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Internacional

Sábado, Dia 04 de Janeiro de 2020 as 13:01:40



ITAMARATY toma partido dos EUA no assassinato do lider militar do IRÃ



Itamaraty manifesta apoio "à luta contra o flagelo do terrorismo"
 
A nota não comentou a morte do general iraniano Qassem Soleimani
 
O Ministério da Relações Exteriores disse na 6ª feira, 03.01, por meio de nota, que o governo brasileiro ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA no Iraque manifesta seu apoio "à luta contra o flagelo do terrorismo".
 
A nota diz ainda que o país está "pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento."
 
A nota do ministério foi divulgada um dia após a ação dos EUA que matou o principal general iraniano, Qassem Soleimani, em um ataque que teve como alvo o seu comboio, nas proximidades do Aeroporto de Bagdá, capital do Iraque. A ação foi ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
 
"Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo",
 
disse o Itamaraty.
 
Na nota, o ministério não fez comentários a respeito da morte do general iraniano, mas condenou o ataque à embaixada dos Estados Unidos em Bagdá.
 
"O Brasil condena igualmente os ataques à Embaixada dos EUA em Bagdá, ocorridos nos últimos dias, e apela ao respeito da Convenção de Viena e à integridade dos agentes diplomáticos norte-americanos reconhecidos pelo governo do Iraque presentes naquele país",
 
diz a nota.
 
Segundo o Itamaraty,  o terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio. O texto diz ainda que o Brasil não pode "permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul".
 
O Itamaraty diz ainda que o governo acompanha com atenção os desdobramentos da ação no Iraque, "inclusive seu impacto sobre os preços do petróleo, e apela uma vez mais para a unidade de todas as nações contra o terrorismo em todas as suas formas".
 
O ataque dos EUA ganhou visibilidade devido aos riscos da escalada do conflito entre as duas nações. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou preocupação com a situação e advogou pela redução do aprofundamento dos conflitos no Golfo.
 
“Este é um momento em que líderes devem exercitar sua cautela. O mundo não pode permitir uma nova guerra no Golfo”,
 
pontuou.
 
Diante da repercussão do episódio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscou justificar o ato. Em sua conta no Twitter, declarou que Soleimani matou ou feriu “milhares de americanos por um período estendido de tempo e planejava matar muito mais” e acusou-o de participar da morte de manifestantes iranianos em seu país.


Fonte: AGENCIA BRASIL. Chamada de Capa da Redação JF

 
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