Home   |   Expediente   |   Publicidade   |   Cadastre-se   |   Fale Conosco             

Economia e Finanças

29 de Outubro de 2020 as 00:10:10



COPOM mantém juros básicos SELIC em 2% ao ano



Copom mantém juros básicos da economia em 2% ao ano
 
Apesar de alta da inflação, Selic permanece no menor nível da história
 
Em meio ao aumento da inflação de alimentos que começa a estender-se por outros setores, o BC Banco Central não mexeu nos juros básicos da economia. Por unanimidade, o COPOM Comitê de Política Monetária manteve a taxa Selic em 2% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.
 
Em nota, o Copom informou que, apesar da alta observada no preço dos alimentos e de itens industriais, o efeito sobre a inflação será temporário. O órgão, no entanto, aumentou a projeção para a inflação oficial em 2020, de 2,1% em setembro para 3,1% agora. Esse cenário supõe a manutenção dos juros básicos em 2% ao ano e dólar em torno de US$ 5,60.
 
Sobre as perspectivas econômicas, o comunicado ressaltou que o ressurgimento da pandemia de covid-19 em diversos países tem provocado a desaceleração da retomada em diversas economias. No cenário interno, o Copom informou que a recuperação segue desigual conforme os setores da economia e que a incerteza permanece acima da usual, sobretudo para o período de fim de ano, com a redução do auxílio emergencial.
 
Com a decisão desta 4ª feira, 28.10, a Selic está no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. Em julho de 2015, a taxa chegou a 14,25% ao ano. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até alcançar 2% ao ano em agosto deste ano.
 
Inflação
 
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos 12 meses terminados em setembro, o indicador fechou em 3,14%. Apesar de estar em aceleração por causa da alta dos alimentos, o IPCA continua abaixo do nível mínimo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.
 
Para 2020, o CMN fixou meta de inflação de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,5% neste ano nem ficar abaixo de 2,5%. A meta para 2021 foi fixada em 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.
 
No Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia o ano em 2,1% no cenário base. Esse cenário considera as estimativas de mercado.
 
A projeção, no entanto, ficou defasada diante do repique da inflação nos últimos meses. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 2,99%.
 
Crédito mais barato
 
A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava encolhimento de 5% para a economia neste ano. Essa foi a segunda projeção oficial do BC revisada após o início da pandemia de covid-19.
 
O mercado projeta contração um pouco menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem contração de 4,81% do Produto Interno Bruto em 2020.
 
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
 
 
Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.


Fonte: AGENCIA BRASIL.





Indique a um amigo     Imprimir     Comentar notícia

>> Últimos comentários

NOTÍCIAS DA FRANQUEADORA E EMPRESAS DO SEGMENTO


  Outras notícias.
PRODUÇÃO DE AÇO caiu 4,9% em 2020 18/01/2021
PRODUÇÃO DE AÇO caiu 4,9% em 2020
 
INDÚSTRIA desacelera em novembro/2020 18/01/2021
INDÚSTRIA desacelera em novembro/2020
 
DPVAT - CAIXA assume Gestão dos Recursos e Pagamentos do seguro 18/01/2021
DPVAT - CAIXA assume Gestão dos Recursos e Pagamentos do seguro
 
INSS Benefícios acima de 01 Salário Mínimo têm reajuste de 5,45% 13/01/2021
INSS Benefícios acima de 01 Salário Mínimo têm reajuste de 5,45%
 
IBGE Setor de Serviços tem o 6º mês de crescimento contínuo 13/01/2021
IBGE Setor de Serviços tem o 6º mês de crescimento contínuo
 
PLANOS DE SAÚDE Reajustes suspensos em 2020 serão cobrados em Janeiro 13/01/2021
PLANOS DE SAÚDE Reajustes suspensos em 2020 serão cobrados em Janeiro
 
SAFRA DE GRÃOS recorde em 2021, poderá atingir 260,5 milhões de ton 13/01/2021
SAFRA DE GRÃOS recorde em 2021, poderá atingir 260,5 milhões de ton
 
DÓLAR cai a R$ 5,323 (-3,29%) e IBOVESPA sobe a 123.998 pts (+0,6%) 12/01/2021
DÓLAR cai a R$ 5,323 (-3,29%) e IBOVESPA sobe a 123.998 pts (+0,6%)
 
DIEESE - Custo da Cesta Básica subiu de 17,8 a 32,89% em 12 meses, nas capitais dos estados 12/01/2021
DIEESE - Custo da Cesta Básica subiu de 17,8 a 32,89% em 12 meses, nas capitais dos estados
 
DÓLAR sobe a R$ 5,504, IBOVESPA cai 1,43% a 123.255 ptos 11/01/2021
DÓLAR sobe a R$ 5,504, IBOVESPA cai 1,43% a 123.255 ptos
 
Escolha do Editor
Curtas & Palpites