a parceria estratégica permitirá compartilhar as melhores práticas de fabricação e desenvolvimento de aeronaves.
 
A transação não terá impacto nas projeções financeiras da Boeing e da Embraer para 2018, bem como na estratégia de implantação de capital e no compromisso da Boeing de retornar cerca de 100 por cento do fluxo de caixa livre para os acionistas.
 
Informações prospectivas estão sujeitas a riscos e incertezas.
 
Certas declarações neste comunicado podem ser “prospectivas” dentro do significado da Lei de Reforma de Litígios de Títulos Privados de 1995, incluindo declarações relativas a benefícios e sinergias da joint venture, e perspectivas futuras de negócios, bem como qualquer outra declaração que não se refira diretamente a qualquer fato histórico ou atual.
 
As declarações prospectivas são baseadas em suposições atuais sobre eventos futuros que podem não ser precisos. Estas declarações não são garantias e estão sujeitas a riscos, incertezas e mudanças em circunstâncias difíceis de prever.
 
Muitos fatores podem fazer com que os resultados reais sejam concretamente diferentes das declarações prospectivas. Como resultado, essas declarações são válidas somente a partir da data em que forem feitas e nenhuma das partes assume a obrigação de atualizar ou revisar qualquer declaração prospectiva, exceto conforme exigido por lei.
 
Fatores específicos que podem fazer com que os resultados reais sejam concretamente diferentes dessas declarações prospectivas incluem o efeito das condições econômicas globais, a capacidade das partes de chegar a um acordo final sobre uma transação, consumar tal transação e obter sinergias antecipadas e outros fatores importantes divulgados anteriormente e periodicamente nos registros da The Boeing Company e/ou da Embraer junto à Securities and Exchange Commission.
 
Contatos para a imprensa:
 
Ana Paula Ferreira
Boeing América Latina 
Ana.p.ferreira@boeing.com
+55 114873 7593 | +55 11 98552-3806 
 
Valtecio Alencar
Embraer Global Corporate Communications 
valtecio.alencar@embraer.com.br 
+55 11 4873.7606 | 7600 | +55 11 97267.3471


Fonte: AGENCIA BRASIL e EMBRAER. Chamada de capa da Redação JF e subtítulos da REDAÇÃO JF





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